AGRONEGÓCIO

Expectativa de Alta nos Preços do Milho no Brasil

Publicado em

O mercado brasileiro de milho pode iniciar a semana com um aumento nos preços, impulsionado pela valorização do dólar, que favorece a paridade de preços nos portos destinados à exportação. A Bolsa de Chicago também apresenta ganhos, o que pode levar os produtores a reajustar suas expectativas de preços. Além disso, a previsão de clima seco em várias regiões do Brasil traz novas preocupações para o setor.

Na última sexta-feira, o mercado de milho brasileiro registrou preços estáveis e negociações limitadas. Segundo a Safras Consultoria, tanto consumidores quanto produtores adotaram uma postura cautelosa nas transações. As atenções estavam voltadas para a valorização do dólar, as movimentações dos futuros do milho na B3 e na CBOT, além da paridade de exportação.

No Porto de Santos, o preço variou entre R$ 66,00 e R$ 67,00 por saca (CIF). Em Paranaguá, a cotação oscilou entre R$ 65,00 e R$ 66,00. No Paraná, em Cascavel, o preço ficou entre R$ 58,00 e R$ 60,00; na região da Mogiana, em São Paulo, a cotação foi similar. Em Campinas, o preço CIF chegou a R$ 65,00 e R$ 66,00 por saca.

Leia Também:  Mato Grosso vendeu apenas 76% do milho 22/23 e somente 13% do 23/24, relata Imea

No Rio Grande do Sul, em Erechim, o milho foi negociado entre R$ 66,00 e R$ 68,00 a saca. Em Minas Gerais, em Uberlândia, a cotação ficou entre R$ 62,00 e R$ 63,00. Goiás registrou preços entre R$ 53,00 e R$ 55,00 em Rio Verde (CIF), enquanto em Rondonópolis, Mato Grosso, o preço também variou entre R$ 53,00 e R$ 55,00.

Mercado Internacional

Os contratos de milho com vencimento em dezembro de 2024 estão cotados a US$ 4,08 por bushel, com uma valorização de 6,25 centavos, ou 1,55% em relação ao fechamento anterior. A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) observou um aumento nos preços antes do intervalo, sustentado por um movimento de compras de fundos especuladores e pela recente redução nas taxas de juros nos Estados Unidos. As preocupações com o clima seco em algumas regiões produtoras do Brasil também têm garantido suporte às cotações.

Na sexta-feira (20), os contratos de milho para entrega em dezembro fecharam a US$ 4,01 3/4 por bushel, uma queda de 4,00 centavos, ou 0,98%, em relação ao fechamento anterior. A posição de março de 2025 encerrou a sessão a US$ 4,20 por bushel, com um recuo de 4,25 centavos, ou 1%.

Leia Também:  Exportações de Café do Brasil Caminham para Recorde Histórico: 43,7 Milhões de Sacas e Receita de US$ 8,97 Bilhões
Cenário Econômico

O dólar comercial apresenta uma alta de 0,92%, sendo cotado a R$ 5,5709, enquanto o Dollar Index registra uma queda de 0,45%, alcançando 100,325 pontos.

Em relação ao mercado financeiro global, as principais bolsas da Ásia encerraram em alta, com Xangai registrando +0,44%. Na Europa, os índices operam de forma mista: Paris apresenta uma leve queda de 0,09%, Frankfurt avança 0,68% e Londres se mantém estável. O petróleo opera próximo à estabilidade, com o WTI para outubro cotado a US$ 71,06 por barril, apresentando um leve aumento de 0,08%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Novo marco do crédito rural exige responsabilidade socioambiental e rastreabilidade no acesso ao financiamento

Published

on

Desde 1º de abril de 2026, o acesso ao crédito rural no Brasil passou a seguir novos critérios de conformidade socioambiental, conforme as Resoluções CMN n.º 5.193/2024, 5.267/2025 e 5.268/2025, que promoveram uma ampla atualização do Manual de Crédito Rural (MCR), sob coordenação do Banco Central (BC). As mudanças impactam diretamente produtores rurais, instituições financeiras, cooperativas de crédito e operadores jurídicos ligados ao agronegócio.

Crédito rural passa a exigir conformidade socioambiental obrigatória

De acordo com especialistas, a concessão de financiamento rural, que antes se concentrava principalmente na análise da viabilidade econômica e da capacidade de pagamento do produtor, agora incorpora critérios obrigatórios de conformidade ambiental.

Entre as novas exigências estão a rastreabilidade territorial e a responsabilidade socioambiental, que passam a ser condições objetivas para contratação, manutenção e renovação das operações de crédito rural.

Segundo o advogado especializado em agronegócio, Vinicius Souza Barquette, a mudança representa uma transformação estrutural no modelo de concessão de crédito no país.

Cadastro Ambiental Rural passa a ser condição obrigatória

A Resolução CMN n.º 5.193, em vigor desde 2024, estabelece que não poderá haver concessão de crédito rural para imóveis que não estejam inscritos no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR), ou cuja inscrição esteja cancelada ou suspensa.

Leia Também:  Mato Grosso vendeu apenas 76% do milho 22/23 e somente 13% do 23/24, relata Imea

Para o especialista, a regularidade do Cadastro Ambiental Rural (CAR) deixou de ser uma recomendação técnica e passou a ser uma exigência obrigatória para acesso ao financiamento.

Cruzamento de dados ambientais passa a ser exigido

Com as novas regras, a partir de 1º de abril de 2026, imóveis rurais com mais de quatro módulos fiscais deverão passar por análise de dados geoespaciais. Já para propriedades menores, a exigência passa a valer a partir de 4 de janeiro de 2027.

As instituições financeiras ficam obrigadas a cruzar informações do imóvel com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por meio do sistema Prodes, para identificar eventual supressão de vegetação nativa após 31 de julho de 2019.

Caso seja identificada irregularidade nesse período, a concessão do crédito deverá ser negada.

Crédito rural passa a integrar política ambiental

Segundo análise jurídica, as alterações promovidas pelas resoluções do Conselho Monetário Nacional representam uma mudança estrutural no papel do crédito agrícola no Brasil.

O financiamento rural deixa de ser apenas um instrumento de política financeira e passa também a atuar como ferramenta de política ambiental.

Leia Também:  Empresários Confiam na Assinatura do Acordo Mercosul-Canadá
Conformidade ambiental será exigida durante todo o contrato

A modernização do Manual de Crédito Rural estabelece que o acesso ao financiamento passa a depender da comprovação de conformidade com a legislação florestal.

Além disso, será exigido monitoramento contínuo do uso da terra por meio de tecnologias de sensoriamento remoto, bem como o cumprimento permanente das obrigações socioambientais ao longo de toda a vigência dos contratos de crédito rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA