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Sindiveg Lança Curso sobre Manipulação e Primeiros Socorros no Uso de Defensivos Agrícolas

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O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) iniciou uma série de conteúdos educativos com o objetivo de esclarecer e promover o uso seguro de defensivos agrícolas no Brasil. O primeiro episódio, disponível nas redes sociais da entidade, aborda o tema “Cuidados e primeiros socorros no uso de defensivos agrícolas” e conta com a participação de Sérgio Graff, médico, mestre em Toxicologia pela Universidade de São Paulo (USP), presidente do Centro Brasileiro de Toxicologia e Saúde e CEO da Toxiclin. O vídeo faz parte do módulo 3 do curso “Uso Correto e Seguro de Defensivos Agrícolas”, que orienta sobre as práticas adequadas para aplicação de agroquímicos de forma eficiente e sustentável.

Segundo Graff, o objetivo da série é garantir a acessibilidade das informações. “Queremos compartilhar conhecimento técnico de forma clara e acessível para quem lida com defensivos agrícolas”, destaca o especialista, ressaltando a importância da capacitação para prevenir acidentes e promover a manipulação correta dos produtos.

Cuidados no manuseio e primeiros socorros

O material destaca os cuidados essenciais durante o manuseio de defensivos agrícolas, alertando sobre os principais riscos envolvidos. Graff enfatiza que, apesar das orientações adequadas, acidentes podem ocorrer, tornando essencial o conhecimento sobre os primeiros socorros em casos de intoxicação ou acidentes. “Saber como agir rapidamente é crucial para garantir a segurança dos profissionais no ambiente de trabalho”, afirma.

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Além disso, o conteúdo fornece informações sobre os sintomas de intoxicação e os procedimentos de primeiros socorros, além de orientar sobre como acessar as informações de segurança nas embalagens dos produtos. Tais informações incluem detalhes sobre manuseio, precauções, equipamentos de proteção, destinação de embalagens e outros aspectos cruciais para a segurança.

Módulos e certificação

O curso “Uso Correto e Seguro de Defensivos Agrícolas” inclui sete módulos adicionais que abordam temas como “Segurança na Aplicação de Defensivos”, “Tecnologia de Aplicação”, “Aquisição, Transporte e Armazenamento de Agroquímicos”, “Aviação Agrícola”, “Limite Máximo de Resíduos (LMR)”, “Defensivos Ilegais” e “Manejo Fitossanitário”.

A plataforma de cursos do Sindiveg, que oferece conteúdo gratuito, prático e acessível, visa promover boas práticas na aplicação de defensivos agrícolas e contribuir para a produção de alimentos de forma segura e sustentável. Os módulos são destinados a agricultores, apicultores e outros profissionais da cadeia produtiva. Ao concluir o curso, os participantes recebem certificados de conclusão. Para mais informações e inscrições, acesse: sindiveg.org.br/cursos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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