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Senior lança AgroVerus, solução digital que torna a classificação de grãos mais rápida e precisa

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A Senior Sistemas apresenta sua nova ferramenta tecnológica para o agronegócio, o AgroVerus, durante o AgroSummit 2025, que será realizado em 3 de junho, em Campinas (SP). Desenvolvido para resolver os principais desafios na classificação de grãos, o AgroVerus promete mais precisão, agilidade e segurança para empresas que compram, armazenam e comercializam commodities durante a safra.

Desafios atuais na classificação de grãos

A classificação dos grãos é uma das etapas mais críticas nas operações agrícolas. A falta de padronização, erros manuais no registro, lentidão dos processos e vulnerabilidade a fraudes dificultam a eficiência dessa atividade. Além disso, o alto custo com mão de obra temporária torna o processo ainda mais oneroso para as empresas.

Tecnologia que automatiza e aumenta a confiabilidade

“O AgroVerus é uma solução pensada para automatizar esse processo, trazendo mais agilidade e confiança para toda a cadeia produtiva”, destaca Graciele Lima, head de Produto do Agronegócio da Senior. A ferramenta utiliza tecnologia de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR), capturando automaticamente, pela câmera do celular, as informações exibidas nos equipamentos de classificação. Isso elimina a necessidade de digitação manual e reduz falhas humanas.

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Funcionalidades que garantem transparência e segurança

Além da captura automática de dados, o AgroVerus armazena imagens das classificações para auditoria, registra intervenções manuais com identificação do operador e motivo, e permite integração com outros sistemas ERP via API. “Essa precisão gera maior confiabilidade, fundamental para a transparência, validade jurídica e compliance nas operações”, explica Graciele.

Outras inovações da Senior no AgroSummit 2025

No estande da Senior, os visitantes poderão acompanhar demonstrações ao vivo do AgroVerus e conhecer outras soluções inteligentes para o agronegócio. Entre elas, destaca-se a integração da Inteligência Artificial (IA) com sistemas ERP, que tem ajudado empresas a otimizar processos, melhorar decisões e aumentar a eficiência operacional.

IA integrada ao ERP impulsiona a gestão agrícola

Com a análise de grandes volumes de dados, a IA identifica padrões e prevê tendências que impactam diretamente a produção e a logística. Isso possibilita decisões mais precisas, como previsão de demanda, uso otimizado de recursos e redução de desperdícios. A automação de tarefas repetitivas também libera a equipe para atividades estratégicas.

Benefícios práticos para o recebimento de grãos

Michel Breyer, Product Owner Agro da Senior, destaca que o AgroCheck, com IA integrada, auxilia gestores a identificar rapidamente problemas mesmo em múltiplas unidades. “Os insights gerados são essenciais para detectar anomalias na classificação, sugerindo melhorias para empresas e produtores, reforçando a competitividade do setor”, afirma.

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Impacto da combinação ERP e IA no agronegócio

A união dessas tecnologias traz avanços significativos: maior precisão na classificação, controle eficiente da cadeia de suprimentos e uma gestão mais ágil e adaptativa. “ERP e IA juntos representam um divisor de águas, trazendo produtividade e inteligência para o agro”, conclui Breyer.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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