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Sindilat defende união do setor para garantir aprovação do PL do Leite no Senado

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Setor lácteo intensifica mobilização pela aprovação do PL do Leite

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS reforçou a necessidade de união e mobilização do setor leiteiro nacional para garantir a aprovação no Senado e a posterior sanção presidencial do Projeto de Lei 10.556/2018, que define regras para o uso da palavra “leite” em embalagens e rótulos de alimentos.

A posição foi defendida pelo presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella, durante a primeira reunião do ano da Aliança Láctea Sul Brasileira.

“Precisamos falar com uma só voz quando tratamos de questões estruturantes. Devemos permanecer alinhados na defesa do setor e da valorização do leite, do produtor à indústria, até o consumidor final”, destacou Portella.

Projeto avança na Câmara e segue para o Senado

A proposta foi aprovada pelo Plenário da Câmara dos Deputados na madrugada desta terça-feira (03/03), um marco importante para o setor. O texto é de autoria da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina, e recebeu elogios dos representantes da cadeia produtiva do leite.

“É uma excelente notícia. Trata-se de uma pauta histórica para o setor”, afirmou Ronei Volpi, coordenador-geral da ALSB.

O projeto, aprovado na forma de substitutivo, determina que apenas produtos de origem animal possam usar denominações como leite, queijo, manteiga, requeijão, creme de leite, iogurte, bebida láctea e doce de leite. Já os produtos vegetais deverão adotar embalagens com cores e imagens distintas, reforçando a diferenciação e a transparência ao consumidor.

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PL do Leite garante transparência e proteção ao consumidor

Para Guilherme Portella, o avanço do PL é resultado direto da mobilização do setor produtivo, que vem defendendo a importância de restringir o uso do termo “leite” a produtos efetivamente lácteos.

“Esse regramento fortalece a proteção do leite e assegura maior transparência ao consumidor. Agora, o esforço precisa se concentrar na aprovação no Senado e na sanção presidencial”, reforçou o dirigente.

Programa Mais Leite Saudável é prioridade para o setor

Outro ponto de destaque da reunião foi a defesa do Programa Mais Leite Saudável, considerado política pública estratégica para o fortalecimento do setor. A iniciativa é voltada ao aumento da produtividade e da qualidade do leite brasileiro e conta com apoio de secretarias estaduais, federações da agricultura e sindicatos das indústrias de laticínios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

“O programa é uma das principais ferramentas de desenvolvimento do setor. É preciso transformá-lo em prioridade e garantir sua continuidade por meio de uma forte articulação setorial”, afirmou Portella.

Competitividade internacional e desafios para exportação

O presidente do Sindilat/RS também destacou que o Mais Leite Saudável pode ser um dos pilares para ampliar a presença do leite brasileiro no mercado internacional. Segundo ele, o país precisa garantir competitividade de preços para disputar espaço com grandes exportadores.

“Para exportar, é indispensável ter preço competitivo se quisermos competir com Argentina, Uruguai, Nova Zelândia ou outros players globais”, enfatizou Portella.

Unidade setorial é chave para avanços

A mobilização em torno do PL do Leite e do fortalecimento de políticas públicas demonstra o compromisso das lideranças do setor em proteger o produto nacional, valorizar o produtor e garantir transparência ao consumidor. A expectativa agora é que o projeto avance rapidamente no Senado, consolidando uma regulamentação clara e justa para o mercado lácteo brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crise do crédito dominou debates no Summit Pensar Agro

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Em um momento de forte pressão financeira sobre o agronegócio brasileiro, o Summit Pensar Agro reuniu na última sexta-feira (29.05), em Cuiabá, representantes do setor produtivo, especialistas, lideranças empresariais e autoridades para discutir alternativas voltadas à competitividade e à sustentabilidade econômica da atividade rural. O encontro integrou a programação da GreenFarm 2026, realizada no Parque Novo Mato Grosso.

O evento ocorreu em meio a um cenário marcado pelo aumento do endividamento dos produtores rurais, retração do crédito agrícola e impactos provocados por adversidades climáticas em diversas regiões do país. Dados do Ministério da Agricultura apontam desaceleração nas contratações do Plano Safra 2025/2026, com redução nas operações de custeio e investimento, enquanto lideranças do setor defendem medidas para ampliar o acesso ao financiamento e garantir condições para a continuidade da produção.

A internacionalização do agronegócio brasileiro esteve entre os principais temas debatidos durante o Summit. No painel dedicado às oportunidades no mercado internacional, representantes diplomáticos e integrantes de câmaras de comércio discutiram caminhos para ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados estratégicos da Ásia e da América Latina, reforçando o potencial de Mato Grosso como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

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Outro destaque da programação foi o debate sobre segurança jurídica no campo. Especialistas abordaram temas relacionados à sucessão familiar, regularização ambiental e previsibilidade regulatória, apontados como fatores essenciais para garantir investimentos e a continuidade das atividades agropecuárias ao longo das próximas gerações.

A questão financeira também ocupou espaço central nas discussões. Durante o painel sobre inteligência financeira, especialistas defenderam o uso de ferramentas de gestão, planejamento e tecnologia para aumentar a eficiência das propriedades rurais em um cenário de margens mais apertadas e custos elevados. O tema ganhou relevância diante das dificuldades enfrentadas por produtores para acessar crédito e renovar operações de custeio para a próxima safra.

Sob curadoria de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o Summit Pensar Agro reuniu nomes de destaque do cenário nacional e internacional. Entre eles, o embaixador da Indonésia no Brasil, Andhika Chrisnayudhanto, que participou do painel sobre oportunidades de mercado para o agro brasileiro, além de representantes das câmaras de comércio Índia-Brasil e Brasil-Peru, especialistas em segurança jurídica, gestão financeira e lideranças de entidades ligadas à agropecuária, indústria e formulação de políticas públicas.

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O encerramento ocorreu com o Fórum Brasil Central, que reuniu representantes de entidades do agronegócio, da indústria e do poder público para discutir estratégias de desenvolvimento regional, infraestrutura e políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção agropecuária.

Além do Summit Pensar Agro, a GreenFarm 2026, que terminou neste sábado (30.05) manteve durante toda a semana uma extensa programação de exposições, palestras técnicas, leilões e rodadas de negócios. Com mais de uma centena de expositores, a feira consolidou-se como uma das principais vitrines do agronegócio do Centro-Oeste e reforçou seu papel como espaço para debates sobre os desafios e oportunidades do setor em um período marcado pela busca de soluções para a crise de crédito que afeta produtores em diversas regiões do país.

Fonte: Pensar Agro

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