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PorkExpo Latam: Inovações do setor serão apresentadas no evento

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Realizado anualmente há mais de 21 anos, a PorkExpo LATAM celebra a suinocultura, reunindo os consumidores, açougueiros e produtores, enaltecendo os profissionais do setor e debatendo os desafios do alimento com dinamismo e interação. Neste ano, o encontro internacional mais tradicional do segmento contará com a participação de mais de 20 países nos dias 7, 8 e 9 de novembro, no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, em Foz do Iguaçu (PR).

Ao longo das últimas duas décadas, a PorkExpo recebeu milhares de estudos de diversas partes do mundo, um material integralmente avaliado pelos pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). São trabalhos que trazem informações originais nas diversas áreas de Sanidade, Produção e Bem-estar, Marketing da Carne, Economia e Extensão Rural, Nutrição, Reprodução, Meio Ambiente, Sustentabilidade, além de outros.

Com quatro produtos lançados na feira e cinco em exposição, a Agronutri, indústria paranaense do setor de nutrição animal, apresenta as novidades e os diferenciais dos suplementos. “O nosso objetivo é oferecer aos criadores de suínos brasileiros uma alternativa de manejo alimentar. Realizamos testes de campo e desenvolvimento de mercado. Com isso, registramos mais de 20 produtos, entre aditivos e nutracêuticos, que darão origem a mais de 100 fórmulas a serem produzidas em nossa indústria”, conta o diretor executivo da Agronutri, Fábio Ebrahim. A indústria apresenta durante o evento os seguintes produtos inéditos:

  • Biocomplex: aumenta a longevidade de uma matriz de alto custo;
  • Fertil: garante uma boa qualidade e homogeneidade do leitão ao nascer;
  • Confort: promove a lactação correta;
  • Procel: minimiza o intervalo entre desmame e reprodução.
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Além disso, também faz parte do portfólio da empresa o Prevento, um suplemento alimentar elaborado a partir de alfa-monoglicerídeos de ácido orgânico com foco no controle de bactérias em suínos auxilia na manutenção da saúde dos suínos de forma inteligente. O diretor conta que a indústria de nutrição animal tem alcançado avanços significativos nos últimos anos, resultado de investimentos contínuos em pesquisas e avanços tecnológicos.

O evento também inclui palestras e apresentações da jornada científica. O público pode acompanhar a apresentação de todas as novas tecnologias e os resultados mais recentes das pesquisas envolvendo a Suinocultura Mundial por meio de 12 painéis interativos, com mesas redondas envolvendo todos os palestrantes, em um formato dinâmico e envolvente. A Agronutri tem palestras exclusivas com profissionais da área. Com o tema “Nutrição Funcional para Fêmeas Suínas”, Bruno Silva, doutor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), fala sobre as perspectivas e as inovações da área. Já para abordar as necessidades da fêmea moderna, Antonio Muñoz Luna, representante da Farm Faes, parceira espanhola da Agronutri, traz os pontos mais importantes sobre o assunto. Ambas as palestras ocorrem no dia 8 de novembro, a partir das 9h.

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Fonte: Centralpress

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feijão carioca dispara em abril com escassez de oferta e estoques mínimos; mercado pode puxar alta do feijão preto

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O mercado brasileiro de feijão encerrou abril com forte valorização, especialmente para o feijão carioca, impulsionado por um cenário de oferta restrita, estoques historicamente baixos e retenção por parte dos produtores. O movimento consolidou um viés altista consistente ao longo do mês, com reflexos diretos nas cotações e na dinâmica de consumo.

Oferta enxuta sustenta alta do feijão carioca

O principal fator de sustentação do mercado foi o aperto na oferta. A projeção para a safra 2026/27 indica queda de 5,7% na área plantada, totalizando 2,575 milhões de hectares, enquanto a produção deve recuar 5,5%, para 2,95 milhões de toneladas.

A oferta total deve cair 10,2%, para 3,237 milhões de toneladas, pressionada principalmente pela forte redução dos estoques. O volume inicial encolheu 46,3%, passando de 470 mil para 252 mil toneladas, enquanto o estoque final é estimado em apenas 62 mil toneladas — queda expressiva de 75,4%.

Com isso, a relação estoque/consumo despenca para 2,2%, frente a 8,9% no ciclo anterior, evidenciando um quadro de escassez estrutural que sustenta os preços em patamares elevados.

Produção recua nos principais estados

Nos estados produtores, o cenário reforça a tendência de menor oferta. No Paraná, principal produtor nacional, a primeira safra teve redução superior a 30% na área, enquanto a segunda safra caiu 31%, passando de 348,5 mil para 239,2 mil hectares.

A produção estadual recuou 20%, de 539,5 mil para 434,1 mil toneladas, mesmo com aumento da produtividade média, estimada em 1.815 kg por hectare.

Em Minas Gerais, o excesso de chuvas atrasou o plantio e postergou a entrada mais robusta da segunda safra para a segunda quinzena de maio. Já no Rio Grande do Sul, regiões produtoras registraram produtividade abaixo do potencial, em torno de 1.200 kg por hectare.

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Preços sobem e qualidade ganha prêmio

No mercado físico, a valorização foi expressiva ao longo de abril. O feijão carioca extra, com nota 9 ou superior, saiu da faixa de R$ 365 a R$ 380 por saca CIF São Paulo no início do mês para negociações entre R$ 390 e R$ 395 por saca, com registros pontuais chegando a R$ 400.

No mercado FOB, os preços também avançaram, com negócios no interior de São Paulo entre R$ 384 e R$ 386 por saca, no Noroeste de Minas entre R$ 380 e R$ 382, e no Sul do Paraná entre R$ 336 e R$ 338.

Os lotes de qualidade intermediária ficaram entre R$ 340 e R$ 360 por saca para nota 8,5 e entre R$ 300 e R$ 340 para nota 8, ampliando o spread entre os padrões comerciais e os de maior qualidade.

Esse movimento evidencia uma mudança importante no mercado: além do volume, a qualidade passou a ser fortemente remunerada, refletindo maior seletividade por parte dos compradores.

Feijão preto ainda lento, mas com viés de recuperação

Enquanto o carioca avançou de forma consistente, o mercado de feijão preto apresentou comportamento mais cauteloso durante a maior parte de abril, com baixa liquidez e pressão de oferta, especialmente de estoques remanescentes.

As cotações oscilaram entre R$ 165 e R$ 180 por saca CIF São Paulo para padrões comerciais, enquanto os melhores lotes foram negociados entre R$ 190 e R$ 225 por saca. O ritmo de negócios foi lento, com compradores atuando de forma seletiva e sem urgência na recomposição de estoques.

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Substituição de consumo pode impulsionar o preto

Na reta final do mês, porém, o feijão preto começou a ganhar competitividade diante da forte alta do carioca. Com preços do carioca entre R$ 360 e R$ 390 por saca CIF São Paulo, setores mais sensíveis ao custo passaram a considerar a substituição parcial no consumo.

Esse movimento já é observado em segmentos como refeições coletivas, abastecimento institucional e programas de alimentação popular, o que melhora a percepção de mercado para o feijão preto.

No mercado FOB, os preços reagiram, com referências entre R$ 186 e R$ 188 no interior de São Paulo, R$ 161 a R$ 163 no Sul do Paraná e R$ 163 a R$ 165 no Oeste de Santa Catarina.

Perspectivas para maio

A tendência para o curto prazo é de manutenção do viés firme para o feijão carioca, sustentado pela oferta restrita e pelos baixos estoques. Já o feijão preto pode ganhar tração ao longo de maio, à medida que a substituição de consumo se intensifique.

O mercado segue atento à entrada da segunda safra e ao comportamento da demanda, em um cenário onde a relação entre oferta e consumo continuará sendo determinante para a formação de preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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