AGRONEGÓCIO

SIAVS 2024: Debatendo a Imagem Internacional do Brasil e Acesso a Mercados

Publicado em

O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2024) se prepara para ser o epicentro das discussões sobre a agropecuária no Brasil, reunindo especialistas de avicultura, bovinocultura, suinocultura e piscicultura. De 6 a 8 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo, o evento contará com a participação de grandes nomes do setor, promovendo um ambiente de inovação e troca de conhecimentos.

Um dos patrocinadores do evento, o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), reforça seu compromisso com a saúde animal e a sustentabilidade na produção agropecuária. Com participantes de diversos países, o SIAVS 2024 oferece uma plataforma para fortalecer a cadeia produtiva brasileira e fomentar o intercâmbio de ideias e práticas entre diferentes culturas e realidades.

A médica-veterinária e conselheira técnica do Icasa, Luciane Surdi, sublinha a relevância do evento: “O SIAVS é o maior evento focado nessas indústrias na América Latina. Ao longo da programação, especialistas abordarão temas como inovação, sustentabilidade, bem-estar animal, mercado e políticas públicas. Serão discutidas estratégias para controle sanitário, biossegurança e a contenção da disseminação de agentes infecciosos e vetores biológicos. A sustentabilidade ambiental também será um tema central, com foco na adoção de boas práticas ambientais, sociais e de governança nas propriedades rurais, gestão eficiente dos recursos naturais, redução de poluentes e processos mais sustentáveis. O evento é uma excelente oportunidade para atualização, troca de conhecimento e fortalecimento do setor agropecuário”, destacou.

Leia Também:  Transpetro prepara estudo para voltar a construir navios no Brasil
Detalhes do Evento

Confirmaram presença no SIAVS 2024 o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Júlio César Ramos, e o gerente de Agronegócios da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Muller. Eles se juntarão ao presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Antônio Jorge Camardelli, e ao presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), Francisco Medeiros.

Organizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o SIAVS 2024 é o maior evento do setor no Brasil. Com mais de 200 empresas expositoras e 80 palestrantes, a feira abrange toda a cadeia produtiva, desde fornecedores de insumos até as maiores agroindústrias brasileiras. Gigantes do setor de equipamentos, as principais casas genéticas do mundo e laboratórios de ponta estarão presentes, oferecendo uma visão abrangente do setor. A expectativa é de receber mais de 21 mil visitantes, que poderão discutir os principais desafios e oportunidades do mercado, além de explorar as últimas inovações e tecnologias.

Os interessados em participar podem se credenciar através do site oficial do evento: SIAVS 2024.

Leia Também:  Inovação na Análise de Grãos Promove Avanços na Produção de Milho e Sorgo no Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

Published

on

Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

Leia Também:  Brasil amplia exportações do agronegócio com novas aberturas de mercado na Nova Zelândia e na Turquia

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA