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Conflito no Oriente Médio eleva alerta para custos do agro brasileiro, aponta CNA

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CNA discute impactos do conflito no agro brasileiro

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil participou, na terça-feira (17), da reunião semanal da Frente Parlamentar da Agropecuária, em Brasília, para discutir os impactos do conflito no Oriente Médio sobre o agronegócio brasileiro.

O encontro contou com a presença do diretor técnico Bruno Lucchi e da diretora de Relações Internacionais Sueme Mori, que acompanharam os debates sobre os possíveis desdobramentos da crise.

Região estratégica pode afetar custos globais

Durante a apresentação, Bruno Lucchi destacou que a escalada das tensões no Oriente Médio — especialmente em áreas estratégicas como o Estreito de Ormuz — pode gerar impactos relevantes nos custos de produção agropecuária.

A região concentra cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás natural, além de responder por até 35% do comércio mundial de amônia e ureia e aproximadamente 30% dos fertilizantes negociados globalmente.

Fertilizantes e logística estão entre os principais riscos

Segundo a CNA, eventuais interrupções no fluxo marítimo na região podem afetar diretamente o mercado internacional, elevando custos de frete, seguros e operações logísticas.

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Esse cenário tende a encarecer a chegada de insumos essenciais ao Brasil, especialmente fertilizantes. Atualmente, o país importa cerca de 12% desses produtos do Oriente Médio, sendo que aproximadamente 35% da ureia utilizada tem origem na região.

Alta de preços já é percebida no mercado

De acordo com a entidade, os efeitos do conflito já começam a ser sentidos. Os preços da ureia registraram alta entre 30% e 35% desde o início das tensões.

No mercado de energia, os preços internacionais do petróleo chegaram a subir até 51%, pressionando diretamente os custos de combustíveis como o diesel, fundamental para as operações no campo e no transporte de cargas.

Volatilidade aumenta incertezas para o produtor rural

A CNA alerta que o cenário tende a ampliar a volatilidade nos mercados, impactando preços, contratos futuros e o câmbio.

Esse ambiente de incerteza dificulta o planejamento do produtor rural, especialmente no momento de decisão sobre a compra de insumos e definição de estratégias para a safra.

Propostas buscam reduzir impactos no setor

Durante a reunião, a CNA apresentou uma série de propostas para mitigar os impactos sobre o agronegócio brasileiro. Entre as medidas sugeridas estão:

  • Redução de tributos sobre o diesel
  • Reforço na fiscalização para evitar abusos de preços
  • Aumento da mistura de biodiesel ao diesel, de 15% para 17%
  • Incentivo à produção nacional de fertilizantes
  • Redução da alíquota do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM)
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Cenário exige atenção do setor agropecuário

Diante das incertezas geopolíticas e seus reflexos sobre insumos, energia e logística, o agronegócio brasileiro entra em um período de maior atenção.

A evolução do conflito no Oriente Médio deve continuar sendo um fator determinante para os custos de produção e para a dinâmica dos mercados nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Procon Municipal fortalece relação entre empresas do transporte rodoviário e consumidores

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O Procon Municipal de Cuiabá, em parceria com a Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico Ltda. (Sinart), realizou uma ação orientativa e educativa na Rodoviária de Cuiabá, nesta quinta-feira (21), para aproximadamente 20 representantes de empresas. Entre os assuntos abordados, estavam o transporte rodoviário e a relação de consumo, além dos direitos e deveres tanto de quem oferece quanto de quem adquire o serviço. O objetivo foi instruir, orientar e capacitar os atendentes, entre eles os da bilheteria, que atendem idosos, PCDs e o público em geral. A ação também contribuiu para estreitar a relação de confiança entre o órgão e os profissionais que atuam na linha de frente das empresas.

“O Sinart é a empresa que opera na administração da Rodoviária e solicitou uma explanação sobre o assunto para melhorar o atendimento oferecido pelas empresas de ônibus. Além das reclamações, há muita dúvida acerca da legislação consumerista. A palestra veio com esse objetivo: explicar as maiores ocorrências que chegam ao Procon e como eles devem agir para prevenir. Há reclamações passíveis de serem resolvidas junto ao consumidor/cliente, sem precisar chegar ao Procon. Então, é uma ação orientativa e educativa do Procon junto com o Sinart, devido à importância da informação”, destacou a secretária-adjunta do Procon, Mariana Almeida Borges.

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A ideia da palestra, segundo o gerente-geral da Sinart, Selmo de Oliveira, surgiu de um plano de trabalho que antecede a instalação do Procon Municipal na rodoviária, por conta do número de demandas de reclamações. “Essa medida nasceu de um plano integrado da Polícia Militar, que opera na base do Araés e que tem recebido uma quantidade de reclamações e acionamentos que, na verdade, são do direito do consumidor e não da polícia. A partir disso, desenvolvemos um plano de trabalho que incluiu a instalação da base do Procon na rodoviária para atender presencialmente e avançamos para esse treinamento e orientação junto aos que lidam com o público em geral na rodoviária”, explicou Selmo.

O maior número de reclamações está relacionado a questões como gratuidade, atrasos, remarcações e perda de bagagem. “Essas são situações recorrentes na nossa vivência aqui. Portanto, é fundamental que o operador do transporte e o atendente tenham clareza sobre os direitos tanto da empresa quanto do consumidor, principalmente do consumidor, que é a parte mais vulnerável nesse processo”, destacou o gerente-geral.

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Mariana ressaltou que o direito à informação ao passageiro é o que precisa ser evidenciado. A comunicação entre a empresa de transporte e o consumidor é o pilar que faz com que o consumidor confie na empresa e se torne um passageiro recorrente, porque, quando não há comunicação, a incerteza se converte em irritação, a irritação em conflito e o conflito em reclamação formal, que poderia ter sido evitada com um aviso antecipado e transparente.

Os participantes interagiram em busca de esclarecimentos e de sanar dúvidas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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