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Semana do Alimento Orgânico: Ministério da Agricultura Ouve Consumidores para Esclarecer Dúvidas Sobre Produtos Orgânicos

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Campanha do Ministério da Agricultura destaca alimentos orgânicos

No dia 8 de julho, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou a Semana do Alimento Orgânico, com ênfase na promoção da saúde. Para ampliar o diálogo com o público, a Superintendência de Agricultura e Pecuária de São Paulo (SFA-SP) foi às ruas para identificar as dúvidas dos consumidores sobre esses produtos.

Consumidores questionam garantia de qualidade

Durante as entrevistas, uma das dúvidas mais frequentes foi como garantir que um produto é realmente orgânico. Consumidores de diversas regiões do Estado, incluindo São Paulo, Marília e Tupi Paulista, expressaram essa preocupação.

A chefe do Núcleo de Suporte à Produção Orgânica de São Paulo (Nursorg-SP), Gisele Salvador Garcia, esclareceu que produtos embalados vendidos em supermercados ou lojas especializadas possuem um selo de certificação que atesta sua qualidade, emitido por uma certificadora credenciada.

Já para alimentos vendidos a granel, normalmente encontrados em feiras ou entregues diretamente pelo produtor, o consumidor deve solicitar a declaração de produção orgânica emitida pelo Mapa. Sem essa documentação, o produto não pode ser considerado orgânico.

Como funciona a fiscalização pelo Mapa

Outra dúvida recorrente foi sobre a fiscalização dos produtos orgânicos. Segundo Gisele, fiscais do Mapa percorrem pontos de venda e áreas de produção em todo o país para garantir a conformidade dos produtos. Eles coletam amostras para análises laboratoriais que detectam resíduos químicos, assegurando a integridade dos alimentos.

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Preços elevados e acesso para a população

Consumidores também questionaram o porquê dos preços mais altos dos alimentos orgânicos e como torná-los mais acessíveis. A chefe do Nursorg-SP explicou que a produção orgânica demanda cuidados especiais, uso restrito de insumos e é feita em menor escala, o que impacta o custo.

Ela ressaltou que existem políticas públicas para incentivar a compra por parte do poder público, além de iniciativas para integrar alimentos orgânicos na merenda escolar, beneficiando creches, escolas e comunidades.

Início na produção orgânica: o que o produtor precisa saber

Luana Santos, consumidora de Adamantina, quis saber se qualquer produtor pode iniciar a produção orgânica. Gisele esclareceu que a conversão é possível para qualquer agricultor, desde que siga as normas do Mapa. Um bom ponto de partida são os cursos de formação oferecidos por instituições especializadas.

Produção local e logística

Gustavo Mendes, de São Paulo, perguntou sobre a logística e a proximidade da produção orgânica. Gisele informou que há produtores espalhados pelo estado, inclusive nas zonas sul e leste da capital. Apesar de desafios logísticos para atender toda a cidade, os produtores locais conseguem distribuir seus alimentos para os consumidores paulistanos.

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A ciência por trás do alimento orgânico

Daniele Alvares, de Jaboticabal, questionou se há comprovação científica de que alimentos orgânicos são mais saudáveis que os convencionais. Gisele destacou que existem estudos, mas que ainda são limitados e superficiais.

O que está claro é que alimentos livres de agrotóxicos reduzem a exposição do consumidor a substâncias químicas, preservando a saúde, embora não haja evidências suficientes para afirmar que os orgânicos são mais nutritivos.

Orgânico vai além da ausência de agrotóxicos

Por fim, Gisele enfatizou que alimentos orgânicos não significam apenas ausência de agrotóxicos. Eles também não podem ser transgênicos e devem estar livres de resíduos químicos, incluindo fertilizantes sintéticos. A produção deve ser sustentável e contribuir para a preservação ambiental.

No caso dos produtos de origem animal, a certificação considera práticas que garantam o bem-estar dos animais durante a produção.

Esta iniciativa reforça o compromisso do Ministério da Agricultura em aproximar o consumidor do universo dos alimentos orgânicos, esclarecendo dúvidas e promovendo práticas que valorizam a saúde e o meio ambiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Espírito Santo testa secagem de café com gás natural e aposta em inovação para elevar qualidade do conilon

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O Espírito Santo iniciou um projeto inédito que pode transformar a secagem do café conilon no Brasil. A partir da safra de maio, produtores capixabas começam a testar o uso de gás natural no processo de secagem dos grãos, em uma iniciativa voltada ao aumento da qualidade, eficiência operacional e sustentabilidade da produção cafeeira.

Os testes serão realizados na Fazenda Chapadão, em Linhares, no norte do Espírito Santo, durante a colheita do conilon. O projeto faz parte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da ES Gás e conta com aprovação da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP).

A iniciativa reúne representantes da cadeia cafeeira, instituições de pesquisa e empresas de tecnologia em uma estratégia que busca modernizar uma das etapas mais críticas da produção de café.

Secagem do café entra em nova fase tecnológica

Tradicionalmente, a secagem do café utiliza lenha e outras biomassas como fonte de energia térmica. O novo projeto avalia o gás natural como alternativa capaz de proporcionar maior controle de temperatura, uniformidade no processo e redução das emissões ambientais.

A expectativa do setor é que a tecnologia contribua diretamente para ganhos de qualidade do café capixaba, especialmente no segmento de cafés especiais e de exportação.

Segundo Fabrício Tristão, presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), o Espírito Santo já ocupa posição de destaque mundial na produção de café conilon e agora busca avançar também em qualidade e valor agregado.

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De acordo com ele, a etapa da secagem ainda representava um dos principais gargalos para ganhos mais expressivos na padronização e valorização do produto nos mercados internacionais.

Projeto busca ampliar competitividade do café capixaba

A iniciativa acompanha o movimento de modernização da cafeicultura brasileira, marcado pelo avanço tecnológico no campo, maior rastreabilidade e exigências crescentes dos compradores internacionais.

Para a ES Gás, o uso do gás natural na secagem pode abrir novas oportunidades para o agronegócio capixaba, além de estimular investimentos e ampliar o acesso do café brasileiro a mercados premium.

O diretor-presidente da companhia, Raphael Pereira, destacou que o gás natural já possui participação relevante em etapas industriais da cadeia do café, como torrefação e descafeinação, e agora passa a atuar também como ferramenta de inovação na produção rural.

Safra de conilon servirá como laboratório em ambiente real

Os testes ocorrerão em condições reais de safra, com monitoramento técnico e coleta de dados diretamente no campo. O objetivo é avaliar a viabilidade da tecnologia em diferentes aspectos:

  • Técnico-operacional
  • Econômico-financeiro
  • Socioambiental
  • Regulatório
  • Qualidade final do café

Os resultados servirão de base para analisar a possibilidade de expansão do modelo para outros polos produtores nos próximos ciclos agrícolas.

Projeto reúne universidades, setor produtivo e empresas de tecnologia

Além do CCCV e da ES Gás, o projeto conta com participação do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Base 27 e de empresas responsáveis pelo fornecimento e adaptação dos equipamentos utilizados no sistema de secagem.

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O professor Aldemar Polonini Moreli, coordenador do Coffee Design no Ifes, destacou que a busca por cafés conilon especiais vem acelerando o desenvolvimento de novas técnicas de pós-colheita, especialmente na secagem.

Segundo ele, a inovação pode ampliar a sustentabilidade da cafeicultura e aumentar a disponibilidade de cafés de qualidade superior no mercado.

Sandbox regulatório permitirá testes inéditos no meio rural

Por envolver o uso de gás canalizado em ambiente rural, o projeto será conduzido dentro de um modelo de sandbox regulatório, com acompanhamento da ARSP.

A proposta permitirá avaliar novas aplicações do gás natural no agronegócio dentro de um ambiente controlado de inovação regulatória.

Para a diretora de Gás Canalizado da ARSP, Débora Niero, o projeto representa uma convergência entre inovação tecnológica, desenvolvimento regional e descarbonização da economia capixaba.

Investimento supera R$ 1 milhão em pesquisa e desenvolvimento

Com aporte aproximado de R$ 1,1 milhão em recursos de Pesquisa e Desenvolvimento, a iniciativa busca consolidar um modelo mais eficiente e sustentável para a cafeicultura do Espírito Santo.

A expectativa do setor é que os resultados fortaleçam ainda mais o protagonismo capixaba na produção nacional de café conilon, elevando a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e ampliando as oportunidades de exportação para os produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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