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Setor privado precisa desburocratizar exportação halal

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“Para isso, é indispensável uma maior participação do setor privado nacional com a intenção de fortalecer a promoção comercial e investimentos conjuntos”, afirmou, destacando a necessidade de uma redução de barreiras aduaneiras abrangendo especialmente o comércio marítimo.

Em sua visão, é imperativa a adoção de um amplo aperfeiçoamento na integração logística que envolva toda a cadeia produtiva e de comércio entre os povos.

Adghoghi aproveitou para mencionar as diversas oportunidades existentes no mercado de consumo muçulmano, que engloba 1,9 bilhão de pessoas, cerca de ¼ da população mundial, movimentando cerca de US$ 2 trilhões nos segmentos da economia nos últimos anos.

“Apesar do maior destaque nas exportações brasileiras para os países árabes atualmente advir em sua grande maioria da carne halal e de tudo o que envolve o setor alimentício, os fármacos, cosméticos, moda e setor de turismo devem movimentar ainda mais, em alguns anos. As projeções dão conta de um aumento para US$ 2,8 trilhões até 2025”, revelou.

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Para ele, as oportunidades de crescimento são inúmeras e certamente serão mais bem aproveitadas se os produtores e donos de empresas compreenderem que o movimento halal é cada vez mais uma bandeira que deve unir as pessoas, na medida em que há uma demanda crescente por ofertas de produtos e serviços efetivamente regulamentados.

“Se pensarmos que apenas no continente europeu vivem cerca de 20 milhões de muçulmanos que desejam consumir experiências verdadeiramente halal fica fácil concluir que estamos falando de uma realidade que ultrapassa questões religiosas: trata-se de uma cultura de saúde que só deve fazer crescer ano após ano”, adicionou.

Assim como outros líderes presentes no evento, Nabil Adghoghi não escondeu sua preocupação com os recentes conflitos envolvendo israelitas e palestinos, demonstrando contentamento com o papel desempenhado pelo Brasil como presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas na busca pelo fim das hostilidades no Oriente Médio.

“Desejo que o Brasil siga adotando uma postura de auxílio à ONU (Organização das Nações Unidas) e que além de enviar alimentos e ajuda médica à população da Faixa de Gaza, que tudo isso culmine para um cessar fogo objetivando a proteção dos inúmeros civis envolvidos nesta situação”, resumiu.

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O Global Halal Brazil Business Forum é realizado em parceria com a Apex Brasil, com a Câmara Islâmica de Comércio, Indústria e Agricultura, e com a União das Câmaras Árabes. O evento tem apoio institucional da Halal Academy.

Fonte: a4&holofote comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Tecnologia transforma açúcar em insumo para medicamentos e cosméticos

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) avançou no desenvolvimento de uma plataforma para produzir compostos químicos de alto valor agregado a partir de açúcares. Em testes de laboratório, o trabalho utilizou leveduras modificadas para obter uma molécula empregada na fabricação de polímeros, medicamentos, cosméticos e insumos agrícolas. A pesquisa abre caminho para ampliar o uso de matérias-primas renováveis em processos que hoje dependem de derivados do petróleo.

O resultado foi divulgado pela instituição em 29 de setembro. Desenvolvida no âmbito da Embrapa Agroenergia, a metodologia combina ferramentas de análise molecular para identificar como os microrganismos aproveitam os açúcares e quais limitações precisam ser superadas para melhorar a produção. O trabalho foi realizado em parceria com o Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental, na Alemanha.

Para o agronegócio, a perspectiva é ampliar as possibilidades de transformação da biomassa em produtos de maior valor. A obtenção de moléculas para a indústria química pode diversificar o aproveitamento de matérias-primas renováveis e aproximar a produção agrícola de mercados como os de materiais, ingredientes e insumos industriais. A viabilidade dessa rota dependerá de seu desempenho fora do laboratório.

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Nos experimentos, uma linhagem geneticamente modificada da levedura Saccharomyces cerevisiae produziu ácido p-hidroxibenzoico, identificado pela sigla PHBA. O composto funciona como precursor químico, uma substância utilizada na fabricação de outros produtos. Os ensaios ocorreram em biorreatores, equipamentos que permitem controlar as condições de cultivo e acompanhar o funcionamento do microrganismo.

A contribuição da plataforma está em observar diferentes etapas desse processo de forma integrada. As análises examinam proteínas, moléculas produzidas pelas reações celulares e o percurso das substâncias dentro da levedura. Com essas informações, é possível localizar gargalos e orientar modificações para direcionar uma parcela maior da matéria-prima ao composto desejado.

Uma das técnicas empregadas acompanha o carbono utilizado pelas células por meio de marcadores isotópicos. Segundo a Embrapa, o trabalho gerou um banco de dados com mais de 28 mil metabólitos e cerca de 1,7 mil proteínas anotadas. Esse conjunto de informações poderá apoiar a seleção e o desenvolvimento de microrganismos para diferentes aplicações agroindustriais.

Os protocolos de fermentação também foram ajustados. A concentração de glicose no meio de cultivo caiu de 20 para 10 gramas por litro, reduzindo os custos dos experimentos com marcadores. O resultado se refere aos procedimentos de pesquisa e não permite concluir que uma futura operação industrial terá redução equivalente no consumo de açúcar ou no custo de fabricação.

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A instituição pretende aproveitar o conhecimento adquirido na avaliação de seu acervo de microrganismos, que reúne mais de 20 mil ativos da biodiversidade brasileira. A metodologia poderá ajudar a identificar linhagens com potencial para produzir bioinsumos, ingredientes funcionais, compostos aromáticos e outras moléculas de interesse econômico.

O avanço reforça uma frente de pesquisa que busca agregar valor à produção renovável brasileira. Para chegar à indústria, os processos precisarão combinar rendimento, regularidade e custos competitivos. É essa etapa que determinará se a capacidade demonstrada no laboratório poderá gerar novas oportunidades para fornecedores de matérias-primas, agroindústrias e fabricantes de produtos químicos.

Fonte: Pensar Agro

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