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São Paulo assume liderança nas exportações do agronegócio no primeiro trimestre

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No primeiro trimestre de 2024, São Paulo superou Mato Grosso e se tornou o maior exportador do agronegócio do Brasil. Dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa) revelam que São Paulo faturou US$ 6,80 bilhões entre janeiro e março, enquanto Mato Grosso ficou ligeiramente atrás, com US$ 6,79 bilhões. A diferença é pequena, mas significativa quando comparada com o mesmo período do ano passado, quando Mato Grosso liderava com US$ 8,10 bilhões, e São Paulo tinha US$ 5,77 bilhões.

Essa queda no desempenho de Mato Grosso, que é o maior produtor nacional de grãos e algodão, além de ter o maior rebanho comercial do país, resultou em um declínio de 16% no faturamento das exportações. O melhor mês para o estado foi março, com US$ 2,56 bilhões em negócios, após US$ 2,36 bilhões em fevereiro e US$ 1,85 bilhão em janeiro. Ainda assim, esses números não foram suficientes para manter a liderança.

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O agronegócio brasileiro como um todo apresentou um recorde de US$ 37,44 bilhões em exportações no primeiro trimestre de 2024, um crescimento de 4,4% em relação ao mesmo período do ano passado, que foi de US$ 35,85 bilhões. Esse aumento foi impulsionado pela expansão da quantidade embarcada, com um índice de quantum 14,6% maior, compensando uma queda de 8,8% no índice de preços.

O açúcar, o algodão e o café verde foram os grandes responsáveis pelo crescimento das exportações do agronegócio, com um aumento de US$ 2,52 bilhões, US$ 997,41 milhões e US$ 563,64 milhões, respectivamente. Esses bons resultados ajudaram a equilibrar a queda nas exportações de milho (-US$ 1,2 bilhão), soja em grãos (-US$ 901,30 milhões) e óleo de soja (-US$ 543,45 milhões).

Com esses números, São Paulo agora lidera o setor de exportação do agronegócio no Brasil, embora Mato Grosso ainda mantenha uma presença forte no mercado. Este cenário de mudança sugere um momento crucial para o agronegócio brasileiro, com desafios e oportunidades tanto para os Estados quanto para a economia nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Câmbio favorece exportação e melhora competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional

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A valorização do dólar frente ao real tem contribuído para melhorar a paridade de exportação do arroz brasileiro, aumentando a competitividade do produto no mercado internacional. Apesar disso, o mercado doméstico ainda opera com baixa liquidez e preços pressionados, em um cenário de negociações pontuais e seletivas.

Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente interno segue marcado por compradores atuando apenas para reposição imediata de estoques, enquanto vendedores mantêm postura cautelosa diante da volatilidade do mercado.

Liquidez reduzida limita recuperação mais forte dos preços

De acordo com o consultor Evandro Oliveira, o mercado doméstico de arroz continua apresentando baixa fluidez nas negociações, com pouca disposição dos agentes para volumes maiores.

No entanto, ele destaca que a menor necessidade de liquidação imediata de estoques por parte dos produtores reduziu a pressão vendedora, diminuindo a ocorrência de negócios em níveis mais depreciados, observados em meses anteriores.

Ao mesmo tempo, há sinais de leve aquecimento na demanda industrial, o que sugere um ambiente comercial um pouco mais ativo em comparação ao período entre abril e maio.

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Câmbio volta a favorecer exportações do arroz

O comportamento do câmbio passou a ser um fator de sustentação para o setor. Após operar próximo de R$ 5,00, o dólar voltou a se valorizar e chegou a flertar com a faixa de R$ 5,20, melhorando a competitividade do arroz brasileiro no mercado externo.

Esse movimento contribui diretamente para a paridade de exportação, ampliando o interesse de compradores internacionais e ajudando a equilibrar o cenário interno de preços.

Fundamentos globais indicam ajuste de oferta

No cenário internacional, os fundamentos do mercado de arroz seguem em processo de ajuste. O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou redução nas estimativas de área plantada, produção e estoques globais.

Apesar disso, o consumo mundial permanece em níveis historicamente elevados, enquanto o comércio internacional se mantém próximo de recordes, o que sustenta o equilíbrio entre oferta e demanda no médio prazo.

Nos Estados Unidos, os cortes foram ainda mais significativos, com redução da área cultivada, da produção e dos estoques finais. Há ainda expectativas de novas revisões para baixo na área destinada ao arroz longo fino, o que pode restringir a oferta exportável norte-americana.

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Preços do arroz seguem em queda no Rio Grande do Sul

No mercado físico brasileiro, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 58,63, queda de 0,27% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o recuo foi de 2,01%, enquanto no acumulado anual a desvalorização já chega a 10,55%, refletindo a pressão persistente sobre os preços internos.

Setor aguarda reação mais consistente do mercado

Apesar da melhora na paridade de exportação e dos sinais de ajuste na oferta global, o mercado de arroz ainda opera sem uma recuperação consistente nas cotações internas. A expectativa dos agentes é de que o câmbio e a dinâmica internacional possam contribuir para maior equilíbrio nas próximas semanas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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