AGRONEGÓCIO

Sempre AgTech projeta crescimento de 10% no mercado nacional em 2024

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A Sempre AgTech inicia o ano de 2024 com projeções otimistas em busca de um agro mais moderno e sustentável, com redução de impactos ao ambiente e à vida do agricultor. Referência em híbridos de milho e em biotecnologia – com o propósito de desenvolvimento de biotecnologias verdes e a redução da dependência por defensivos agrícolas importados -, a empresa, com sede em Chapecó (SC), aposta em momentos importantes como testes a campo dos produtos com base em RNAi e na liberação dos LPMAs (Liberações Planejadas no Meio Ambiente) dos primeiros eventos transgênicos da companhia.

“Temos o objetivo de assegurar a meta de 10% de market share no mercado nacional de sementes híbridas de milho. Para isso, estamos desenvolvendo tecnologias que visam oferecer soluções voltadas à produtividade e entrega do melhor resultado”, afirma o fundador e CEO da Sempre AgTech, Fernando Prezzotto. “A Sempre AgTech está quebrando paradigmas no setor agrícola com soluções inovadoras e disruptivas. Seguimos em nossa jornada de transformação do campo, contribuindo para a construção de um futuro mais promissor para a agricultura”, completa.

O ano de 2023 foi especialmente importante para a Sempre AgTech ser alçada a um novo patamar no agronegócio brasileiro. Entre os destaques, expandiu sua área de atuação com incremento superior a 40% no time comercial, lançou um portfólio de produtos biológicos, dobrou o número de unidades de pesquisa e desenvolvimento e vem obtendo reconhecimento no setor.

Já nos primeiros meses, a empresa anunciou ao mercado a criação de uma nova operação de negócio, voltada para pesquisa e inovação tecnológica, a WIN (World Innovation). Com investimentos na ordem de R$ 190 milhões, o braço de inovação da Sempre AgTech atua no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis focadas em agricultura de precisão, defensivos biodirigidos, edição genômica via CRISPR e outras ferramentas de engenharia genética e melhoramento genético assistido, em benefício do agronegócio.

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A linha de oito produtos biológicos foi lançada ao longo do ano e está disponível no mercado. São tecnologias que auxiliam na revitalização e manejo integrado do solo, potencializam o crescimento de plantas e combatem nematoides e insetos-praga, fazendo a diferença nas lavouras.

A WIN está instalada no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo, onde as duas instituições atuam, em parceria, formando um centro de referência em tecnologia verde.

Uma das tecnologias em desenvolvimento, com sucesso, é um defensivo biodirigido, desenhado para controlar pragas de forma precisa e sem afetar nenhum outro organismo vivo. O produto, pulverizável, tem como base a molécula de RNA dupla fita, para atuar no combate aos percevejos marrom (Euschistus heros) e barriga-verde (Diceraeus melacanthus), pragas que causam perdas produtivas e prejuízos relevantes nas culturas de soja e milho. A projeção da empresa é que importantes etapas sejam vencidas neste ano e que o produto, inovador no agro, esteja finalizado em 2025.

Outro marco de expansão das atividades da Sempre AgTech, em 2023, foi a aquisição de uma nova estação experimental, em Uberlândia (MG), que passa a operar em conexão com os projetos das unidades de Santa Helena de Goiás (GO) e Toledo (PR). A unidade mineira é estratégica na ampliação das pesquisas na área de biotecnologia, conforme relata Fernando Prezzotto. “Passamos a ter melhores condições de testar e editar materiais que sejam OGM (Organismo Geneticamente Modificado), focados em características desejadas, como resistência a insetos e herbicidas e, também, ativos vindos de microrganismos modificados, entre outras possibilidades. É importante, ainda, porque nos permite especial atenção para o melhoramento de tecnologias voltadas para o Cerrado Alto”.

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A nova estação tem estrutura completa e moderna, com cerca de 410 mil m² de área construída, campos experimentais e mais de 60 casas de vegetação. O início das operações está movimentando o mercado de trabalho regional, com a contratação de novos profissionais de diferentes áreas e níveis técnicos.

Tantas ações e investimentos têm reconhecimento no mercado. No final do ano, a Sempre AgTech foi um dos finalistas do prêmio Scale-Up do ano, da Endeavor, na categoria Empresa Destaque em Crescimento: empresas com maior taxa de crescimento entre 2022 e 2023. A premiação destaca as empresas de tecnologia que geram empregos de qualidade, competitividade, inovação e desenvolvimento econômico. “Estamos ao lado de empresas incríveis, cujo crescimento e potencial de impacto ultrapassaram fronteiras. É uma honra fazer parte desse grupo seleto”, comemorou o CEO Fernando Prezzotto.

Fonte: AgroUrbano Hub de Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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