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Setores do agronegócio reforçam apoio a leilão do Tecon Santos 10 aberto e sem restrições

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Agronegócio defende realização ampla e transparente do leilão

Importantes entidades do agronegócio brasileiro — CECAFÉ, AEXA e UNEM, junto à Associação Logística Brasil, que representa mais de 30 empresas diretamente e mais de 10 mil CNPJs indiretamente — reforçam a necessidade de realização imediata do Leilão do Tecon Santos 10 de forma aberta e irrestrita.

Segundo as entidades, interromper ou adiar o certame, especialmente em ano eleitoral, compromete investimentos estratégicos e agrava a crise logística para cargas conteinerizadas no Porto de Santos, principal porto da América Latina.

O debate atual é, sobretudo, uma questão de política pública, que exige do governo diretrizes claras, isonômicas e transparentes, garantindo competitividade pelo livre mercado e evitando a judicialização do processo.

Modelo anterior enfrenta críticas técnicas e risco de judicialização

Especialistas apontam que o modelo de leilão apresentado anteriormente carecia de fundamentação técnica robusta, com restrições que bloqueavam empresas atuantes em Santos de participar da primeira etapa.

O relatório técnico do TCU criticou a modelagem bifásica, apontando que se baseava em cenários hipotéticos e especulativos e restringia a livre concorrência, aumentando o risco de judicialização.

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Sem respaldo das áreas técnicas — ANTAQ, CADE e SEAE-MF —, o modelo foi considerado ilegal e prejudicial ao desenvolvimento do porto, podendo comprometer a economia brasileira a médio prazo.

Ministério de Portos acompanha o certame e avalia restrições

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o leilão está em reavaliação, especialmente sobre a possível restrição a armadores, após reunião com o presidente Lula e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, no Palácio do Planalto.

O objetivo é garantir que o certame abra de forma irrestrita, permitindo que todos os interessados participem, independentemente de atuarem ou não em Santos, e que a licitação seja vencida pelo melhor projeto para o país.

Infraestrutura do Porto de Santos enfrenta colapso iminente

A realidade operacional do porto é crítica: filas de navios, pátios lotados, falta de berços e atrasos em cargas já causam prejuízos bilionários.

Em 2025, apenas o setor de café registrou R$ 66,1 milhões em perdas logísticas, com 55% dos navios atrasados e 1.824 contêineres não exportados por mês, resultando em US$ 2,64 bilhões em receitas cambiais perdidas.

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As entidades alertam que o porto opera acima da capacidade máxima, e novos adiamentos do leilão poderiam comprometer ainda mais a infraestrutura.

Entidades setoriais reforçam apoio técnico ao leilão
  • AEXA: O Brasil, maior produtor global de açúcar, exporta 80% da produção e vê o porto como gargalo estrutural. Apoia integralmente a posição do ministro Antônio Anastasia e defende que o leilão deveria ter ocorrido há muito tempo.
  • CECAFÉ: Reforça que decisões devem ser técnicas e céleres, baseadas em indicadores reais e pareceres de ANTAQ, TCU e CADE. A abertura do leilão é essencial para aumentar capacidade de pátio e berços, reduzir perdas e restaurar eficiência logística.
  • UNEM: Defende competição plena entre operadores globais, destacando que a eficiência logística é crucial para setores como o etanol de milho, garantindo investimentos e integração internacional.
  • Associação Logística Brasil: Reforça, em ofício à Presidência, a necessidade de um certame em fase única, complementando os ofícios conjuntos de CECAFÉ e AEXA em defesa de um leilão amplo e sem restrições.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-União Europeia inaugura nova era para o agro brasileiro, avaliam especialistas

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A entrada em vigor do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, em 1º de maio de 2026, marca o início de uma transformação histórica para o agronegócio brasileiro. Essa é a avaliação dos especialistas Hugo Centurion e Patrícia Cesarino, que classificam o tratado como um divisor de águas para a competitividade do agro nacional.

Segundo os autores, mais do que um acordo comercial, o tratado representa uma mudança estrutural na forma como o Brasil se posiciona no mercado internacional.

“O acordo começa forte, mas seu verdadeiro impacto será percebido ao longo dos próximos anos, na consolidação das cadeias exportadoras brasileiras”, destacam.

Especialistas avaliam que acordo cria oportunidade histórica para o agro

Na análise de Centurion e Cesarino, o acordo não cria competitividade para o Brasil, mas remove barreiras que historicamente limitavam o potencial exportador do país.

Os especialistas ressaltam que o cronograma gradual de liberalização tarifária permitirá que o agronegócio brasileiro amplie presença na Europa de forma consistente nos próximos 5 a 10 anos.

Atualmente, mais de 80% das exportações brasileiras destinadas à União Europeia passam a contar com tarifa zero já na entrada em vigor do tratado. No agro, cerca de 39% dos produtos brasileiros terão acesso imediato sem tarifas.

Para os autores, esse cenário abre espaço especialmente para produtos com maior valor agregado.

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Fruticultura brasileira deve ser uma das maiores beneficiadas

Hugo Centurion e Patrícia Cesarino avaliam que o setor de frutas tende a ser o principal beneficiado no curto prazo, devido à combinação entre alta demanda europeia e baixa proteção tarifária para produtos tropicais.

“Frutas como abacate, melão, uva e maçã terão vantagens importantes porque muitas delas não estarão sujeitas a cotas, eliminando uma das principais barreiras históricas ao crescimento das exportações”, analisam.

Segundo os especialistas, o Brasil reúne vantagens competitivas naturais relevantes:

  • Produção em contra-estação em relação à Europa;
  • Diversidade climática;
  • Capacidade de oferta contínua;
  • Custos competitivos de produção.

Para os autores, o acordo apenas libera um potencial exportador que já existia, mas permanecia limitado pelas tarifas europeias.

Café brasileiro ganha espaço para produtos premium

Outro ponto destacado na análise é o impacto direto sobre a cadeia do café.

Os especialistas afirmam que o tratado favorece especialmente cafés industrializados, especiais e produtos de maior valor agregado, já que o setor passa a operar com tarifa zerada desde o início da vigência.

“Em um mercado sofisticado como o europeu, o Brasil poderá ampliar margens, diferenciar produtos e consolidar marcas próprias”, afirmam.

Na avaliação dos autores, a tendência é de fortalecimento da industrialização e da exportação de produtos processados, reduzindo a dependência exclusiva das commodities agrícolas.

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União Europeia exigirá nova postura do produtor brasileiro

Apesar das oportunidades, Centurion e Cesarino alertam que o acordo também eleva significativamente o nível de exigência técnica e ambiental.

Segundo os especialistas, o mercado europeu continuará sendo um dos mais rigorosos do mundo em temas como:

  • Rastreabilidade;
  • Sustentabilidade;
  • Resíduos químicos;
  • Certificações internacionais;
  • Compliance agrícola.

Para os autores, produtores e agroindústrias precisarão acelerar investimentos em tecnologia, gestão e controle produtivo para atender às exigências do novo ambiente comercial.

Especialistas apontam cinco pilares para competitividade

Na avaliação de Hugo Centurion e Patrícia Cesarino, o sucesso do agro brasileiro dentro do acordo dependerá da capacidade do setor em avançar em cinco frentes estratégicas:

Profissionalização e rastreabilidade;

  • Adoção de tecnologias sustentáveis;
  • Redução de resíduos químicos;
  • Ampliação do valor agregado;
  • Integração entre produtores, cooperativas e exportadores.

Os autores afirmam que os próximos anos serão decisivos para definir quais cadeias produtivas conseguirão transformar a abertura comercial em ganhos permanentes de mercado.

“O desafio do produtor brasileiro não será apenas vender mais, mas vender melhor”, concluem os especialistas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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