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PIB do Agronegócio Brasileiro Deve Registrar Queda de 1,7% em 2024, Aponta Ministério da Fazenda

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O Boletim Macrofiscal, divulgado nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, trouxe novas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, destacando uma queda de 1,7% para o agronegócio em 2024. Embora o desempenho seja negativo, a estimativa representa uma leve melhora em relação à previsão anterior, que indicava uma retração de 1,9% para o setor.

A principal razão para esse resultado desfavorável é o impacto de problemas climáticos, pragas e doenças, que afetaram culturas-chave como a cana-de-açúcar, o café e a laranja. A cana-de-açúcar foi particularmente prejudicada pela estiagem prolongada, que reduziu a produtividade, além das queimadas que destruíram vastas áreas de cultivo. Já as safras de café e laranja sofreram com variações bruscas de temperatura e chuvas irregulares, fatores climáticos que também afetaram o rendimento.

No caso das laranjas, um problema adicional agrava o quadro: o avanço do greening, uma das doenças mais devastadoras para as plantações cítricas. Identificada pela primeira vez em 2004 no estado de São Paulo, a enfermidade se espalhou por todas as regiões produtoras de laranja do estado e também alcançou os estados de Minas Gerais e Paraná. O greening compromete a qualidade dos frutos e a longevidade das plantações, gerando uma séria ameaça à produção.

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“O greening é uma ameaça severa ao produtor rural, afetando não apenas a produtividade, mas também a sustentabilidade econômica da safra”, afirma Loremberg Moraes, diretor da Hydroplan-EB.

O Brasil, que lidera a produção mundial de laranja, respondendo por cerca de 34% da oferta global, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), enfrenta grandes desafios. Esse cenário destaca a necessidade urgente de novas soluções para garantir a sustentabilidade do setor.

A Hydroplan-EB, empresa com 25 anos de atuação no agronegócio, tem se destacado no desenvolvimento de inovações. Recentemente, tem investido na criação de produtos naturais, como óleos essenciais, para combater o inseto transmissor do greening e melhorar a eficiência no controle da doença. “Atualmente, estamos em fase de estudos para lançar um novo produto, que promete ampliar a eficácia no combate às doenças cítricas, contribuindo para a recuperação das plantações”, afirma Moraes.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safrinha de milho avança no Centro-Sul e produção brasileira deve se aproximar de 140 milhões de toneladas

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A colheita da segunda safra de milho 2026 segue avançando no Centro-Sul do Brasil e alcançou 4,4% da área cultivada até o início de junho, segundo levantamento da AgRural. O índice representa um avanço significativo em relação aos 2,4% registrados na semana anterior e supera o percentual de 1,9% observado no mesmo período da safra passada.

O desempenho dos trabalhos é liderado por Mato Grosso, principal produtor nacional do cereal, onde as condições de campo têm favorecido o avanço das colheitadeiras. Enquanto isso, Paraná e Mato Grosso do Sul começam a ganhar participação na colheita, embora em ritmos distintos.

Mato Grosso lidera colheita da safrinha

O estado de Mato Grosso continua puxando o ritmo da colheita nacional. Beneficiado pelo bom desenvolvimento das lavouras e pelas condições climáticas mais favoráveis, o estado apresenta perspectivas de produtividade acima da média e deve novamente responder por uma parcela importante da produção brasileira de milho.

No Paraná, segundo maior produtor da safrinha, os trabalhos ainda avançam lentamente devido aos elevados níveis de umidade nas áreas produtoras, o que dificulta a entrada das máquinas no campo.

Já em Mato Grosso do Sul, a colheita começou em áreas isoladas, marcando o início dos trabalhos no estado e ampliando a participação da região Centro-Oeste na oferta nacional do cereal.

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Estiagem reduz potencial em alguns estados

Apesar do bom desempenho observado em Mato Grosso, a revisão mais recente da AgRural trouxe ajustes negativos para algumas regiões produtoras.

A consultoria reduziu suas estimativas para Goiás, Minas Gerais e São Paulo em razão da estiagem registrada durante fases importantes do desenvolvimento das lavouras. A falta de chuvas comprometeu parte do potencial produtivo nesses estados, limitando os ganhos esperados para a temporada.

Mesmo assim, as perdas foram parcialmente compensadas pelos excelentes resultados projetados para outras áreas do Centro-Sul, especialmente em Mato Grosso, onde as produtividades seguem surpreendendo positivamente.

Produção da safrinha permanece acima de 108 milhões de toneladas

Após a revisão de maio, a estimativa da AgRural para a produção da safrinha 2026 passou para 108,2 milhões de toneladas, uma redução de apenas 900 mil toneladas em comparação com a projeção anterior.

O ajuste é considerado relativamente pequeno diante das dificuldades climáticas enfrentadas em algumas regiões e reforça o cenário de ampla oferta para o mercado interno e para as exportações brasileiras.

Brasil caminha para uma safra recorde de milho

Somando os volumes previstos para a primeira, segunda e terceira safras, a produção total de milho do Brasil na temporada 2025/26 deverá atingir 139,9 milhões de toneladas.

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O número representa crescimento em relação à estimativa anterior, de 138,9 milhões de toneladas, e um salto expressivo frente às 113,2 milhões de toneladas colhidas na safra 2024/25.

Caso o potencial produtivo seja confirmado, o país consolidará uma das maiores colheitas de milho de sua história, fortalecendo sua posição entre os principais exportadores globais do cereal.

Mercado acompanha avanço da oferta

Com a intensificação da colheita nas próximas semanas, o mercado passa a monitorar o impacto do aumento da oferta sobre os preços internos. Além disso, o comportamento das exportações, a demanda da indústria de etanol de milho e o consumo do setor de proteína animal serão fatores decisivos para a formação dos preços no segundo semestre.

A expectativa do setor é de que a entrada gradual da nova safra amplie a disponibilidade do cereal no mercado brasileiro, mantendo o país em posição estratégica para atender tanto o consumo doméstico quanto a demanda internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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