AGRONEGÓCIO

Sipcam Nichino inova em soluções para produtores de feijão

Publicado em

A Sipcam Nichino Brasil, empresa com um robusto portfólio para as principais culturas agrícolas, consolida-se como um dos principais fornecedores de soluções agroquímicas para a produção de feijão no Brasil. Entre fungicidas, inseticidas, herbicidas e acaricidas, a companhia recentemente lançou uma Plataforma de Bioestimulantes voltada para a nutrição do feijoeiro.

José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado da Sipcam Nichino, explica que a empresa está lançando três novas soluções para a safra de feijão deste ano: Torino®, ET-Part® e Fujimite®. O fungicida Torino®, destinado ao tratamento de sementes (TS), tem ação sistêmica e protetora. “Ele foi desenvolvido para diversas modalidades de uso, tanto para ON FARM quanto para TSI, visando proteger as sementes dos patógenos presentes no solo e na própria semente, além de evitar a disseminação de doenças”, afirma Freitas.

Já o herbicida ET-Part®, uma molécula inédita no Brasil, tem ação de contato e é ideal para dessecação em pré-colheita do feijão. “Ele tem uma ação rápida e eficaz, inibindo a atividade enzimática nos cloroplastos sob luz, sendo prático e seguro para o ambiente”, continua Freitas.

Leia Também:  Mato Grosso autoriza uso de créditos fiscais para modernização de usinas de etanol

Para o controle de pragas, a empresa apresenta o acaricida Fujimite®, uma solução à base de fenpiroximato que age por contato e ingestão, eficaz contra ácaros nas fases jovens, adultas e até nos ovos. Essa solução, já bem-sucedida na citricultura e cafeicultura, é agora uma opção confiável para os produtores de feijão.

Além disso, a Sipcam Nichino oferece uma série de fungicidas como Brisa® WG, Fezan® Gold e Vitene®, eficazes contra doenças como antracnose e mancha-angular, além de reforçar a proteção contra a ferrugem. No segmento dos inseticidas, Freitas destaca o Takumi®, um produto desenvolvido especialmente para o controle da lagarta Helicoverpa armigera, uma praga que vem se tornando cada vez mais complexa a cada safra de feijão.

Na área de bioestimulantes, a Sipcam Nichino lançou a Plataforma de Bioestimulantes, com o produto Stilo® Verde, que combina micronutrientes e extratos de algas marinhas, melhorando a produtividade do feijão. Freitas explica que esse bioestimulante é capaz de impactar positivamente todos os estágios fenológicos da cultura do feijão.

A Sipcam Nichino Brasil foi fundada em 1979 como resultado da união entre a italiana Sipcam, especialista em agroquímicos pós-patentes, e a japonesa Nihon Nohyaku, pioneira no desenvolvimento de novas moléculas para a proteção de cultivos. Com essa história de inovação e foco na segurança agrícola, a empresa continua a ampliar sua presença e a oferecer soluções robustas para o setor agrícola brasileiro.

Leia Também:  Colheita de arroz no Rio Grande do Sul se aproxima do fim, enquanto produtores focam no escoamento

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

Published

on

O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

Leia Também:  Trouw Nutrition apresenta inovações para otimizar produtividade de vacas leiteiras

Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

Leia Também:  Expectativa de Alta nos Preços do Milho no Brasil

O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA