AGRONEGÓCIO

Colheita de Soja no Rio Grande do Sul Deve Crescer Quase 19% na Safra 2024/25

Publicado em

O Rio Grande do Sul deve alcançar uma colheita de mais de 21,6 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, um aumento de 18,59% em relação à produção do ciclo 2023/2024. As estimativas foram apresentadas pela Emater/RS durante a Fesasoja 2024, realizada no sábado (30/11) em Santa Rosa. Com 65% das lavouras já semeadas, o estado tem como objetivo colher uma maior quantidade de grãos, com uma área de plantio que deverá ocupar 6.811.344 hectares, o que representa um incremento de 1,54% na comparação com a safra anterior.

A expectativa de produtividade para esta safra é de 3.179 quilos por hectare, o que representa um crescimento de 13,17% em relação ao ciclo passado. De acordo com o diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera, as lavouras semeadas no final de outubro e início de novembro apresentam boa germinação e um estande adequado. No entanto, aquelas plantadas a partir da segunda quinzena de novembro, em períodos com escassez de chuvas, registraram algumas falhas na germinação, embora sem comprometer significativamente a produtividade.

Leia Também:  Desafios na colheita: Atraso e lentidão na produção de maçã Gala afetam comercialização

Baldissera também destacou os avanços no combate à ferrugem asiática da soja, por meio do Programa Monitora Ferrugem RS. Desenvolvido em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Emater/RS-Ascar, o programa envolve a colaboração de laboratórios privados e instituições de pesquisa do estado, com o objetivo de monitorar e auxiliar os produtores no manejo da doença.

Marco Zero da Soja

No domingo (1/12), a cidade de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, comemorou os 100 anos da introdução da soja no Brasil com a inauguração do Marco Zero da Soja, localizado na Congregação Luterana da Linha 15 de Novembro. O monumento marca o local onde foram plantados os primeiros grãos de soja no país. A cerimônia contou com o descerramento de uma placa comemorativa e emocionou a comunidade local.

Walter Lehenbauer, neto do pastor Albert Lehenbauer, que trouxe as primeiras sementes de soja para o Brasil, relembrou a história de sua família e destacou a importância das sementes trazidas por seu avô. “As sementes que meu avô trouxe ajudaram muitas famílias a reconstruir suas vidas”, afirmou.

Leia Também:  Nordeste concentra quase metade dos ônibus fiscalizados no 2º turno

A Fesasoja 2024 segue até o dia 8 de dezembro, no Parque de Exposições de Santa Rosa, celebrando o impacto da soja na economia nacional e o papel do município como berço do cultivo no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Colheita avança e clima favorece safra de café 2026 no Brasil, aponta Rabobank

Published

on

A safra brasileira de café 2026 segue apresentando evolução positiva no campo. De acordo com o mais recente relatório do Rabobank, a colheita avançou em todas as principais regiões produtoras do país durante o mês de maio, beneficiada por condições climáticas favoráveis tanto para o café arábica quanto para o conilon (robusta).

Segundo a análise, o rendimento das lavouras permanece dentro da normalidade para o período, sem registros de problemas significativos que possam comprometer a produção. A previsão de tempo seco e estável para as próximas semanas deve continuar favorecendo o ritmo dos trabalhos de colheita.

Clima contribui para avanço da colheita

Nas principais regiões produtoras, os volumes de chuva registrados em maio ficaram abaixo das médias históricas, condição que favoreceu a entrada das máquinas nas lavouras e reduziu interrupções durante a colheita.

Em Guaxupé (MG), um dos principais polos produtores de café arábica do país, o acumulado de chuvas foi de 21 milímetros durante o mês, abaixo da média histórica de 47 milímetros. Em Patrocínio (MG), no Cerrado Mineiro, foram registrados 17,7 milímetros, também abaixo da média dos últimos anos.

Nas regiões produtoras de conilon, o comportamento foi semelhante. Alta Floresta D’Oeste (RO) acumulou 15 milímetros de chuva em maio, enquanto Linhares (ES) registrou 30,9 milímetros, volumes inferiores aos padrões históricos.

De acordo com os analistas, as precipitações pontuais observadas ao longo do mês não foram suficientes para comprometer o andamento das atividades no campo.

Leia Também:  Veja calendário 26 e orientações de planejamento para o produtor rural
Granizo provoca danos localizados no Sul de Minas

O levantamento aponta que algumas áreas do Sul de Minas Gerais registraram episódios isolados de granizo, especialmente nos municípios de Boa Esperança e Campo do Meio.

Apesar dos danos observados em determinadas propriedades, o Rabobank destaca que os impactos foram localizados e não representam ameaça relevante à produção regional. O fenômeno é considerado comum para esta época do ano no cinturão cafeeiro brasileiro e, historicamente, costuma gerar perdas limitadas.

Exportações mostram recuperação em abril

No comércio exterior, o Brasil embarcou aproximadamente 3,12 milhões de sacas de café de 60 quilos em abril de 2026.

O volume representa crescimento de 0,64% em relação ao mesmo mês de 2025 e alta de 1,6% na comparação com março deste ano.

Apesar da recuperação mensal, o desempenho acumulado ainda segue abaixo do registrado no ano anterior. Entre janeiro e abril, as exportações brasileiras somaram cerca de 11,6 milhões de sacas, resultado 16% inferior ao observado no mesmo período de 2025.

A expectativa do mercado é de que os embarques ganhem força nos próximos meses com o avanço da nova safra. O início da colheita tende a aumentar a disponibilidade de café para comercialização e estimular a liberação gradual dos estoques retidos pelos produtores.

Especialistas alertam que a manutenção prolongada do produto armazenado pode resultar em desvalorização, já que o mercado passa a classificar o café como safra antiga.

Leia Também:  Alta do IPCA-15 desacelera em março, mas fica acima do esperado com peso de alimentação
Mercado apresenta comportamento distinto entre arábica e conilon

O mercado cafeeiro vive um momento de divergência entre as duas principais variedades produzidas no Brasil.

Após registrarem valorização em abril, os preços passaram a seguir trajetórias diferentes em maio. O café arábica acumulou queda de 10,9%, refletindo a expectativa de aumento da oferta da safra 2026/27 e uma postura mais cautelosa dos compradores.

Já o café conilon apresentou maior estabilidade, com recuo de apenas 0,4% no período. O desempenho reforça a percepção de maior equilíbrio entre oferta e demanda para essa variedade.

Analistas observam que o conilon continua encontrando suporte na demanda da indústria e em uma oferta global mais ajustada, enquanto o arábica enfrenta maior pressão diante da perspectiva de uma safra brasileira mais robusta.

Perspectivas para o setor

Com a colheita avançando em ritmo satisfatório e sem problemas climáticos relevantes até o momento, o cenário segue favorável para os produtores brasileiros.

O mercado, entretanto, continuará atento ao comportamento das exportações, ao desenvolvimento final da safra e à evolução dos preços internacionais, especialmente do arábica, que permanece mais sensível às expectativas de oferta global.

Para os próximos meses, a combinação entre avanço da colheita, aumento da disponibilidade física e movimentação dos estoques deverá ser determinante para a formação dos preços e para o desempenho do setor cafeeiro brasileiro em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA