AGRONEGÓCIO
Seguro Rural ganha destaque internacional, mas Brasil ainda precisa avançar em previsibilidade e gestão de riscos
Publicado em
8 de junho de 2026por
Da Redação
O seguro rural tem se consolidado como uma das principais ferramentas de proteção da atividade agropecuária em diversos países, especialmente diante do aumento dos eventos climáticos extremos. No entanto, um estudo divulgado pelo Observatório do Crédito e Seguro Rural (OCSR), do FGV Agro, mostra que o Brasil ainda enfrenta desafios importantes para ampliar a cobertura e tornar o sistema mais eficiente.
A pesquisa intitulada “Seguro Rural pelo Mundo: Regulação e Políticas Comparadas” analisou os modelos adotados em Argentina, Chile, Espanha, Estados Unidos, Índia, México e Peru, identificando diferentes estratégias de gestão de risco no agronegócio e apontando caminhos para o fortalecimento do sistema brasileiro.
Estados Unidos lideram cobertura de seguro rural
Entre os países avaliados, os Estados Unidos se destacam pela ampla cobertura das principais culturas agrícolas, alcançando aproximadamente 90% da área produtiva.
O modelo norte-americano combina atuação da iniciativa privada com forte apoio governamental, por meio de subsídios ao prêmio do seguro, custeio administrativo e mecanismos públicos de resseguro. Essa estrutura permite elevada adesão dos produtores e maior estabilidade financeira para o setor agropecuário.
Espanha aposta em parceria entre setor público e privado
Na Espanha, o sucesso do seguro rural está associado à coordenação entre governo, seguradoras e agricultores.
O sistema opera por meio de uma sólida parceria público-privada, considerada uma das mais eficientes do mundo. Segundo o estudo, a previsibilidade institucional e a governança compartilhada têm papel tão importante quanto os recursos destinados à subvenção dos seguros.
Índia amplia inclusão de pequenos produtores
A Índia adotou um modelo focado na inclusão dos pequenos agricultores, com forte participação estatal no financiamento dos seguros.
O governo assume grande parte dos custos dos prêmios, permitindo que milhões de produtores tenham acesso à proteção contra perdas climáticas. Apesar do alcance expressivo, o programa enfrenta desafios relacionados à sua complexidade operacional e à gestão dos pagamentos.
Redução de subsídios provocou queda da cobertura no México
O estudo destaca o caso mexicano como exemplo dos impactos da retirada do apoio governamental ao setor.
Após a redução dos subsídios, a área agrícola segurada caiu de mais de 50% para cerca de 16%, comprometendo significativamente a capacidade do sistema de proteger os produtores rurais contra eventos climáticos adversos.
Argentina ainda depende de medidas emergenciais
Na Argentina, o mercado segurador é concentrado principalmente na cobertura contra granizo, o que limita a oferta de seguros multirrisco.
Como consequência, o país mantém elevada dependência de programas emergenciais do governo para socorrer produtores afetados por secas, enchentes e outros eventos climáticos severos.
Seguro rural deve ser tratado como política pública estratégica
Para os pesquisadores do OCSR e autores do estudo, Renato Buranello e Anna Cortelin, as experiências internacionais demonstram que os sistemas mais bem-sucedidos são aqueles estruturados como políticas públicas permanentes.
Segundo os especialistas, os países que hoje apresentam elevados níveis de cobertura securitária construíram seus modelos ao longo de décadas, aprimorando mecanismos de gestão, financiamento e governança.
O estudo aponta que o Brasil deve avançar na construção de um ambiente institucional sólido, com regras claras, participação ativa das seguradoras, apoio governamental consistente e foco inicial nos riscos climáticos mais relevantes e nos pequenos produtores rurais.
Além disso, a expansão da cobertura deve ocorrer de forma gradual, fortalecendo a capacidade de resposta do setor diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado.
Brasil precisa integrar políticas e garantir previsibilidade
A principal conclusão do levantamento é que o país não deve tratar Estado e mercado como forças opostas, mas como agentes complementares na construção de um sistema eficiente de gestão de riscos.
Nesse contexto, o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) é apontado como ferramenta essencial para incentivar a contratação de seguros privados, promovendo a transferência dos riscos para seguradoras e resseguradoras.
Já o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) continua desempenhando papel estratégico na proteção dos pequenos produtores vinculados ao crédito rural.
O desafio, segundo os pesquisadores, está em harmonizar os dois instrumentos, evitando sobreposição de funções e reduzindo a pressão sobre os recursos públicos.
Falta de previsibilidade orçamentária limita expansão do mercado
Um dos principais entraves apontados pelo estudo é a instabilidade na liberação dos recursos destinados ao PSR.
Sem previsibilidade orçamentária e calendário definido para os repasses, o mercado enfrenta dificuldades para planejar operações, encarecendo os custos e reduzindo o interesse das seguradoras em ampliar a oferta de produtos.
No caso do Proagro, os especialistas defendem uma atuação cada vez mais técnica, apoiada por instrumentos como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), considerado fundamental para a gestão eficiente dos riscos.
Fundo catastrófico é apontado como prioridade
Outra recomendação do estudo é a criação de uma camada específica de proteção para eventos climáticos extremos, utilizando mecanismos como o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural.
Segundo os pesquisadores, a ausência dessa estrutura faz com que o sistema oscile entre insuficiência de recursos em períodos normais e elevados gastos públicos em anos marcados por grandes desastres climáticos.
Com o avanço das mudanças climáticas e o aumento da frequência de eventos extremos, o fortalecimento do seguro rural é visto como um passo essencial para garantir maior resiliência, sustentabilidade e segurança econômica ao agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Indústria da borracha precisa acelerar execução de soluções para ganhar competitividade global, aponta estudo da Fiesp
Published
21 minutos agoon
25 de junho de 2026By
Da Redação
A indústria brasileira de artefatos de borracha já mapeou com clareza seus principais gargalos e oportunidades, mas ainda precisa avançar na transformação de diagnósticos em ações concretas para ampliar sua competitividade. A avaliação foi apresentada por Albino Fernando Calantuono, especialista em Competitividade e Tecnologia da Fiesp, durante a Expobor 2026 e a Pneushow 2026, eventos de referência do setor na América Latina.
Importações pressionam mercado e ampliam desafios da indústria nacional
De acordo com o levantamento apresentado, o setor enfrenta forte concorrência de produtos importados, que já representam cerca de 43% de penetração no mercado brasileiro.
Além disso, a cadeia produtiva convive com entraves estruturais, como o elevado custo de produção no país — o chamado “Custo Brasil” —, a ausência de uma política industrial de longo prazo e a concorrência crescente de materiais substitutos, especialmente os plásticos.
O estudo também aponta que 18,4% dos produtos de borracha são destinados ao setor automotivo, enquanto a maior parte das empresas do segmento é composta por pequenos e médios negócios.
China lidera exportações e amplia disputa global
No cenário internacional, a China se destaca como principal player global, liderando praticamente todas as categorias de produtos de borracha comercializados pelo Brasil e respondendo por 18,4% das exportações mundiais do setor.
O Brasil, por outro lado, ocupa a 30ª posição no ranking global de exportadores, com participação de apenas 0,7%.
Segundo Calantuono, apesar do cenário desafiador, há espaço para expansão da indústria brasileira.
“A China está praticamente no quintal do Brasil quando observamos o mercado latino-americano. Ela lidera em escala, competitividade e capacidade produtiva. Mas isso não significa que o Brasil não tenha espaço”, destacou.
Oportunidade está em inovação, sustentabilidade e economia circular
O especialista defende que o reposicionamento da cadeia da borracha brasileira deve passar por inovação tecnológica e estratégias sustentáveis.
Entre os caminhos apontados estão soluções de menor pegada de carbono, maior valor agregado e práticas de economia circular, como reaproveitamento de resíduos e desenvolvimento de materiais inovadores.
“O Brasil possui uma oportunidade única de reposicionar sua cadeia com soluções sustentáveis e customizadas, que podem se tornar diferenciais competitivos importantes”, afirmou.
Calantuono também defendeu a criação de instrumentos regulatórios e políticas públicas para fortalecer o setor.
“A indústria da borracha precisa de uma política tecnológica e industrial consistente para competir em igualdade de condições com o mercado internacional”, completou.
Senai amplia investimentos em capacitação e inovação no setor
Durante o evento, instituições do Sistema S apresentaram iniciativas voltadas à qualificação profissional e ao desenvolvimento tecnológico da indústria da borracha.
O Senai-SP anunciou a implantação de um laboratório de elastômeros no Distrito Tecnológico de São Bernardo do Campo (SP), com início de operação previsto para 2027. O projeto contará com 14 equipamentos de alta tecnologia e investimento estimado em R$ 10 milhões.
Segundo Fernanda Moreira, coordenadora técnica de Novos Negócios do Senai-SP, a estrutura atenderá diferentes segmentos industriais.
“A meta é atender aplicações de alta performance em pneus, indústria automotiva, construção civil, aeroespacial, médico-hospitalar e calçadista, com desenvolvimento de projetos de P,D&I”, afirmou.
Além disso, o Senai-SP está destinando cerca de R$ 3 milhões para capacitação profissional, com 14 cursos voltados ao setor, em formatos presenciais, in company e, futuramente, EAD.
Senai-RS busca ampliar participação da borracha em projetos de inovação
O Senai-RS também destacou iniciativas para expandir a presença da indústria da borracha em seus projetos de pesquisa e desenvolvimento.
Segundo Jordão Gheller Jr., gerente de Operações do Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros, atualmente apenas 15% dos 29 projetos em andamento envolvem elastômeros.
O painel foi complementado por ações de formação profissional conduzidas por Sandro Lima Bernieri, voltadas à qualificação na área de polímeros.
Novas tecnologias reforçam sustentabilidade e eficiência produtiva
A Arena do Conhecimento da Expobor e da Pneushow 2026 também apresentou inovações tecnológicas voltadas à indústria da borracha.
Entre os destaques, Jason Silva, da Retilox, apresentou sistemas de cura com peróxidos atóxicos, com menor uso de insumos, maior produtividade e reciclabilidade total dos resíduos pós-cura. A tecnologia também reduz emissões de compostos orgânicos voláteis (VOC), contribuindo para a saúde ocupacional e a economia circular.
Já Guilhermo Spangenberg, da Cabot Corporation, apresentou o CGX 1000, um novo tipo de negro de carbono com até 30% de carbono recuperado, desenvolvido para apoiar empresas na redução das emissões dos escopos 1, 2 e 3 do Protocolo GHG.
Indústria precisa reforçar foco no cliente e adaptação ao mercado
Encerrando o ciclo de palestras, o consultor Sérgio Luís Patzlaff, da STG Consultoria Empresarial, destacou a importância da leitura de mercado e da conexão com o cliente como fatores decisivos para a competitividade.
Segundo ele, muitas empresas acabam direcionando esforços para questões internas, em detrimento das demandas externas.
“A empresa não está perdendo cliente, está desistindo de vê-los. A reconexão começa dentro da organização”, afirmou.
O especialista reforçou ainda que a atenção aos clientes em risco deve ser prioridade estratégica, já que a perda de relacionamento pode ser irreversível.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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