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Avicultura do RS ainda sente impactos da Influenza Aviária, mas mercado de ovos registra crescimento

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O setor avícola do Rio Grande do Sul continua enfrentando efeitos do recente caso de Influenza Aviária, segundo análise da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav). As exportações de carne de frango, processada e in natura, registraram queda significativa em julho de 2025, comparadas ao mesmo período do ano passado, mas o mercado de ovos apresenta sinais de recuperação em receita.

Exportações de carne de frango têm recuo em julho

Em julho, o RS exportou 46,244 mil toneladas de carne de frango, 22,1% menos que as 59,344 mil toneladas registradas em julho de 2024, representando uma redução de 13,1 mil toneladas.

Em termos de faturamento, a receita caiu 20,8%, de US$ 104,136 milhões em julho de 2024 para US$ 82,505 milhões no mesmo mês de 2025, com queda de US$ 21,6 milhões.

No acumulado dos sete primeiros meses de 2025, os embarques totalizaram 394,548 mil toneladas, queda de 4,5% sobre as 413,317 mil toneladas de janeiro a julho de 2024. A receita somou US$ 708,078 milhões, recuo de 3,5% em relação aos US$ 733,841 milhões do mesmo período do ano passado.

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Perspectivas de recuperação e abertura de mercados

Segundo José Eduardo dos Santos, presidente executivo da Asgav / Sipargs, o setor avícola gaúcho continua trabalhando na retomada de mercados internacionais, com foco na União Europeia e China:

“Nosso setor tem potencial de produção para atender muitos mercados. Mesmo com o caso de Influenza Aviária, mostramos nossa capacidade de resposta e intensificamos a biosseguridade. O Rio Grande do Sul tem condições de se recuperar e avançar no atendimento ao mercado interno e externo”, afirmou Santos.

Produção e exportação de ovos no RS

Entre janeiro e julho de 2025, a venda de ovos caiu 30,6%, de 4,312 mil toneladas para 2,994 mil toneladas, uma redução de 1,3 mil toneladas.

Apesar da queda em volume, a receita aumentou 9%, de US$ 10,205 milhões para US$ 11,127 milhões, refletindo valorização da tonelada de ovos no mercado externo e aumento da demanda nacional e internacional.

Em julho, o RS exportou 587 toneladas de ovos, alta de 7,6% sobre as 545 toneladas embarcadas em julho de 2024. A receita com essas vendas avançou 66,1%, passando de US$ 1,266 milhão para US$ 2,103 milhões.

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A expectativa do setor é que a retomada do mercado chileno impulsione ainda mais as exportações de ovos e carne de frango até o final de 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026

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O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.

De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.

Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto

No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.

O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.

Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.

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Menor produção pode aumentar dependência de importações

A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.

As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.

No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.

No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.

Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais

Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.

Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.

Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.

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Paraná enfrenta resistência para novas altas

No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.

Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.

O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.

Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.

Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses

Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.

A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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