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Sindiavipar Participa de Missão Empresarial à África para Expandir Exportações de Carne de Frango

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O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Roberto Kaefer, está participando da Missão Empresarial África 2025, promovida pela ApexBrasil em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O evento, que teve início em 27 de janeiro e segue até 7 de fevereiro, ocorre em quatro países africanos: Nigéria, Gana, Costa do Marfim e Senegal. O encontro reúne empresários e autoridades governamentais com o objetivo de fortalecer as relações comerciais e abrir novas oportunidades de negócios, com foco nas particularidades locais e no crescente potencial de demanda por produtos brasileiros.

Em 2023, o continente africano foi responsável por 16,28% das exportações brasileiras de carne de frango, de acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No total, o Brasil exportou cerca de 662 mil toneladas de carne de frango para países africanos no ano passado. Kaefer destaca que a África se posiciona como um destino estratégico tanto para a avicultura paranaense quanto para a produção nacional.

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“A África é uma região com características únicas, que combina um mercado consumidor em expansão e a necessidade de alimentos de alta qualidade e segurança — atributos que o frango brasileiro oferece com excelência. A participação nessa missão empresarial fortalece nossa presença em um mercado que já reconhece o valor do nosso produto”, afirma Kaefer.

Além de encontros com empresas e autoridades locais, a agenda inclui apresentações sobre a economia do continente e estratégias para adaptação às normas de importação africanas. Kaefer reforça que a participação do Sindiavipar demonstra o compromisso da entidade em promover a avicultura paranaense e nacional, ampliando mercados e mantendo a excelência do setor.

“A África representa um mercado em crescimento, com grande potencial para a avicultura brasileira, especialmente devido à crescente demanda por proteína animal de qualidade. Participar dessa missão nos permite não apenas estreitar os laços comerciais, mas também mostrar o compromisso do Paraná em atender às exigências dos mercados mais desafiadores. Estamos confiantes nos resultados que essa aproximação pode gerar para o setor e para toda a cadeia produtiva”, destaca o presidente do Sindiavipar.

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A missão inclui rodadas de negócios, reuniões estratégicas e visitas técnicas, permitindo a troca de experiências e a identificação de novos parceiros comerciais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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