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Secretaria de Agricultura prevê criar plano de ação para incentivar a irrigação no Estado de São Paulo

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O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, este, no último sábado (06/01), a Associação do Sudoeste Paulista de Irrigação e Plantio na Palha (ASPIPP), em Campos de Holambra, no município de Paranapanema. Durante a visita técnica, foi discutido o atual cenário da agricultura irrigada de precisão e os desafios dos recursos hídricos no Estado. Na ocasião, foi firmada a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de atender às necessidades primordiais da região.

Vale destacar que, segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), São Paulo possui uma área total irrigada de 2,4 milhões de hectares, cerca de 29,5% do cenário nacional. Para Guilherme Piai, o setor precisa ampliar ainda mais a área irrigada e para isso é necessário alinhar estratégias com os órgãos responsáveis, como o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). “A irrigação aumenta a produção e diminui o impacto das adversidades climáticas. Nós temos apenas 5,8% das nossas lavouras irrigadas. Por meio de um grupo de trabalho vamos incentivar a expansão da irrigação na agricultura paulista”, ressaltou Piai.

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De acordo com os dados do DAEE, a média de chuva no estado é de 1.376 mm/ano. “Os efeitos das mudanças climáticas estão cada vez mais fortes e São Paulo passa por uma seca muito forte. Mas quem tem sua lavoura irrigada, tem sua produção garantida”, frisou Piai.

Também foi apresentado ao secretário e aos representantes da Pasta, o projeto executivo do Polo de Irrigação do Pontal. Com uma área total de 250 mil ha, sendo 130 mil ha irrigados. A iniciativa contribuiria na geração de mais de 2 mil empregos diretos e indiretos.

Vale lembrar que a ASPIPP é responsável pela organização da Feira Irrigashow, evento anual considerado referência nacional no setor. A edição de 2024 acontece de 18 a 20 de setembro.

O secretário Guilherme Piai também visitou a Cooperativa Agroindustrial Holambra, para conhecer as áreas irrigadas por meio de pivôs, sistema que permite aplicar, de maneira precisa, a quantidade necessária de fertilizantes, reduzindo custos com mão de obra e desperdícios.

Estiveram presentes o coordenador da Assessoria Técnica de Gabinete, Alberto Amorim; o coordenador de Assistência Técnica Integral (CATI), Ricardo Pereira, e o diretor da CATI Sementes e Mudas, Gerson Casentini Filho.

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Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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