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Senar Play ultrapassa 892 mil matrículas e se consolida como referência em capacitação digital

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O Senar Play, plataforma de ensino a distância do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), alcançou a marca de 892 mil matrículas em 2025, consolidando-se como uma das principais ferramentas de formação e qualificação profissional no campo.

Expansão do aprendizado digital no agronegócio

Criado em 2023, o Senar Play oferece 243 cursos gratuitos, abrangendo diversas cadeias produtivas do agro, além de 166 cartilhas, três webséries, 10 trilhas de aprendizagem, 10 tours 360º, 60 podcasts e mais de 500 vídeos que proporcionam uma imersão prática nas atividades rurais.

Segundo a diretora de Educação Profissional do Senar, Fabíola Bomtempo, a plataforma tem ampliado o alcance da formação profissional e democratizado o acesso à tecnologia.

“O Senar Play fortalece a tomada de decisão no campo e contribui para o aumento sustentável da produtividade, com base em inovação e competência técnica”, destaca.

Temas mais procurados e aprovação dos alunos

Entre os cursos mais acessados estão aqueles que unem tecnologia, gestão e produção rural, como drones e sensoriamento remoto, administração financeira, crédito rural, saúde animal, meliponicultura e avaliação visual da qualidade do solo.

  • A satisfação dos usuários também é expressiva:
  • 98,8% consideraram fácil realizar a matrícula;
  • 98,4% avaliaram positivamente o acesso aos conteúdos;
  • 98,6% afirmaram que recomendariam os cursos a outras pessoas.
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Para a assessora técnica do Senar, Carolina Pietrani, esses números demonstram a consolidação da plataforma como ferramenta essencial de educação continuada.

“O Senar Play está alinhado às transformações tecnológicas do campo e às necessidades reais dos produtores e trabalhadores rurais”, explica.

Resultados práticos e impacto no campo

Além das matrículas, o portal registrou mais de 54 mil visualizações de vídeos e 33 mil acessos às cartilhas.

A pesquisa com os alunos mostrou que 98,7% compreenderam como aplicar os conteúdos na rotina e 98,5% destacaram as videoaulas como fundamentais para o aprendizado.

Os cursos voltados ao uso de drones e à saúde animal, por exemplo, têm gerado resultados imediatos, permitindo o monitoramento de lavouras, melhorias no manejo pecuário e a modernização das atividades produtivas.

Democratização do conhecimento no campo

O Senar Play tem desempenhado papel essencial na redução das desigualdades regionais e na formação de produtores em áreas remotas.

As regiões com maior participação são:

  • Sudeste: 35,27%
  • Nordeste: 24,14%
  • Norte: 12,86%

O perfil dos alunos é diversificado, com destaque para a faixa etária entre 25 e 34 anos, e equilíbrio de gênero: 47,94% mulheres e 52,01% homens.

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Novos horizontes: IA e agricultura de precisão

Para os próximos anos, o Senar pretende expandir o Senar Play com cursos voltados à inteligência artificial aplicada ao agro, mecanização agrícola e agricultura de precisão, reforçando o compromisso com a educação continuada e a inovação tecnológica.

“O Senar Play vai além do acesso a conteúdos audiovisuais. É um espaço estratégico de aprendizado contínuo que consolida a educação como um processo permanente no campo”, finaliza Carolina Pietrani.

Senar Play

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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