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Simininas fazem roda de conversa Secretaria Municipal de Segurança Pública

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Cerca de 50 meninas atendidas pela unidade do Programa Siminina, no bairro 1º de Março, participaram, nesta terça-feira (5), da “Conversa com Segurança”, iniciativa promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública de Cuiabá.

Idealizada pela secretária municipal de Segurança Pública, coronel Francyanne Lacerda, a ação inclui palestras ministradas pela 2ª Sargento Nabilla e pela soldado Tais, que abordaram de forma leve e educativa temas como abuso sexual infantil, bullying, segurança nas ruas e riscos em jogos e ambientes digitais.

Segundo Francyanne Lacerda, a roda de conversa, que aproxima as alunas das forças de segurança, especialmente da Polícia Militar, faz parte de uma parceria com a coordenadora do Programa Siminina, Ivete Carneiro de Souza.

“Esse projeto nasceu de uma conversa que tive com a coordenadora Ivete, na qual percebemos a necessidade dessa aproximação das meninas com a segurança pública. Muitas tinham curiosidade, outras, medo. Então, construímos juntas uma metodologia voltada para o público infantojuvenil, com linguagem acessível, que orienta desde o comportamento adequado em situações de risco até a confiança em procurar um policial quando necessário”, explicou a coronel Francyanne.

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Durante a palestra, foram destacadas dicas práticas de segurança, como: nunca aceitar presentes ou doces de estranhos; avisar para onde está indo; evitar andar sozinha, especialmente à noite ou em locais escuros; recusar caronas de desconhecidos; buscar ajuda e se dirigir a locais com maior movimentação; e sempre chamar a polícia em caso de emergência.

A monitora Elisângela Tavares acompanhou a atividade e ressaltou a importância do momento para as alunas. “Essa atividade, no meu entendimento, é muito importante para que elas não tenham medo de chamar a polícia e não tenham preconceito. E, na hora de uma emergência, saibam para quem pedir ajuda”, disse.

Atualmente, a unidade do bairro 1º de Março atende 112 meninas em dois períodos. O projeto “Conversa com Segurança” foi estruturado para percorrer as 16 unidades do Siminina em Cuiabá. A próxima palestra será realizada nesta quinta-feira (7), com 20 meninas da unidade do Novo Colorado.

“Montamos um cronograma que prevê uma roda de conversa de aproximadamente uma hora em cada unidade. A partir das dúvidas e das situações levantadas pelas coordenadoras locais, vamos ajustando o conteúdo e ampliando os temas. A segurança precisa ser constante e adaptada à realidade de cada grupo”, completou a secretária Francyanne.

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#PraCegoVer

A foto mostra a secretária municipal de Segurança Pública, coronel Francyanne Lacerda e as simininas da unidade 1º de Março durante a roda de conversa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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