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Secretário de Planejamento Urbano apresenta diagnóstico em ciclo de palestras

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O secretário Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, José Afonso Portocarrero, participou do Ciclo de Palestras sobre Arborização Urbana promovido pela Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (AMEF), realizado na segunda-feira (20), no plenário do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT). A programação contou com especialistas nacionais e gestores municipais de Mato Grosso, que compartilharam experiências e apresentaram estratégias inovadoras voltadas à arborização urbana e ao desenvolvimento de cidades mais verdes, sustentáveis e resilientes. Além de profissionais, estudantes e gestores públicos também participaram do evento, que ofereceu certificado aos presentes.

Na oportunidade, o secretário José Afonso Portocarrero destacou os desafios que tendem a ser superados com a aprovação da Política Municipal de Arborização (PMAR) e a execução do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU) de Cuiabá, que está pronto e aguarda o trâmite legal para ser encaminhado à Câmara Municipal. O PDAU é um documento que estabelece diretrizes para a gestão e a expansão da arborização na capital.

Ele também ressaltou que o avanço em políticas eficazes de arborização depende do planejamento urbano, mas requer o apoio da sociedade civil e dos profissionais da área técnica.

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“O diálogo com engenheiros florestais, urbanistas e demais profissionais é essencial para desenvolvermos soluções sustentáveis e adaptadas à realidade local. A arborização urbana não é apenas estética, ela é vital para a saúde, o conforto térmico e a qualidade de vida da população”, afirmou o secretário.

De acordo com os participantes, o ciclo de palestras promovido pela AMEF demonstra a importância da troca de conhecimento técnico e da articulação entre diferentes setores para o enfrentamento dos desafios ambientais e urbanos. O evento contribui para a construção de uma cidade mais preparada para o futuro, aliando desenvolvimento urbano e preservação ambiental.

Também palestraram: o engenheiro florestal, mestre em Ciências Agrárias (UTFPR), especialista em Arborização Urbana (UNIFESP) e coordenador do Plano de Arborização Urbana de Belo Horizonte (MG), Ciro Duarte de Paula Costa; o engenheiro florestal, doutor em Ciências Florestais, vice-diretor da Associação Pernambucana de Engenheiros Florestais (APEEF-PE) e da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), conselheiro do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema-PE) e servidor da Prefeitura de Recife (PE), João Paulo Ferreira; o secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Sinop (MT), Klayton Gonçalves; o secretário Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária de Rondonópolis (MT), Álvaro José Fachim Correia Farias; e o coordenador do Programa Verde Novo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Sérgio Savioli Resende.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil importa 73% das vacinas contra doença fatal no gado

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O Brasil colocou no mercado 9,98 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em agosto, mas quase três em cada quatro vieram do exterior. Os dados mostram que a oferta mensal se manteve próxima de 10 milhões de doses, enquanto a produção nacional perdeu participação e aumentou a dependência das importações para proteger os rebanhos.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 7,30 milhões de doses disponibilizadas no mês passado foram importadas, o equivalente a 73,16% do total. As fábricas brasileiras forneceram 2,68 milhões de doses, ou 26,84%.

Em julho, haviam sido colocadas no mercado 10,16 milhões de doses, das quais 60,31% eram importadas. Na passagem de um mês para o outro, a oferta total diminuiu 1,7%, mas a produção nacional caiu aproximadamente 34%. As importações cresceram 19% e sustentaram o abastecimento.

O balanço não significa necessariamente que as vacinas chegaram de forma regular a todas as regiões. O número divulgado pelo governo corresponde às doses liberadas para comercialização, e não à quantidade efetivamente vendida, distribuída em cada Estado ou aplicada nos animais.

O acompanhamento mensal começou depois de uma escassez registrada no início do ano. Fabricantes interromperam a produção e a comercialização de imunizantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026, reduzindo a oferta em um mercado já concentrado. Desde então, o governo passou a acelerar a análise de lotes importados e a negociar com as empresas a ampliação da produção.

As clostridioses não são uma única doença. O nome reúne diferentes enfermidades provocadas por bactérias do gênero Clostridium e, principalmente, pelas toxinas produzidas por esses microrganismos. Entre as mais conhecidas estão o botulismo, o carbúnculo sintomático, chamado no campo de manqueira, a gangrena gasosa, a enterotoxemia e o tétano.

Essas bactérias conseguem formar esporos resistentes, que permanecem por longos períodos no solo, na água, em restos de animais e no ambiente das propriedades. Em determinadas condições, os microrganismos se multiplicam ou produzem toxinas que atingem o sistema nervoso, os músculos ou o aparelho digestivo dos animais.

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No botulismo, a toxina provoca paralisia progressiva, dificuldade para caminhar e engolir e, nos casos graves, parada respiratória. A contaminação pode ocorrer pelo consumo de água ou alimento impróprio e pelo contato com restos de animais em pastagens, silagens ou suplementos.

O carbúnculo sintomático atinge principalmente bovinos jovens e bem alimentados. A doença provoca febre, dificuldade de locomoção e inchaço dos músculos. A evolução é muito rápida e a mortalidade pode se aproximar de 100%. Em muitas ocorrências, o animal é encontrado morto antes que o produtor perceba sinais claros.

A enterotoxemia está associada à produção de toxinas no intestino e pode surgir após mudanças bruscas na alimentação, especialmente em sistemas intensivos. O tétano e a gangrena gasosa estão relacionados à contaminação de ferimentos, inclusive aqueles provocados por procedimentos de manejo.

As clostridioses geralmente não se espalham entre os animais da mesma forma que uma virose altamente contagiosa. O risco está na presença dos agentes no ambiente e na dificuldade de tratamento. Como a evolução costuma ser rápida, a vacinação preventiva é considerada a principal forma de controle.

O prejuízo começa com a morte do animal, mas não termina nela. O produtor perde o valor investido em genética, alimentação, medicamentos, mão de obra e tempo de criação. Também pode ter gastos com diagnóstico, descarte da carcaça, atendimento veterinário e revisão do manejo sanitário e nutricional.

Pelos preços atuais, um bezerro vale cerca de R$ 3,4 mil. Um bovino terminado com 18 arrobas pode superar R$ 6,2 mil, considerando a cotação do boi gordo próxima de R$ 347 por arroba. Em confinamentos, a perda inclui ainda toda a alimentação consumida até o momento da morte, o que torna o prejuízo maior conforme o animal se aproxima do abate.

Levantamentos realizados em confinamentos colocam as clostridioses entre as principais causas sanitárias de mortalidade. Em propriedades sem vacinação adequada, surtos de botulismo ou manqueira podem atingir vários animais em poucos dias e comprometer o resultado de um lote inteiro.

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Não existe uma estimativa oficial consolidada do prejuízo anual provocado por essas doenças em todo o País. O impacto nacional ocorre pela soma das mortes nas propriedades, da menor produção de carne e leite e do aumento das despesas sanitárias. Diferentemente da febre aftosa, as clostridioses não costumam provocar o fechamento generalizado de mercados internacionais, mas reduzem a eficiência econômica da pecuária.

Com um rebanho de aproximadamente 238 milhões de bovinos, além de milhões de ovinos e caprinos que também podem ser imunizados, o Brasil precisa de oferta contínua. Uma única aplicação nem sempre completa a proteção. Animais vacinados pela primeira vez geralmente precisam de dose inicial e reforço, conforme a idade, o produto utilizado e a orientação do médico-veterinário.

Por isso, não é possível comparar diretamente as quase 10 milhões de doses liberadas em agosto com o tamanho total do rebanho e concluir que o volume é suficiente ou insuficiente. A necessidade varia ao longo do ano e depende do histórico de vacinação, da categoria animal e dos riscos presentes em cada propriedade.

A retomada das importações reduziu o risco imediato de falta, mas a queda da produção nacional mantém o setor exposto a atrasos logísticos, oscilações cambiais e problemas nos países fornecedores. O desafio agora é garantir que a oferta permaneça regular e chegue às regiões pecuárias antes de ocorrerem falhas nos calendários de imunização.

O Mapa informou que trabalha com a indústria para ampliar a fabricação no País, viabilizar as importações e acelerar a fiscalização e a liberação dos produtos. Para o produtor, a orientação é não substituir ou adiar o protocolo por conta própria e procurar o médico-veterinário responsável para definir a vacina e o calendário adequados ao rebanho.

Fonte: Pensar Agro

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