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Serra Negra Promove Festival para Valorizar Cafés Especiais da Região

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De 24 a 26 de maio, a cidade de Serra Negra, no interior de São Paulo, sediará o 3º Festival do Café, um evento dedicado à valorização dos cafés especiais produzidos na região. Organizado pela Prefeitura de Serra Negra, Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap) e Visite Serra Negra, o festival é parte integrante do Festival do Café e da Cachaça do Circuito das Águas Paulista.

Os cafés de Serra Negra são reconhecidos por sua doçura peculiar, a ponto de se dizer que já são adoçados no pé. Esse diferencial tem rendido prêmios em diversos concursos nacionais, destacando o produto local entre os melhores cafés especiais do Brasil.

O Festival do Café, em sua terceira edição, visa promover os cafés especiais do Circuito das Águas Paulista, demonstrando a evolução dos últimos anos e ensinando o público a apreciar cafés de alta qualidade. A iniciativa busca substituir o hábito do consumo de café “extra forte” por um paladar mais apurado. Além disso, o evento ressalta as características únicas desses cafés, que são temas de pesquisas científicas e parte de um processo para obtenção de Indicação Geográfica (IG) do Café do Circuito das Águas Paulista, conferida pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

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A Indicação Geográfica reconhece regiões cujos produtos possuem qualidades específicas e notoriedade, influenciadas pelas condições naturais e culturais do local. Semelhante ao reconhecimento de vinhos como o “Vinho do Porto” de Portugal e a “Champagne” da França, a IG para os cafés do Circuito das Águas Paulista destacaria a singularidade e excelência do produto.

O café tem uma forte ligação com a história de Serra Negra e, na última década, a região migrou do café commodity para os cafés especiais, influenciada pelos movimentos da segunda e terceira ondas do café. Esse movimento tem gerado cafés de alta qualidade, melhor rentabilidade para os produtores, e incentivado o turismo de experiência, valorizando ainda mais o café regional.

Os visitantes do festival poderão explorar o universo dos cafés do Circuito das Águas Paulista, interagir com os produtores, majoritariamente associados à Acecap, e aprender sobre a produção de cafés especiais. Segundo a Acecap, a região conta com 1.800 produtores e 7 mil hectares de plantações de café, resultando em uma produção anual média de 192 mil sacas de 60 quilos. A maioria das propriedades é de pequeno e médio porte, muitas geridas por mulheres, preservando a tradição familiar que remonta aos imigrantes italianos do século XIX.

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O Circuito das Águas Paulista é ideal para o cultivo de café devido ao solo fértil, altitude e clima favoráveis, com dias quentes e noites frias, promovendo uma maturação uniforme e acentuada doçura no café. A presidente da Acecap, Silvia Fonte, destaca que essa característica única é comparada à doçura de frutas e notas de caramelo e chocolate, frequentemente encontradas nos cafés da região.

Durante o festival, o público terá a oportunidade de experimentar os cafés locais, participar de degustações, conhecer diferentes métodos de preparo e aproveitar uma programação variada com produtos locais e atrações musicais. O evento é uma plataforma para promover os cafés especiais do Circuito das Águas Paulista, fortalecer o turismo local e valorizar a tradição e história da região.

O Festival do Café e da Cachaça do Circuito das Águas Paulista é uma realização conjunta da Prefeitura de Serra Negra, Acecap e Agência de Desenvolvimento Circuito das Águas Paulista (Adecap), com apoio do Sindicato Rural de Serra Negra, Sebrae, Instituto Federal São Paulo, Associação dos Hotéis de Serra Negra, Comtur de Serra Negra e patrocínio da Água Eco Leve e Sicoob Credinter.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de frango bate recorde e receita mensal ultrapassa R$ 5 bilhões

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As exportações brasileiras de carne de frango ultrapassaram a marca de R$ 5 bilhões em receita mensal em maio. Com o desempenho aquecido, os embarques de carne de frango, tanto na versão fresca quanto na processada, renderam R$ 5,045 bilhões, montante 36% superior aos R$ 3,706 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

Esse resultado foi sustentado por um volume recorde de 509,9 mil toneladas enviadas ao exterior, superando em quase 30% as 393,4 mil toneladas embarcadas um ano antes, quando o setor lidava com os efeitos dos casos isolados de gripe aviária em granjas do Rio Grande do Sul. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a receita total chegou a R$ 23,57 bilhões, ante R$ 21,17 bilhões nos mesmos meses de 2025, enquanto o volume total subiu para 2,45 milhões de toneladas.

O Paraná mantém o posto de maior exportador do país, respondendo por 213,9 mil toneladas enviadas apenas em maio. A China segue como a principal compradora, com alta de 34,7% nas aquisições. Especialistas do mercado avaliam que a diversificação dos destinos, alcançando desde mercados exigentes na Ásia e Europa até novas fronteiras em países emergentes, é o que garante esse fôlego ao setor, permitindo que a oferta interna se mantenha equilibrada.

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No mercado doméstico, a carne de frango se consolida como a proteína mais competitiva na cesta do consumidor, especialmente em um cenário onde a carne bovina permanece em patamares elevados e o poder de compra das famílias segue contido. A estabilidade de preços observada na última semana indica um mercado ajustado. Contudo, o setor faz um alerta importante aos produtores: a disciplina na produção é essencial. Especialistas destacam que, embora a demanda externa esteja firme, o aumento excessivo de alojamentos de pintinhos pode gerar um descompasso entre oferta e demanda, pressionando os preços para baixo nos próximos meses.

A estabilidade também é verificada nos preços dos principais cortes. No atacado de São Paulo, o peito congelado é negociado a R$ 8,80, enquanto na distribuição o valor sobe para R$ 9,00. A coxa congelada custa R$ 7,00 no atacado e R$ 7,20 na distribuição, enquanto a asa é comercializada a R$ 11,00 no atacado e R$ 11,30 no segmento de distribuição. Os cortes resfriados seguem a mesma linha, com o peito cotado a R$ 8,90 no atacado e R$ 9,10 para o distribuidor, a coxa a R$ 7,10 no atacado e R$ 7,30 na distribuição, e a asa a R$ 11,10 no atacado e R$ 11,40 na distribuição.

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No mercado de aves vivas, o cenário regional mostra contrastes. Enquanto no Sul e Sudeste as cotações seguem estáveis — com o frango vivo sendo cotado a R$ 5,20 em São Paulo, R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, R$ 4,60 no Oeste do Paraná, R$ 5,30 no Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, e R$ 5,40 em Minas Gerais e Goiás —, o Nordeste enfrenta uma realidade diferente. A menor oferta na região impulsionou os preços, com altas expressivas que levaram o quilo a R$ 6,80 no Ceará, R$ 7,00 em Pernambuco e R$ 7,20 no Pará.

Fonte: Pensar Agro

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