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“Se tem uma fonte para descarbonizar o mundo, está na agricultura”, constata ORÍGEO 360

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Se tem uma fonte para descarbonizar o mundo, está na agricultura, indicou a Bunge durante o evento ORÍGEO 360, em São Paulo. Promovido pela ORÍGEO – joint venture de Bunge e UPL que fornece soluções sustentáveis e técnicas de gestão de ponta a ponta para agricultores – o evento reuniu 700 participantes, entre mais de 400 grandes agricultores e consultorias agrícolas do MAPITOBAPA, MT e RO, que juntos representam mais de 6 milhões de hectares de soja, milho e algodão. A empresa que é líder global em agronegócio, alimentos e ingredientes reforçou que as companhias estão fazendo a sua parte, utilizando fontes mais renováveis de energia. O caminho é longo, porém indiscutível – salientou a apresentação da empresa.

Dividido em dois painéis, antes e depois da porteira, além de Julio Garros, co-presidente global de agronegócios da Bunge, o ORÍGEO 360 contou com a participação de Robert Coviello, chefe de sustentabilidade e assuntos governamentais da Bunge; Kevin Lucke, presidente da Chevron Renewable Energy Group; Paulo Quirino, vice-presidente de operações da PepsiCo e Rodrigo Visentini, presidente da divisão de nutrição da Unilever. De acordo com a Bunge, a implementação de tecnologias e parcerias é importante para acelerar a mudança das fontes de energia. O mundo precisa de mais alimentos, porém com sustentabilidade e rentabilidade andando lado a lado. E o agricultor está no centro de todas essas questões. O uso de modernas tecnologias é essencial para a sustentabilidade e redução dos gases emitidos durante o cultivo. Para isso, é necessário fazer um trabalho em parceria para um futuro melhor.

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Na mesma linha de raciocínio, Kevin Lucke, presidente da Chevron Renewable Energy Group, destacou a importância da energia renovável para o planeta. “A energia limpa desempenha papel fundamental na redução da poluição e garantia de um futuro mais sustentável. Estamos trabalhando em parceria com outras empresas, organizações e governos em iniciativas relacionadas à energia limpa e à sustentabilidade”.

Paulo Quirino, vice-presidente de operações da PepsiCo, ressaltou que a produção com sustentabilidade é a solução para os desafios do presente. “As práticas de ESG são prioritárias para esse objetivo. Um aspecto muito importante é o impacto social”, ressalta.

O presidente da divisão de nutrição da Unilever, Rodrigo Visentini, enfatizou a importância da agricultura regenerativa para o futuro da Terra. “Trabalhamos em estreita colaboração com agricultores em todo o mundo para promover práticas agrícolas sustentáveis, como a agricultura de conservação, a rotação de culturas e o uso responsável de recursos naturais. É consenso que precisamos recuperar o solo já prejudicado, aumentando a produtividade e também a lucratividade do agricultor”.

“O ORÍGEO 360 reuniu grandes agricultores, empresas de dentro e de fora da porteira e especialistas para abordar não apenas os desafios que o setor produtivo tem pela frente sob o ponto de visita de aumento da produtividade para atender às necessidades de uma população global em crescimento, mas também o foco na sustentabilidade, com respeito às pessoas, ao meio ambiente e ao planeta”, disse Roberto Marcon, CEO da ORÍGEO. “Estamos comprometidos em contribuir com os nossos parceiros e clientes para avançar nesse sentido”.

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Fonte: Texto Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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