AGRONEGÓCIO

Sergipe recebe Plano Safra com investimento de R$ 85,7 bilhões para agricultura familiar

Publicado em

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2024-2025 foi lançado em Sergipe na última sexta-feira (6), em um evento realizado pela Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sergipe (AEASE), em Aracaju. A cerimônia contou com a presença de autoridades públicas e representantes dos movimentos sociais camponeses, reafirmando o compromisso com o fortalecimento da agricultura familiar no estado. As informações foram divulgadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Entre os principais participantes do evento estavam Tereza Cristina, chefe-geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros, os ministros Paulo Teixeira, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar (MDA), e Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência. O presidente do Banco do Nordeste (BNB), Paulo Câmara, também marcou presença, junto a representantes de diversas esferas governamentais.

O Plano Safra 2024-2025, em sua edição nacional, prevê a destinação de R$ 85,7 bilhões para o apoio à agricultura familiar em todo o país. Desses recursos, R$ 76 bilhões serão alocados por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com taxas de juros que variam entre 0,5% e 6%. O objetivo é incentivar a produção de alimentos essenciais e promover práticas sustentáveis. Entre os destaques do programa, está a redução das taxas de financiamento em dez linhas de crédito, incluindo uma taxa de 2% específica para a produção de alimentos orgânicos.

Leia Também:  Infestação Concomitante de Lagartas e Percevejos Ameaça a Sojicultura

O aumento de 43,3% no valor destinado ao Pronaf, em comparação com a safra 2022/2023, reflete o esforço do Governo Federal em fortalecer a agricultura familiar, com foco na produção sustentável e acessível de alimentos. Além disso, o investimento total do plano deste ano cresceu 10% em relação ao ciclo anterior, evidenciando o compromisso do governo com o desenvolvimento do setor.

Durante o evento, a Feira Agroecológica de Sergipe, realizada na área externa da AEASE, foi uma atração à parte. No local, os participantes puderam conhecer e adquirir produtos alimentares e artesanais produzidos por entidades e coletivos solidários. Hortaliças, frutas cultivadas em sistemas agroecológicos, além de peças de vestuário e itens de decoração feitos à mão por coletivos de mulheres de diferentes regiões de Sergipe, foram destaque na feira. O público também teve a oportunidade de degustar iguarias típicas, como o beiju fresco, promovendo a economia solidária e estreitando a relação entre produtores rurais e consumidores urbanos.

No cenário estadual, o Banco do Nordeste desempenhará um papel fundamental na implementação do Plano Safra em Sergipe, com previsão de aplicar R$ 1,04 bilhão em crédito. Deste montante, R$ 506 milhões serão direcionados à agricultura familiar, enquanto R$ 536 milhões apoiarão a agricultura empresarial, reforçando o compromisso com o desenvolvimento rural e econômico do estado.

Leia Também:  Startup Revoluciona Controle Biológico na Agricultura com Tecnologia Inovadora

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

Published

on

Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

Leia Também:  Startup Revoluciona Controle Biológico na Agricultura com Tecnologia Inovadora

No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

Leia Também:  Novidades Orgânicas no Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer: Sorbet de Erva-Mate e Iogurte de Copinho

Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA