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Senado aprova projeto que permite renegociação de dívidas de produtores afetados por desastres climáticos

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Produtores rurais prejudicados por eventos climáticos extremos ganharam uma nova perspectiva para manter suas atividades. A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, nesta terça-feira (20), o Projeto de Lei 320/2025, que autoriza a renegociação de dívidas de agricultores atingidos por desastres naturais entre os anos de 2021 e 2025.

A proposta é de autoria do senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) e recebeu parecer favorável do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O relator do projeto na CRA é o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), que também preside a comissão. Os três integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Prejuízos bilionários no campo

Segundo Heinze, a medida é uma resposta à série de perdas enfrentadas pelos produtores, especialmente no Rio Grande do Sul. Apenas no estado, quatro estiagens e uma enchente severa resultaram em prejuízos que ultrapassam R$ 450 bilhões, afetando toda a cadeia do agronegócio — da produção agrícola ao comércio e à indústria.

“Essa securitização é essencial para garantir que os produtores consigam se reerguer. Não se trata de perdão de dívida, mas de dar condições reais para o produtor continuar na atividade”, afirmou o senador Heinze.

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Detalhes da proposta: securitização com apoio do Tesouro

O projeto aprovado autoriza a conversão de dívidas rurais em títulos garantidos pelo Tesouro Nacional, com limite global de R$ 60 bilhões. Serão contempladas dívidas de custeio, investimento e comercialização. O prazo para pagamento poderá chegar a 20 anos, com carência de três anos e teto individual de R$ 5 milhões por CPF.

Além dos produtores rurais, empresas cerealistas também foram incluídas como beneficiárias, por sugestão do relator.

Condições de crédito mais acessíveis

A proposta cria ainda uma nova linha de crédito com recursos do BNDES, voltada à recuperação do solo e investimentos em irrigação. Os juros serão de até 5% ao ano.

Outras medidas previstas incluem:

  • Manutenção do acesso ao crédito, mesmo para produtores com restrições bancárias;
  • Prorrogação automática de 12 meses para dívidas em caso de novos eventos climáticos;
  • Exclusão das parcelas já indenizadas pelo PROAGRO do saldo devedor.
Taxas de juros e bonificações por adimplência

Os juros da securitização serão escalonados:

  • 1% ao ano para produtores do PRONAF;
  • 2% ao ano para os do PRONAMP;
  • 3% ao ano para os demais.
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O projeto também prevê incentivo para quem mantiver os pagamentos em dia:

  • Desconto de 30% sobre o valor das parcelas pagas até o vencimento, limitado a R$ 100 mil;
  • Desconto de 15% sobre o valor excedente.
Fundo garantidor e próxima etapa

A proposta inclui ainda a criação de um fundo garantidor, abastecido com 0,2% da produção anual dos beneficiários. Esse fundo será administrado pelo Tesouro Nacional, com fiscalização do Banco Central e do Tribunal de Contas da União (TCU).

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da FPA no Senado, também manifestou apoio à proposta. “Temos produtores que estão endividados não por má gestão, mas por perdas sucessivas causadas pelas questões climáticas. Eles precisam de uma solução que garanta a continuidade da atividade. A proposta é justa, urgente e precisa ser acolhida pelo governo federal”, ressaltou.

O texto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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