AGRONEGÓCIO

Crédito agrícola enfrenta desafios críticos para a safra 2024/2025

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O cenário de crédito agrícola para a safra 2024/2025 apresenta desafios significativos, segundo uma análise recente do colunista de agronegócio Antonio Prado G. B. Neto. Em meio a um contexto de retração no mercado de soja e milho, a liberação de crédito destinada ao financiamento da nova safra revela um quadro alarmante, tanto para os produtores rurais quanto para as instituições financeiras.

No segmento de custeio agrícola, os números deixam clara a gravidade da situação. Durante a safra 2023/2024, foram firmados 273 mil contratos, número que despencou para 199 mil na safra 2024/2025, representando uma queda de 27%. Em termos financeiros, o valor contratado sofreu um decréscimo ainda mais acentuado, passando de R$ 69,1 bilhões para R$ 47 bilhões, uma redução de 31%. Esse cenário indica que o acesso ao crédito está cada vez mais restrito, o que impacta diretamente a capacidade dos produtores de adquirirem insumos essenciais para a produção.

A situação no segmento de investimentos é ainda mais crítica. O número de contratos assinados caiu drasticamente, de 223 mil para apenas 95 mil na safra 2024/2025, uma diminuição impressionante de 57%. O valor total contratado acompanhou essa tendência negativa, passando de R$ 19 bilhões para R$ 10 bilhões, uma redução de 47%. Esses números escancaram as dificuldades que produtores, empresas e bancos enfrentam no processo de análise e liberação de crédito.

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A retração no crédito agrícola pode ter impactos profundos na produção, uma vez que os recursos financeiros são essenciais para a aquisição de tecnologias e insumos, indispensáveis para manter a produtividade das lavouras. Diante desse cenário, torna-se urgente a adoção de novas estratégias para facilitar o acesso ao crédito e assegurar a continuidade do crescimento no setor agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil projeta mercado de R$ 705 bilhões com integração entre agronegócio e floresta

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O estudo “O Protagonismo das Florestas Brasileiras na Agenda Climática Global” — que balizará a posição oficial do Brasil nas três Conferências das Partes (COPs) da ONU em 2026 — projeta um novo modelo de negócio para o campo: a integração entre lavoura e floresta como ativo financeiro, e não apenas como obrigação legal.

O levantamento, produzido por especialistas e centros de estudos climáticos, indica que o país pode ampliar sua cobertura florestal de 517 milhões para 525 milhões de hectares até 2035, transformando 8 milhões de hectares de áreas improdutivas em ativos econômicos capazes de movimentar R$ 705 bilhões até 2050.

Para o produtor, o valor não vem da preservação estática, mas da exploração de subprodutos. O mercado de restauração florestal (créditos de carbono, bioenergia e biomassa) ainda é incipiente, mas projeta uma escala agressiva. A oportunidade imediata reside em 2,6 milhões de hectares de pastagens degradadas — identificadas em 8 mil propriedades rurais — que podem ser convertidas em florestas comerciais ou de restauração. A conta é simples: a floresta plantada (eucalipto ou pinus) deixa de ser um custo de “Reserva Legal” e passa a ser uma commodity de energia.

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A conexão com o milho A relação entre floresta e etanol de milho, que parece distante, é puramente energética. O processo de destilação do milho exige volumes massivos de calor. Para reduzir o custo operacional e elevar a nota de sustentabilidade (o que garante acesso a financiamentos mais baratos), as usinas de etanol de milho substituíram combustíveis fósseis por biomassa florestal. Em 2025, o Brasil produziu cerca de 8,2 milhões de metros cúbicos de etanol de milho. A meta para 2035 é de 22,55 milhões. Cada litro extra de etanol de milho precisa de um volume correspondente de biomassa para ferver as caldeiras. É aí que entra o eucalipto do produtor: a usina compra a lenha/cavaco da floresta plantada na borda da propriedade para gerar o calor necessário à produção do etanol. A floresta vira, portanto, o combustível da fábrica de etanol.

Dados de mercado O Brasil fechou 2025 consolidando sua posição como potência agroindustrial e, no primeiro quadrimestre de 2026, os indicadores de produção mantêm o ritmo. A economia gerada pelos “serviços climáticos” das florestas — como o transporte de umidade (rios voadores) que sustenta a safra do Centro-Oeste e Sul — foi precificada pelo estudo em R$ 100 bilhões anuais em produtividade agrícola evitada. Em termos práticos, se o regime de chuvas fosse alterado pela perda de cobertura, o custo para o produtor manter a produtividade seria, no mínimo, esse valor em perdas e insumos de adaptação.

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O desafio agora, segundo os autores, é o financiamento. O produtor tem a terra e a exigência de restauração, mas falta o crédito de longo prazo para cobrir o custo de implantação da floresta comercial. A estratégia proposta às COPs é a criação de garantias governamentais que destravem o capital privado, permitindo que a árvore plantada na área de baixa aptidão agrícola sirva de lastro para crédito de investimento na própria lavoura. O objetivo não é ambientalismo abstrato, mas elevar a rentabilidade da propriedade rural ao transformar passivo ambiental em fonte de energia para a indústria de transformação.

Fonte: Pensar Agro

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