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São Paulo Wine Trade Fair e Cachaça Trade Fair encerram com sucesso e impulsionam enoturismo no Brasil

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Entre os dias 20 e 22 de maio, no Expo Center Norte (SP), as feiras São Paulo Wine Trade Fair e Cachaça Trade Fair reuniram mais de 6 mil visitantes compradores qualificados, 120 expositores nacionais e internacionais e mais de 300 marcas. Realizadas simultaneamente, as duas feiras consolidaram sua posição como os principais eventos B2B dos setores de vinhos, cachaças e destilados no Brasil, destacando-se pela organização e pelo papel estratégico na promoção de negócios e valorização da produção nacional.

Programação diversificada e conteúdo técnico

Além das rodadas de negócios, as feiras ofereceram master classes, congressos técnicos e ativações institucionais, como o Summit “Por dentro do MAPA”, realizado em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O encontro técnico reuniu autoridades e especialistas para orientar importadores, exportadores e produtores sobre regulamentações e oportunidades nos mercados interno e externo.

Fomento ao enoturismo e turismo de experiência

O evento reforçou a crescente profissionalização dos setores e o avanço das políticas públicas voltadas ao turismo regional. A integração entre produção agrícola, qualificação técnica e valorização territorial tem impulsionado o enoturismo e o turismo de experiência, segmentos em expansão que recebem atenção especial em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pernambuco. A colaboração entre o setor público e privado contou com apoio de entidades como APTA, ADVB, CATI, Codeagro, FAESP/SENAR, Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo e o MAPA.

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Dados de consumo e produção

Segundo informações da OIV e do IBGE, o consumo de vinho no Brasil ultrapassou 4,3 litros per capita em 2024, com forte destaque para os rótulos nacionais. Já a cachaça, que produz mais de 1,5 bilhão de litros ao ano, passa por um processo de sofisticação e valorização da origem, atraindo investimentos, turismo e reconhecimento internacional.

Encontro das Mulheres do Vinho e da Cachaça

Um dos pontos altos da edição foi o Encontro das Mulheres do Vinho e da Cachaça, que reuniu produtoras, empreendedoras, gestoras públicas e especialistas para debater desafios, estratégias e conquistas no mercado. A diversidade de vozes reforça a importância feminina na transformação e no futuro das bebidas brasileiras. “O enoturismo encontra mercado nos segmentos do turismo 60+ e LGBT”, destacou a redatora-chefe das revistas Melhor Viagem, ViaG – Turismo e Diversidade, presente ao evento.

Mensagem da idealizadora

Para Zoraida Lobato, idealizadora das feiras, “promover esses encontros é conectar tradição, inovação e inclusão. A São Paulo Wine Trade Fair e a Cachaça Trade Fair são fruto de um trabalho coletivo que valoriza os produtos brasileiros e amplia oportunidades para quem empreende com qualidade e paixão”.

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Próxima edição confirmada

A próxima edição das feiras já está marcada para os dias 27, 28 e 29 de maio de 2026, com expectativas de ampliar ainda mais as conexões e novidades para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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