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Sicredi alcança marca histórica de R$ 487,6 milhões em financiamentos e consórcios no Show Rural 2025

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Com uma alta demanda por crédito e consórcios, o Sicredi encerrou sua participação no Show Rural Coopavel 2025 com resultados recordes. Durante o evento, foram protocoladas mais de 1,1 mil propostas, totalizando R$ 487,6 milhões em financiamentos e consórcios.

A instituição financeira cooperativa, que conta com mais de 8,5 milhões de associados em todo o Brasil, já destinou R$ 33,9 bilhões no primeiro semestre do Plano Safra 2024/2025 (julho a dezembro), registrando um crescimento de 5,9% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Além disso, a carteira Agro do Sicredi atingiu R$ 101 bilhões em 2024, um aumento de 21% em comparação ao ano anterior.

Financiamento impulsiona setor agropecuário

A participação do Sicredi no Show Rural, realizado em Cascavel (PR), teve papel estratégico na ampliação desses resultados, reforçando sua atuação no financiamento agrícola e na oferta de consórcios e seguros voltados ao setor. Como principal agente privado de crédito rural do país, a cooperativa destinou R$ 394,6 milhões em crédito durante a feira.

“A feira é um ponto de encontro para produtores rurais em busca de inovação, conhecimento e novas oportunidades. Além de apresentar as últimas tendências em tecnologia, maquinário, produtos e serviços, o evento promove conexões estratégicas e fortalece o agronegócio. Mais do que um evento, o Show Rural é um termômetro do mercado, reafirmando o compromisso da instituição em oferecer suporte e segurança ao produtor rural nos momentos decisivos”, afirma Gilson Farias, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ.

Consórcios e seguros ganham destaque

Ao longo da 37ª edição do Show Rural, os consórcios do Sicredi também se destacaram, movimentando mais de R$ 93 milhões em créditos — um crescimento superior a 150% em comparação à edição anterior, quando foram comercializados R$ 36 milhões.

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“O consórcio tem se mostrado uma solução eficaz para quem busca adquirir utilitários, equipamentos agrícolas, imóveis ou placas solares de forma planejada, sem comprometer o fluxo de caixa. O aumento da demanda reflete a busca por alternativas financeiras que permitam aos produtores investirem na modernização de suas operações com mais segurança e controle sobre seus investimentos, sem recorrer a financiamentos com custos elevados”, explica Devanir Brisola, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ.

Além disso, o Sicredi ofereceu condições especiais para seguros, com 20% de desconto na cobertura de bens financiados, como máquinas e equipamentos agrícolas, e 10% para seguros de placas solares, ampliando as possibilidades de proteção para os produtores.

Diálogo estratégico com lideranças e governadores

Durante o evento, a diretoria da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) promoveu um encontro com lideranças do cooperativismo e autoridades para debater os R$ 9,2 bilhões em investimentos previstos para 2025. O objetivo foi alinhar esforços entre o setor cooperativo e os governos para viabilizar projetos, especialmente diante das altas taxas de juros.

A reunião contou com a presença dos governadores do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, e de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, além de lideranças do Sicredi, como Manfred Dasenbrock (presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ), Aldo Dagostim (Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ), Clemente Renosto (Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP), Fernando Fenner (Sicredi Aliança PR/SP) e Luiz Roberto Baggio (Sicredi Integração PR/SC).

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“Em uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina, esse encontro ganha ainda mais relevância, reforçando o papel essencial do cooperativismo para o desenvolvimento sustentável do setor. A união e o trabalho conjunto sempre foram pilares do cooperativismo e, em tempos de incerteza, essa colaboração se torna ainda mais essencial. Ao fortalecer parcerias com o setor público, podemos criar soluções que impulsionem o crescimento e tragam benefícios concretos para as regiões onde atuamos”, destaca Manfred Dasenbrock.

Impacto direto na vida dos produtores rurais

No estande do Sicredi, uma ação simbólica reuniu 13 produtores rurais contemplados com propostas de financiamento. Entre eles, Tainá Bresolin, de 29 anos, que recebeu crédito para investir em maquinário e expandir sua produção. Filha de madeireiros, Tainá decidiu resgatar a tradição agrícola da família, formou-se em Agronomia e iniciou sua jornada no setor praticamente do zero.

“Meu avô é uma grande inspiração. Com a conclusão da graduação, nos unimos e tive a oportunidade de trabalhar e aprender com ele, iniciando a sucessão familiar, que é essencial para a continuidade da fazenda”, conta Tainá.

Hoje, suas propriedades cultivam soja, trigo, milho, aveia, culturas de cobertura e reflorestamento. Para ela, o futuro do agronegócio depende da renovação geracional e da adoção de práticas inovadoras. “O Sicredi demonstrou um compromisso genuíno com o agro e seus associados, oferecendo soluções concretas para impulsionar o setor”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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