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Semob adia interdição na Av. Mato Grosso após diálogo com comerciantes

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A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) informa que a interdição na Avenida Mato Grosso, prevista para começar nesta quarta-feira (06), foi adiada para a próxima segunda-feira (11). A decisão de estender a data de início das obras, que serão executadas pela Concessionária Águas Cuiabá, atende a pedidos dos comerciantes da região, em virtude da data comemorativa do Dia dos Pais. Além disso, o cronograma também foi reprogramado, e a previsão é que a interdição dure mais de 10 dias, até a finalização do serviço.

Os comerciantes temem que as obras no local prejudiquem o período das vendas que antecedem o Dia dos Pais, tendo em vista que a meia pista de ambos os lados da Av. Mato Grosso será interditada para execução do serviço.

“A concessionária e o município chegaram a esse entendimento com o objetivo de não prejudicar o comércio nessa importante data comemorativa. Então, para que não haja nenhuma intervenção nas vias neste período em que o comércio está aquecido, previamente ao Dia dos Pais, estabeleceu-se que as obras terão início apenas na segunda-feira”, explicou o presidente do Cuiabá Regula, Alexandre Lucas.

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Segue a orientação para que motoristas redobrem a atenção e busquem caminhos alternativos para melhor fluidez do trânsito, a partir de segunda-feira (11), especialmente no horário das 8h às 16h30, período em que meia pista de cada lado da avenida estará bloqueada, no trecho entre a Avenida Barão de Melgaço e a Av. Prainha, nos dois sentidos.

#PraCegoVer

A foto mostra o acesso da Avenida Mato Grosso, visto da Avenida do CPA. No momento registrado, uma das vias da Avenida Mato Grosso está com vários veículos aguardando no semáforo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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