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Sicoob movimenta mais de R$ 3,2 bilhões em três dias de Show Rural Coopavel e projeta R$ 4 bilhões até o fim do evento

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Sicoob consolida posição de destaque no agronegócio durante o Show Rural Coopavel

O Sicoob registrou R$ 3,28 bilhões em negócios nos três primeiros dias do Show Rural Coopavel 2026, realizado em Cascavel (PR). O montante inclui R$ 2,68 bilhões em protocolos de crédito rural e CPR-F, R$ 111,4 milhões em consórcios e R$ 8,7 milhões em seguros, demonstrando a robustez da atuação da cooperativa no evento.

A expectativa é que o Sicoob encerre os cinco dias de feira com R$ 4 bilhões em negócios, conforme informaram Enio Meinein (diretor de Coordenação Sistêmica), Miguel de Oliveira (presidente do Conselho de Administração) e Jean Rodrigues (presidente do Sicoob Central Unicoob) em reunião com Dilvo Grolli, presidente da Coopavel.

Avicultura impulsiona negociações e novas parcerias estratégicas

A quarta-feira (11) foi o dia mais movimentado para o Sicoob no evento, com destaque para a avicultura, que pautou diversas agendas institucionais e comerciais.

Segundo Carlos Alessandro Schlick, diretor de Negócios do Sicoob Unicoob, o setor foi prioridade nas ações do dia. “Hoje foi o dia da avicultura em nosso estande, com reuniões que fortaleceram laços e abriram novas oportunidades de cooperação”, destacou.

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Entre os destaques, ocorreu uma rodada de negócios com representantes da Vibra Foods, além de encontros com o Grupo BTZ – Indústria de Alimentos e a LEVO Alimentos, ampliando o relacionamento com empresas estratégicas do setor alimentício.

Governança e compromisso com o desenvolvimento do agronegócio

O evento também contou com a presença de conselheiros e diretores do Sicoob Unicoob e do Sicoob Central Unicoob, reforçando o alinhamento institucional e a governança cooperativa.

De acordo com Michel Tamura, gerente de Agronegócios do Sicoob Unicoob, a instituição mantém um papel ativo no apoio aos produtores. “O Sicoob dispõe de R$ 1 bilhão para financiar investimentos na avicultura. Esse volume mostra que somos aliados estratégicos dos avicultores paranaenses”, ressaltou.

Inovação e tendências em debate no Show Rural Coopavel

A programação técnica contou ainda com a palestra “O Futuro do Agronegócio Brasileiro”, ministrada pelo consultor Celso Ricardo Ferreira, especialista em gestão estratégica no agro.

O evento foi patrocinado pela Sancor Seguros, parceira institucional do Sicoob Unicoob, e abordou temas como competitividade, inovação e tendências globais do agronegócio, reforçando o compromisso conjunto com o avanço do setor.

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Participação expressiva de cooperados reforça o modelo colaborativo do Sicoob

Durante o dia, mais de 470 cooperados participaram das caravanas organizadas pela cooperativa, além de 40 empresários que integraram as rodadas de negócios.

O estande do Sicoob recebeu intenso fluxo de visitantes interessados em conhecer soluções financeiras e interagir com o time de especialistas das 13 cooperativas singulares do Paraná.

Essa movimentação evidencia o modelo colaborativo e de proximidade com o cooperado, marca registrada do Sicoob e um dos pilares do crescimento sustentável do sistema.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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