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Produção mundial e brasileira de trigo deve cair na safra 2026/27 e mercado acompanha risco de oferta

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A produção de trigo deve registrar queda na safra 2026/27 tanto no Brasil quanto no mercado internacional, aumentando a atenção de produtores, moinhos e compradores diante de um cenário de oferta mais ajustada. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam retração na produção, redução de estoques e menor área cultivada.

Segundo o USDA, a produção mundial de trigo deverá cair 2,9% em relação à safra 2025/26. O movimento ocorre em um contexto de consumo praticamente estável, estimado em 823,23 milhões de toneladas, com leve retração de 0,04% na comparação anual.

Além da queda na produção, os estoques finais globais também devem diminuir. A projeção indica retração de 1,5% nos estoques mundiais, reduzindo a relação estoque/consumo para 33,4%. O indicador é amplamente monitorado pelo mercado internacional por refletir o nível de disponibilidade do cereal frente à demanda global.

A combinação entre menor produção e estoques mais apertados tende a manter elevada a atenção sobre o abastecimento internacional, especialmente em países importadores e em mercados com menor capacidade de recomposição interna.

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Safra brasileira de trigo deve recuar quase 19%

No Brasil, o cenário também é de redução da oferta. A Conab revisou a estimativa da produção nacional de trigo para 6,38 milhões de toneladas em 2026, volume 18,9% inferior ao registrado na safra anterior.

A queda é resultado, principalmente, da redução da área cultivada nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul, responsáveis pela maior parte da produção nacional do cereal. Conforme os dados da companhia, a área destinada ao trigo no País deve atingir 2,14 milhões de hectares, recuo de 12,5% frente ao ciclo passado.

Além da diminuição da área plantada, a produtividade média também apresenta perspectiva de retração. A estimativa nacional aponta rendimento de 2.985 quilos por hectare, queda de 7,3% na comparação anual.

Plantio avança no Paraná e produtores do RS reduzem área

O plantio da nova safra já começou em parte das regiões produtoras. Até o início de maio, cerca de 17,5% da área nacional destinada ao trigo havia sido semeada, segundo levantamento da Conab.

No Paraná, o ritmo dos trabalhos segue mais acelerado. Informações da Seab/Deral indicam que aproximadamente 35% da área prevista já foi implantada, com todas as lavouras classificadas em boas condições até o momento.

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No Rio Grande do Sul, os produtores continuam o preparo das áreas, mas o cenário aponta tendência de redução no plantio. Entre os principais fatores que pressionam a decisão dos agricultores estão o aumento dos custos de produção, as restrições de crédito e as limitações relacionadas ao seguro agrícola.

Mercado do trigo monitora impacto sobre preços e importações

A perspectiva de menor produção de trigo no Brasil e no exterior reforça a necessidade de planejamento em toda a cadeia produtiva. No campo, produtores enfrentam um ambiente marcado por custos elevados e maior risco climático. Já moinhos e compradores acompanham com atenção a disponibilidade do cereal e as estratégias de abastecimento.

O comportamento da safra nos próximos meses será determinante para confirmar o tamanho da retração produtiva e os possíveis impactos sobre os preços, o volume de importações e o abastecimento do mercado brasileiro de trigo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura debate regras para moradias populares e ocupação urbana em Cuiabá

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A ocupação do solo urbano e as condições mínimas para construção de moradias de interesse popular pautaram uma audiência pública conduzida pelo prefeito de Abilio Brunini e pelo secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Portocarrero, na noite desta quinta-feira (21), em Cuiabá. O encontro debateu alterações na Lei Complementar 389/2015, que trata do uso e ocupação do solo no município.

Realizada no auditório da Secretaria Municipal de Educação (SME), a audiência reuniu representantes do setor imobiliário, arquitetos, urbanistas, empresários, especialistas e moradores da capital. O debate se estendeu por mais de quatro horas, marcado por apresentações técnicas, manifestações da sociedade civil e discussões sobre os impactos urbanísticos e sociais da proposta.

Entre os principais pontos discutidos esteve a previsão de parcelamento mínimo dos lotes em 200 metros quadrados. A proposta, segundo os gestores municipais, busca garantir melhores condições de habitabilidade, qualidade urbana e dignidade às famílias contempladas por empreendimentos habitacionais populares.

Durante a audiência, o prefeito Abilio Brunini defendeu que o crescimento urbano de Cuiabá precisa estar alinhado à qualidade de vida da população. Segundo ele, a cidade possui espaço e demanda para diferentes modelos de construção e faixas habitacionais, sem abrir mão de critérios urbanísticos que assegurem conforto, infraestrutura e bem-estar aos moradores.

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“O desenvolvimento da cidade precisa ser pensado para as pessoas. Cuiabá tem um mercado imobiliário forte e capacidade para atender todas as faixas de construção, mas é necessário garantir condições adequadas para quem vai morar nesses espaços”, resumiu o prefeito durante o debate.

O secretário José Portocarrero ressaltou que a discussão integra o planejamento urbano defendido pela gestão municipal e reforçou que a audiência pública representa o início de um amplo diálogo com a sociedade antes do encaminhamento da proposta à Câmara Municipal.

“Estamos abrindo esse debate para ouvir especialistas, empresários e a população antes que o projeto siga para análise do Legislativo. O objetivo é construir uma cidade mais equilibrada, sustentável e com melhores condições urbanas para todos”, destacou o secretário.

As contribuições apresentadas durante a audiência passarão por análise técnica antes da elaboração final da minuta do projeto de lei, que ainda será apreciada pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Estratégico (CMDE) e posteriormente encaminhada à Câmara Municipal de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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