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Inovação na Agricultura: Braquiária Revoluciona Cultivo de Uvas Gourmet em SP

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Cesar Augusto Ferraz, empresário com vasta experiência em tecnologia e mercado financeiro, decidiu trilhar um caminho inovador ao introduzir o cultivo de uvas gourmet em suas propriedades em Araraquara-SP. Com uma visão voltada para a sustentabilidade e eficiência, ele adotou a integração de braquiária ao sistema de produção, obtendo resultados significativos para o manejo do solo e a qualidade da produção.

A escolha pelo sistema em “Y”, combinado com tecnologias como cobertura antigranizo e irrigação automatizada, demonstra o compromisso de Ferraz com um projeto estruturado e tecnológico desde sua concepção, em 2020. Inicialmente dedicado a entender o mercado de uvas de mesa e suco, ele experimentou com oito variedades para encontrar as mais adaptadas à região.

O uso estratégico de braquiária, especialmente a Brachiaria Ruziziensis da Soesp, revelou-se crucial para melhorar a saúde do solo, controlar pragas, reduzir o uso de defensivos e mitigar problemas de erosão. Além disso, a forrageira contribui para a conservação da umidade do solo e a sustentabilidade ambiental, essencial em áreas previamente dedicadas à cultura da cana-de-açúcar.

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O sucesso do projeto não se limita apenas à integração eficiente de culturas. Ferraz também realizou experimentos bem-sucedidos com uma safrinha de uva orgânica, desafiando as condições climáticas da região. Com orientação de instituições renomadas como Embrapa Uva e Vinho e Embrapa Uvas Tropicais, o produtor almeja transformar suas propriedades em Unidades de Referência para o cultivo de uvas, ampliando variedades e promovendo a inovação contínua no setor.

Este projeto não apenas eleva a qualidade da produção de uvas gourmet, mas também serve como exemplo de como a tecnologia e práticas sustentáveis podem revolucionar a agricultura no Brasil, criando um futuro mais promissor para o setor agrícola nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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