AGRONEGÓCIO

Secretário determina auditoria em contrato com a Bem-estar

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Com foco na transparência e na eficácia dos serviços essenciais na capital, o secretário municipal de Obras Públicas, Reginaldo Teixeira, realizou uma reunião nesta quarta-feira (22) com Vitor Guimarães, presidente da empresa Bem-estar Prestadora de Serviços. A empresa é responsável por operações de logística e engenharia de obras no município.

Durante o encontro, foi determinada a auditoria do contrato e a averiguação do quantitativo de profissionais contratados e lotados no âmbito municipal.

“A situação é preocupante. Eles informaram que nunca houve um controle efetivo nem dos profissionais lotados, nem da medição realizada. Já determinamos a auditoria no contrato e no número de funcionários. No momento, sequer existe um controle de ponto que assegure o cumprimento do horário de trabalho estabelecido”, explicou o secretário Reginaldo Teixeira.

Por determinação da secretaria, fiscais serão designados para acompanhar as frentes de trabalho, monitorando a execução dos serviços, a qualidade e o cumprimento das metas definidas para cada atividade. Além disso, será implementado um apontamento diário dos profissionais em seus respectivos postos de trabalho.

“Meu papel aqui é cobrar a empresa e garantir que o serviço seja executado. O prefeito foi claro: na Prefeitura de Cuiabá, nada ficará escondido. Se a medição não estiver de acordo com os relatórios dos fiscais, vamos solicitar uma auditoria. Não adianta fazer apenas a papelada, é necessário fiscalizar de forma rigorosa”, destacou o secretário.

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Atualmente, 67 profissionais contratados pela Bem-estar estão alocados na Secretaria de Obras Públicas, desempenhando atividades como desobstrução e confecção de caixas coletoras, limpeza de córregos, operação de máquinas pesadas, recuperação de redes de águas pluviais, restauração de pavimentos e aplicação de lama asfáltica.

“Agradeço a postura do secretário Reginaldo em nos procurar. Esta é a primeira vez que somos chamados para compreender o real cenário na Secretaria de Obras. Até então, não conseguíamos ter precisão sobre a mão de obra oferecida, pois nunca houve um diálogo efetivo”, afirmou Vitor Guimarães, presidente da Bem-estar.

O contrato vigente com a empresa está previsto para encerrar em 5 de fevereiro de 2025, podendo ser prorrogado em regime emergencial por mais seis meses. “Estamos estruturando o processo. Quero um coordenador da Bem-estar presente aqui na Secretaria, garantindo que tudo seja feito de forma transparente e eficaz, com os serviços entregues conforme estabelecido em contrato. Vamos intensificar a fiscalização e, neste período, preparar uma nova licitação para contratar uma empresa que cumpra todos os procedimentos necessários”, finalizou o secretário Reginaldo Teixeira.

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#PraCegoVer

Quatro homens estão reunidos em uma sala de escritório. Um deles, sentado atrás de uma mesa de madeira escura, usa uma camisa azul clara e parece explicar algo para os demais, que estão sentados à sua frente. Na mesa, há papéis, um teclado de computador e uma bandeira do Brasil. Ao fundo, a parece possui listras cinzas e brancas.

Galeria: Um grupo de pessoas está reunido em frente a um prédio da Secretaria Municipal de Obras Públicas. O prédio possui um telhado coberto, no estilo varanda. Entre as pessoas, há homens usando uniformes amarelos e outros vestindo camisetas cinzas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Selic a 14,50% pressiona crédito e leva agroindústrias a buscar linhas subsidiadas para investir

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Mesmo com a taxa básica de juros em 14,50% ao ano, o custo do capital segue como um dos principais fatores nas decisões estratégicas das empresas, especialmente no agronegócio. Em um ambiente de crédito mais caro e restritivo, agroindústrias têm intensificado a busca por linhas subsidiadas para financiar investimentos, modernização e expansão.

A definição da taxa pelo Banco Central mantém o crédito tradicional em patamares elevados, impactando diretamente o planejamento corporativo. Projetos passam a ser analisados com maior rigor, considerando retorno ajustado ao risco, impacto no fluxo de caixa e estrutura de capital.

Crédito caro adia investimentos no agro

Com a alta da Selic, operações atreladas ao CDI acompanham o movimento da política monetária, encarecendo financiamentos e reduzindo a viabilidade de projetos, principalmente os de longo prazo e maior intensidade tecnológica.

Nesse cenário, empresas enfrentam um dilema: investir para ganhar competitividade ou preservar liquidez. O resultado, em muitos casos, é o adiamento de projetos produtivos, como ampliação de plantas industriais, aquisição de máquinas e adoção de novas tecnologias.

Além disso, instrumentos do mercado privado, como debêntures e operações estruturadas, continuam concentrados em grandes empresas com maior acesso a investidores e governança consolidada. Para pequenas e médias empresas (PMEs), o crédito se torna mais restrito, com prazos menores, custos mais altos e exigências mais rígidas de garantias.

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Linhas subsidiadas ganham protagonismo

Diante desse cenário, linhas de crédito subsidiadas operadas por bancos de desenvolvimento voltam ao centro da estratégia financeira das empresas, especialmente no agronegócio e na indústria.

Programas voltados à inovação e à digitalização produtiva têm ampliado a oferta de recursos com condições mais atrativas. Iniciativas conduzidas por instituições como BNDES e Finep priorizam investimentos em tecnologias como automação, robótica, Internet das Coisas (IoT) e manufatura avançada.

Com prazos mais longos, carência ampliada e taxas inferiores às do mercado tradicional, essas linhas alteram significativamente o cálculo de viabilidade dos projetos, permitindo que empresas mantenham seus planos de crescimento mesmo em um ambiente de juros elevados.

PMEs ampliam acesso a investimentos

Para micro, pequenas e médias empresas, o impacto das linhas subsidiadas é ainda mais relevante. O acesso a crédito com condições diferenciadas permite diluir o investimento inicial e viabilizar ganhos de produtividade que seriam inviáveis no crédito tradicional.

No entanto, acessar esses recursos exige mais do que identificar a linha disponível. Cada instituição financeira trabalha com critérios técnicos específicos, incluindo métricas de inovação, exigências regulatórias e modelagem financeira estruturada.

Engenharia financeira vira diferencial competitivo

Nesse contexto, a estruturação do funding ganha papel estratégico. A escolha da fonte de capital — considerando prazo, indexador, custo e exigências — passa a influenciar diretamente a competitividade e a sustentabilidade financeira das empresas.

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Consultorias especializadas têm atuado na chamada engenharia de funding, estruturando operações que combinam diferentes fontes de recursos para reduzir o custo médio da dívida e ampliar a capacidade de investimento.

Casos recentes mostram empresas de setores como agronegócio, engenharia, varejo e recursos humanos acessando linhas como o Pró-Inovação, voltado ao financiamento de projetos tecnológicos, com apoio técnico na estruturação e aprovação dos financiamentos.

Estratégia financeira define crescimento

Com a Selic elevada, o crédito tradicional tende a pressionar margens e alongar o prazo de retorno dos investimentos. Nesse cenário, linhas subsidiadas deixam de ser apenas alternativas e passam a integrar a estratégia financeira das empresas.

A definição correta do funding pode determinar o sucesso ou fracasso de um projeto. Escolhas inadequadas comprometem o fluxo de caixa por anos, enquanto uma estrutura bem planejada sustenta o crescimento e melhora a competitividade.

Empresas que tratam o financiamento como variável estratégica conseguem avançar em suas agendas de modernização, mesmo em um ambiente macroeconômico adverso. Já aquelas que dependem exclusivamente do crédito tradicional tendem a operar de forma mais conservadora, priorizando a preservação de caixa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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