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Brasil projeta mercado de R$ 705 bilhões com integração entre agronegócio e floresta

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O estudo “O Protagonismo das Florestas Brasileiras na Agenda Climática Global” — que balizará a posição oficial do Brasil nas três Conferências das Partes (COPs) da ONU em 2026 — projeta um novo modelo de negócio para o campo: a integração entre lavoura e floresta como ativo financeiro, e não apenas como obrigação legal.

O levantamento, produzido por especialistas e centros de estudos climáticos, indica que o país pode ampliar sua cobertura florestal de 517 milhões para 525 milhões de hectares até 2035, transformando 8 milhões de hectares de áreas improdutivas em ativos econômicos capazes de movimentar R$ 705 bilhões até 2050.

Para o produtor, o valor não vem da preservação estática, mas da exploração de subprodutos. O mercado de restauração florestal (créditos de carbono, bioenergia e biomassa) ainda é incipiente, mas projeta uma escala agressiva. A oportunidade imediata reside em 2,6 milhões de hectares de pastagens degradadas — identificadas em 8 mil propriedades rurais — que podem ser convertidas em florestas comerciais ou de restauração. A conta é simples: a floresta plantada (eucalipto ou pinus) deixa de ser um custo de “Reserva Legal” e passa a ser uma commodity de energia.

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A conexão com o milho A relação entre floresta e etanol de milho, que parece distante, é puramente energética. O processo de destilação do milho exige volumes massivos de calor. Para reduzir o custo operacional e elevar a nota de sustentabilidade (o que garante acesso a financiamentos mais baratos), as usinas de etanol de milho substituíram combustíveis fósseis por biomassa florestal. Em 2025, o Brasil produziu cerca de 8,2 milhões de metros cúbicos de etanol de milho. A meta para 2035 é de 22,55 milhões. Cada litro extra de etanol de milho precisa de um volume correspondente de biomassa para ferver as caldeiras. É aí que entra o eucalipto do produtor: a usina compra a lenha/cavaco da floresta plantada na borda da propriedade para gerar o calor necessário à produção do etanol. A floresta vira, portanto, o combustível da fábrica de etanol.

Dados de mercado O Brasil fechou 2025 consolidando sua posição como potência agroindustrial e, no primeiro quadrimestre de 2026, os indicadores de produção mantêm o ritmo. A economia gerada pelos “serviços climáticos” das florestas — como o transporte de umidade (rios voadores) que sustenta a safra do Centro-Oeste e Sul — foi precificada pelo estudo em R$ 100 bilhões anuais em produtividade agrícola evitada. Em termos práticos, se o regime de chuvas fosse alterado pela perda de cobertura, o custo para o produtor manter a produtividade seria, no mínimo, esse valor em perdas e insumos de adaptação.

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O desafio agora, segundo os autores, é o financiamento. O produtor tem a terra e a exigência de restauração, mas falta o crédito de longo prazo para cobrir o custo de implantação da floresta comercial. A estratégia proposta às COPs é a criação de garantias governamentais que destravem o capital privado, permitindo que a árvore plantada na área de baixa aptidão agrícola sirva de lastro para crédito de investimento na própria lavoura. O objetivo não é ambientalismo abstrato, mas elevar a rentabilidade da propriedade rural ao transformar passivo ambiental em fonte de energia para a indústria de transformação.

Fonte: Pensar Agro

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Siminina encanta público com coral em Libras na FIT Pantanal 2026

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Cerca de 30 meninas da unidade Santa Isabel do Programa Siminina emocionaram visitantes e expositores durante apresentação realizada nesta sexta-feira (5), na Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal 2026), no Centro de Eventos do Pantanal. Com repertório que uniu música, inclusão e valorização cultural, o grupo chamou a atenção do público, que interrompeu a visita aos estandes para prestigiar o espetáculo.

O coral apresentou canções interpretadas em Língua Brasileira de Sinais (Libras), entre elas “Aquarela”, “O Caderno”, de Toquinho, além de “Patinho Colorido” e “Uni Duni Tê”, música escolhida por despertar memórias afetivas em diferentes gerações.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o fortalecimento do Programa Siminina tem ampliado as oportunidades oferecidas às crianças e adolescentes atendidas.

“É um projeto que está no coração da primeira-dama Samantha Iris. Conseguimos reativar muitas unidades que não estavam funcionando e ampliar as atividades oferecidas. Hoje vimos a apresentação do Coral em Libras, em mais uma ação que fortalece o desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes”, afirmou a secretária.

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A apresentação foi acompanhada pela coordenadora do Programa Siminina, Ivete Carneiro, pela professora de música Maria Rosa de Andrade, carinhosamente conhecida como Tia Rosinha, além das monitoras da unidade.

Segundo Ivete Carneiro, o coral vai muito além da prática musical e contribui diretamente para o desenvolvimento das participantes.

“Cantar não é apenas cantar. É despertar a criatividade, o entusiasmo e estimular o trabalho em grupo, algo fundamental para o crescimento delas. Estar aqui hoje é uma forma de valorizar todo o empenho das meninas durante os ensaios. A música transforma e fortalece conexões importantes para o desenvolvimento infantil”, ressaltou.

Ela também destacou o caráter inclusivo das atividades desenvolvidas pelo programa. “A maioria das músicas é apresentada também em Libras. Isso é inclusão e faz parte do trabalho que desenvolvemos com elas”, completou.

Entre os visitantes que acompanharam a apresentação estava o expositor Nairzo Marcos, que elogiou a iniciativa e o desempenho das meninas.

“Eu achei muito bonito. As pessoas que trabalham com elas têm uma organização muito boa. É uma atividade muito importante porque as crianças aprendem mais e se desenvolvem em vários aspectos”, afirmou.

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Além da apresentação cultural, as Simininas participaram de um tour pelos espaços da feira. Encantadas com os cenários que retratam as belezas naturais de Mato Grosso, elas visitaram diversos ambientes temáticos, registraram fotos no estande de Cuiabá e conheceram espaços de municípios mato-grossenses que apresentam potencialidades turísticas, culturais, artesanais e gastronômicas.

Considerada a maior feira de turismo e negócios das regiões Norte e Centro-Oeste, a FIT Pantanal 2026 segue até domingo (7), com programação voltada à promoção de destinos turísticos, geração de negócios e valorização da cultura regional.

Com entrada gratuita, o evento é promovido pela Fecomércio-MT, em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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