AGRONEGÓCIO

Showtec 2024: Trincheiras revelam segredos para melhorar produtividade na soja

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A próxima edição do Showtec, o maior evento agro de Mato Grosso do Sul, contará com uma atração especial: trincheiras que permitem uma análise detalhada do solo e suas raízes, proporcionando insights sobre práticas agrícolas mais sustentáveis. O evento, agora em sua 27ª edição, será realizado entre os dias 21 e 23 de maio, na sede da Fundação MS, em Maracaju.

André Lourenção, coordenador geral do Showtec e pesquisador da Fundação MS, explica que as trincheiras são valiosas para uma compreensão visual do solo em profundidade. “Elas possibilitam que agricultores e pesquisadores vejam de perto o que acontece com o solo e as raízes, conforme o manejo aplicado. É uma oportunidade única para analisar a estrutura e compreender o impacto das práticas agrícolas”, ressalta Lourenção.

Durante os dias 21 e 22 de maio, diversos painéis serão apresentados diretamente das trincheiras. No primeiro dia, o foco será “adubação na medida certa para altas produtividades do sistema soja-milho safrinha” e “coberturas vegetais de outono-inverno para altas produtividades da soja”. Já no segundo dia, a discussão girará em torno de “matéria orgânica – combatendo o alumínio tóxico no solo” e “diversificando raízes e armazenando água no solo”.

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O engenheiro agrônomo e doutor pela UEL, Ricardo Ralisch, será um dos palestrantes no painel sobre diversificação de raízes e armazenamento de água no solo. Ele destaca a importância da biodiversidade para manter a fertilidade do solo. “Ao aumentar a diversidade de plantas nos sistemas de produção, promovemos a porosidade, o que melhora tanto o movimento quanto a retenção de água”, explica.

Ralisch compartilhará resultados de pesquisas recentes que revelam uma forte correlação entre a porosidade do solo e a produtividade das plantas. “A estrutura do solo, quando bem preservada, oferece uma boa porosidade, que, por sua vez, permite um ótimo armazenamento de água”, acrescenta ele.

Outro destaque do evento é Gabriel Barth, agrônomo e doutor da Fundação ABC, que falará sobre “coberturas vegetais de outono-inverno para altas produtividades da soja”. Ele compartilhará dados sobre culturas como aveia, centeio, nabo e um mix de plantas como alternativas ao milho safrinha. “Essas culturas podem proporcionar um ganho de até 10 sacos de soja a mais. Os agricultores que participarem do Showtec terão uma oportunidade valiosa para conhecer as estratégias de escolha das coberturas, com vantagens e desvantagens, bem como o potencial da produção em massa para a cultura da soja”, conclui Barth.

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O Showtec 2024 promete oferecer insights valiosos para agricultores e pesquisadores, destacando as melhores práticas para uma agricultura mais produtiva e sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Refis do Agro pode ser votado no Senado e surge como alternativa para aliviar crise financeira no campo

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O Senado Federal deve analisar nesta quarta-feira (10) o Projeto de Lei nº 5.122/2023, conhecido no setor como “Refis do Agro”. A proposta busca criar uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas rurais, oferecendo condições diferenciadas para produtores que enfrentam dificuldades financeiras em decorrência de eventos climáticos extremos e da volatilidade dos mercados.

A medida ganha relevância em um momento de forte pressão sobre o agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, produtores rurais de diversas regiões do país enfrentaram perdas expressivas de produtividade provocadas por secas, enchentes e oscilações climáticas, além do aumento dos custos de produção e das dificuldades de acesso ao crédito.

Segundo o advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, a aprovação do projeto pode representar um importante mecanismo para preservar a capacidade produtiva do setor.

“Estamos diante de uma ferramenta que busca oferecer condições para que os produtores consigam reorganizar suas finanças e manter a atividade econômica no campo, evitando o agravamento da inadimplência e das dificuldades de crédito”, afirma.

Projeto prevê juros reduzidos e longo prazo para pagamento

O texto, aprovado recentemente pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), estabelece condições especiais para a renegociação dos débitos rurais, com prazo de pagamento de até 10 anos e carência de três anos.

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As taxas de juros propostas variam conforme o perfil do produtor:

  • Agricultura Familiar (Pronaf): 3,5% ao ano;
  • Médios produtores (Pronamp): 5,5% ao ano;
  • Demais produtores rurais: 7,5% ao ano.

O objetivo é proporcionar maior previsibilidade financeira e permitir que os produtores retomem investimentos nas próximas safras sem comprometer sua capacidade de pagamento.

Abrangência inclui CPRs e amplia proteção à cadeia produtiva

Um dos principais diferenciais do projeto é a abrangência dos débitos passíveis de renegociação. Além das operações tradicionais de crédito rural, a proposta contempla também as Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas junto a instituições financeiras, cooperativas e fornecedores de insumos.

Na avaliação de especialistas do setor, a inclusão das CPRs amplia o alcance da medida e fortalece toda a cadeia produtiva do agronegócio, reduzindo riscos de inadimplência em diferentes segmentos ligados à produção agrícola.

Outro ponto relevante é a previsão de suspensão de medidas de cobrança durante o período de negociação, incluindo execuções judiciais e restrições cadastrais relacionadas às dívidas abrangidas pelo programa.

Debate envolve impacto fiscal e preservação da produção

Apesar do apoio de entidades ligadas ao setor produtivo, a proposta enfrenta questionamentos na área econômica do governo federal. Entre os principais pontos de debate está a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para subsidiar parte das taxas de juros previstas no programa.

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Defensores do projeto argumentam que o custo fiscal da medida pode ser compensado pela manutenção da atividade econômica no campo, pela preservação de empregos e pela continuidade da produção agropecuária.

O tema também está relacionado à segurança alimentar e ao abastecimento interno, uma vez que o agronegócio responde por parcela significativa da produção de alimentos e das exportações brasileiras.

Setor aguarda definição do Senado

A expectativa do mercado é que a votação no Plenário do Senado avance nas próximas horas. Caso aprovado, o projeto poderá representar um dos principais instrumentos de recuperação financeira para produtores rurais afetados pelas adversidades climáticas registradas nas últimas safras.

Lideranças do agronegócio acompanham a tramitação com atenção, destacando que a disponibilidade de crédito e a reorganização das dívidas serão fatores decisivos para o planejamento da próxima temporada agrícola e para a manutenção dos investimentos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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