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Previsão da Safra de Laranja 2024/25 Aponta Crescimento de 2,4% em Relação à Estimativa de Dezembro

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A previsão para a safra de laranja 2024/2025 no Cinturão Citrícola de São Paulo e no Triângulo/Sudoeste Mineiro teve um leve reajuste para cima, com um crescimento estimado de 2,4% em relação à previsão feita em dezembro, segundo o Relatório de Acompanhamento da Safra da Laranja, divulgado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). O relatório, elaborado a partir do levantamento realizado pelo Fundecitrus, com a colaboração da Markestrat, FEA-RP/USP e FCAV/Unesp, indica uma produção de 228,5 milhões de caixas para o ciclo 2024/2025. No entanto, esse número representa uma redução de 25,6% em comparação à safra anterior, 2023/2024.

A recuperação nas previsões de produção é atribuída ao retorno das chuvas nos pomares a partir de outubro, o que ajudou a corrigir parte dos impactos climáticos adversos. Apesar disso, as chuvas de janeiro de 2025 permaneceram abaixo da média histórica, e o déficit de precipitação acumulado entre maio de 2024 e janeiro de 2025 chegou a 13%. As variedades precoces, como as laranjas Hamlin, Westin e Rubi, que já haviam sido totalmente colhidas, foram as mais afetadas pela escassez de chuvas.

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A produtividade foi revista positivamente, agora estimada em 679,6 caixas de 40,8 kg por hectare, uma melhoria em relação às previsões anteriores, embora ainda 25,4% inferior à produtividade registrada na safra 2023/2024. Isso reflete as perdas já observadas, relacionadas às altas temperaturas e ao estresse hídrico, que se concretizaram à medida que a colheita se aproximava do fim. Até janeiro, cerca de 89% da produção já havia sido colhida.

Acesse o levantamento aqui

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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