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Novidades Orgânicas no Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer: Sorbet de Erva-Mate e Iogurte de Copinho

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O Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer 2024 está em destaque com a presença de duas unidades de produção orgânica certificadas pela Associação dos Produtores da Rede Agroecológica Metropolitana (Rama): a Chácara Vila Nova, de Porto Alegre, e o Laticínio Benolle, de Glorinha. Entre as novidades orgânicas exibidas pelos produtores da Rama na feira, que acontece até domingo (1º/8) em Esteio (RS), destacam-se o sorbet de erva-mate e o iogurte de copinho em porção individual.

O sorbet de erva-mate tem atraído considerável atenção, com as duas caixas preparadas para o lançamento esgotando-se nos dois primeiros dias do evento, totalizando 20 quilos vendidos. Luci Mara Silva Almeida, da Chácara Vila Nova Orgânicos, expressou entusiasmo pelo sucesso do produto. “Queremos agregar valor aos produtos da agroindústria, que enfrentou muitas perdas devido ao cenário atual no Rio Grande do Sul”, comentou Almeida. Além do sorbet de erva-mate, a Chácara Vila Nova também está apresentando o sorbet de sabor sagu.

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Almeida compartilhou que a criação desses novos sabores foi uma forma de homenagear a tradição gaúcha. “Há tempos queríamos criar algo especial para nós, gaúchos. Muitos clientes que frequentam feiras no Estado nos procuraram, e decidimos desenvolver um alimento verdadeiramente gaúcho”, explicou. A nova linha de sorbets da Chácara Vila Nova será comercializada sob a marca SorbeTchê, uma homenagem às origens da empresa.

Por outro lado, o Laticínios Benolle está surpreendendo com o lançamento do iogurte orgânico de copinho (200 g) sabor natural com geleia de morango. Thiago Benetti de Freitas, diretor do Laticínio Benolle, revelou que a demanda por essa porção individual tem sido alta. “Os clientes pediam muito por essa porção para consumo imediato. Está sendo bastante procurada para lanches e para os filhos levarem à escola”, afirmou. O iogurte se destaca pelo uso de fermento importado da Itália, o que confere uma cremosidade superior e menor acidez.

Outro produto que tem se destacado é o queijo mazolla, típico da região da Sicília, na Itália. “O Laticínio Benolle é o único produtor deste queijo no Brasil. É um produto único, que combina maturação com cremosidade”, explicou Benetti. Além disso, o doce de leite orgânico produzido pela empresa também tem sido um sucesso, com cinco caixas de 24 unidades vendidas nos primeiros dois dias da Expointer.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

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O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

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Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

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O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

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