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Sementes de alta qualidade podem aumentar em mais de 35% a produtividade da soja

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O uso de sementes de alta qualidade é fundamental para o sucesso da produção de soja. De acordo com estudos recentes, sementes com taxas de vigor e germinação superiores a 95% podem aumentar em mais de 35% a produtividade, permitindo que agricultores atinjam patamares acima de 100 sacas por hectare.

Para serem consideradas de alta qualidade, as sementes de soja precisam ter vigor e germinação elevados, além de pureza física e varietal, sem contaminação por sementes de plantas daninhas. A utilização de sementes com vigor inferior pode resultar em uma lavoura desuniforme, com baixa densidade de plantas, má distribuição e desenvolvimento inadequado, comprometendo a produtividade e o retorno econômico.

Um estudo do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Sementes da Universidade Federal de Pelotas mostrou que um aumento no vigor das sementes pode resultar em melhorias lineares no crescimento das plantas, no número de vagens por planta, no número de sementes por planta, na massa de mil sementes e, consequentemente, na produtividade. A pesquisa concluiu que cada ponto percentual adicional no nível de vigor das sementes pode elevar a produção em até 28 kg por hectare.

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Winicius Menegaz, gerente de produção de sementes da Girassol Agrícola, uma empresa referência no setor no Brasil, aponta que as sementes com vigor acima de 95% podem incrementar a produtividade em 842 kg/ha, um aumento significativo de mais de 35% em comparação com sementes de baixo vigor. A Girassol Agrícola está comprometida com a entrega de sementes de alta qualidade, sendo pioneira na safra 2024/25 ao garantir 100% de seu volume com sementes que possuam mais de 90% de IRG (Índice de Recomendação Girassol), que leva em consideração os testes históricos de vigor do lote, além da germinação.

Para os lotes com tratamento industrial de sementes (TSI), a Girassol oferece sementes com 92% de IRG e germinação. Com o tratamento completo e o novo BAG ATI, que proporciona uma atmosfera isolada para conservação das sementes, o produtor pode optar por lotes com padrão de 95%. Estudos internos da empresa sugerem que essa qualidade pode resultar em até 35% de aumento na produtividade, em comparação com sementes de qualidade inferior.

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Menegaz destaca a importância de armazenar as sementes em embalagens adequadas para garantir a conservação da qualidade ao longo de um período que pode durar seis a sete meses. “Resultados preliminares mostram que a manutenção do vigor das sementes é favorecida pelo uso de embalagens especiais, como o BAG ATI, que superou em 5% o vigor quando comparado a embalagens convencionais”, diz Menegaz.

O especialista enfatiza que não há solução mágica para a produtividade, mas o uso de sementes de alta qualidade, aliado a boas práticas agronômicas, é um passo fundamental para o sucesso. “A base do ‘bom feijão com arroz bem-feito’ é uma lei agrícola que permanece válida: usar as melhores práticas e os melhores insumos em cada etapa do cultivo. O sucesso raramente é obra do acaso; geralmente, ele vem para quem faz bem feito”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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