AGRONEGÓCIO

Secretária de Saúde visita CDMIC e define ações para melhorar abastecimento

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Na manhã desta quarta-feira (4), a secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Dra. Lúcia Helena Barboza Sampaio, realizou visita de inspeção ao Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC). Acompanhada de sua equipe técnica, a gestora buscou verificar de perto a real situação do estoque de medicamentos.

Durante a inspeção, Lúcia Helena confirmou que há, de fato, falta de alguns itens no estoque. Segundo a farmacêutica responsável pelo setor, os medicamentos têm chegado, ainda que em pequenas quantidades, inclusive por meio de compras realizadas anteriormente e do consórcio intermunicipal. Entretanto, a quantidade tem sido insuficiente para suprir completamente a demanda.

“A nossa intenção com essa visita de inspeção ao CDMIC foi me certificar in loco se havia realmente falta dos itens de medicamentos ou se não estavam sendo adequadamente distribuídos. Identificamos que realmente alguns itens estão em falta, mas há itens que poderiam estar na ponta para o consumo”, afirmou a secretária.

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Ainda segundo Dra. Lúcia, os estoques destinados ao setor hospitalar estão relativamente melhores, mas ela destacou a necessidade de verificar a situação do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). A gestora também pontuou a importância de encaminhar o que estiver em estoque do CDMIC para a rede, distribuindo todo o estoque disponível para as unidades de saúde, uma vez que há previsão de chegada de novos medicamentos nos próximos dias.

“Não vejo sentido em deixar em estoque. Encontramos muitos insumos e medicamentos misturados, o que dificulta saber exatamente o que há em estoque. Colocando os itens na rede e comunicando claramente a situação, teremos condições de receber os novos medicamentos de forma mais harmônica e ordeira”, completou.

Ao final da visita, a secretária destacou a produtividade da ação. “A visita foi muito produtiva. Identificamos pontos importantes que precisam ser resolvidos com urgência, principalmente para garantir que os medicamentos cheguem com mais agilidade à população cuiabana.”

A Secretaria Municipal de Saúde dará continuidade às ações corretivas com foco na reorganização do estoque, transparência na comunicação com a rede e melhoria na logística de distribuição.

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#PraCegoVer

A imagem mostra a secretária de Saúde de Cuiabá durante uma visita ao Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos. Ela aparece em destaque ao centro, segurando uma caixa de medicamentos. Ao fundo, veem-se as prateleiras onde os materiais da unidade estão armazenados.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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