AGRONEGÓCIO

São Martinho aprimora sustentabilidade e eficiência com projeto de conectividade 4G da TIM

Publicado em

A São Martinho, uma das maiores empresas do setor sucroenergético mundial, colhe os frutos de uma parceria de três anos com a TIM, focada em investimentos em conectividade. O projeto, iniciado em 2020 na Unidade Iracema (UIR) em Iracemápolis, São Paulo, tem impactado positivamente a sustentabilidade, a responsabilidade corporativa e a eficiência operacional da empresa.

Os resultados desse compromisso são notáveis: na UIR, houve uma redução de 20% no tempo de resposta para chamados de combate a incêndios, além de uma diminuição de 18% na ociosidade das colhedoras. O investimento em conectividade tem permitido um monitoramento ambiental mais eficiente, melhorando as práticas operacionais e contribuindo para a inovação sustentável e o engajamento social.

A conectividade na UIR impactou positivamente em diversas frentes, incluindo colheita, monitoramento de incêndios e condições de trabalho dos colaboradores. O Centro de Operações Agrícolas (COA) utiliza a tecnologia Global FieldID da Varda, acompanhando mais de 300 equipamentos agrícolas durante a colheita da cana. Essa integração proporciona uma gestão eficiente do consumo de diesel e do tempo ocioso dos motores, resultando em maior eficiência econômica e menor emissão de CO2.

Leia Também:  Cummins Brasil Inova com Motor a Etanol, Focado na Sustentabilidade do Transporte

Os benefícios do projeto estendem-se ao combate a incêndios, com uma redução de 20% no tempo de resposta ao acionar equipes de brigadistas. O sinal 4G da TIM é fundamental para uma comunicação em tempo real com o COA, detectando sinais de fumaça por meio de câmeras nos canaviais.

É relevante destacar que a São Martinho adota práticas 100% mecanizadas e sem queimadas para a colheita da cana-de-açúcar, priorizando a segurança dos colaboradores e da comunidade.

O uso da conectividade, aliada a ferramentas tecnológicas, aprimora a comunicação entre o COA e as equipes em campo, proporcionando mais segurança e eficiência. A TIM destaca que a tecnologia 4G não é apenas um custo, mas um investimento com retorno a curto prazo.

A cobertura de mais de 30 mil hectares beneficia não apenas as fazendas, mas também comunidades ao redor, promovendo inclusão digital e permitindo atividades como educação à distância e entretenimento.

Paulo Humberto Gouvêa, diretor Corporativo da TIM Brasil, ressalta que a conectividade 4G possibilita uma transformação digital sustentável, alinhada aos pilares ESG (Ambiental, Social e Governança). O projeto demonstra que a conectividade é um investimento estratégico para o aumento da produtividade e melhoria das condições de trabalho no agronegócio.

Leia Também:  Resultado de Processo Seletivo Simplificado na Saúde será divulgado dia 30

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Plano Safra 2026/27 confirma avanço do crédito privado e reduz dependência do financiamento oficial no agro

Published

on

O anúncio do Plano Safra 2026/27 trouxe um novo recorde nominal para o crédito rural empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados a médios e grandes produtores. Apesar do volume expressivo, o crescimento de apenas 1,7% em relação à safra anterior ficou abaixo da inflação acumulada e do avanço esperado para o setor, gerando questionamentos sobre a capacidade do programa de sustentar sozinho a expansão do agronegócio brasileiro.

Mais do que o valor anunciado, o que chama a atenção é a mudança estrutural que vem ocorrendo no sistema de financiamento rural. O crédito privado, impulsionado por instrumentos como CPR, Fiagro, CRA e LCA, assume papel cada vez mais relevante, reduzindo a dependência histórica dos recursos subsidiados pelo governo.

Plano Safra cresce menos e reflete cenário de maior cautela

O novo ciclo do Plano Safra foi lançado em um contexto marcado por margens mais apertadas no campo, aumento da inadimplência em algumas cadeias produtivas e maior seletividade das instituições financeiras.

Dos R$ 525,1 bilhões anunciados, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, uma redução de 7,2% em relação à safra anterior. Já os recursos para investimentos somam R$ 140,2 bilhões, alta de 38,1%, sinalizando prioridade para projetos de modernização, tecnologia e infraestrutura.

Além disso, houve redução nas principais taxas de juros das linhas de financiamento, acompanhando o início do ciclo de queda da taxa Selic. O crédito de custeio empresarial passou de 14% para 12,5% ao ano, enquanto o Pronamp caiu de 10% para 9%.

Crédito privado ganha protagonismo no financiamento rural

Embora o Plano Safra continue sendo um importante instrumento de política agrícola, sua participação relativa no financiamento do setor vem diminuindo.

Leia Também:  Conectividade no campo: 5G promete revolucionar o agronegócio

Nas últimas cinco safras, o crescimento do crédito rural ocorreu principalmente por meio de recursos livres, captados a mercado. Enquanto o crédito subsidiado permaneceu praticamente estável, as operações com recursos privados avançaram de forma consistente.

Esse movimento mostra que o agronegócio brasileiro está cada vez menos dependente dos subsídios governamentais e mais conectado ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.

A participação dos recursos equalizados — aqueles em que o Tesouro Nacional subsidia parte dos juros — caiu significativamente nos últimos anos, representando atualmente cerca de 22% do total disponibilizado pelo Plano Safra.

Cooperativas ampliam presença no campo

Outro destaque da transformação do crédito rural é o avanço das cooperativas financeiras.

Nos últimos dez anos, a participação dessas instituições nas operações de crédito rural praticamente dobrou. Em diversas regiões do país, especialmente no interior, as cooperativas se tornaram a principal fonte de financiamento para produtores rurais.

Além da proximidade com o associado, essas instituições ampliaram sua capacidade de captação no mercado, fortalecendo sua atuação em um cenário de maior demanda por crédito e menor participação dos bancos tradicionais.

CPR alcança R$ 565 bilhões e lidera expansão do mercado privado

A principal evidência da mudança estrutural está no crescimento da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento que se consolidou como a espinha dorsal do crédito privado no agronegócio.

O estoque de CPR saltou de aproximadamente R$ 170 bilhões para R$ 565 bilhões em apenas seis safras, crescimento superior a 230%. O avanço supera com folga a expansão registrada pelo próprio Plano Safra no mesmo período.

Leia Também:  Exportações dos Cafés do Brasil crescem 15,4% e atingem 4,3 milhões de sacas em novembro de 2023

Paralelamente, outros instrumentos também ganharam espaço. O estoque de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alcançou cerca de R$ 176 bilhões, enquanto os Fiagros já administram aproximadamente R$ 62 bilhões em ativos distribuídos em centenas de fundos.

Somados a operações de barter e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os mecanismos privados movimentam atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão, consolidando uma nova realidade para o financiamento da produção agropecuária.

Desafio para produtores passa a ser gestão financeira

Especialistas apontam que o principal desafio para os próximos anos não será apenas acessar crédito, mas administrar diferentes fontes de financiamento de forma estratégica.

Ferramentas como CPR, barter, Fiagro e operações estruturadas passam a integrar cada vez mais o planejamento financeiro das propriedades rurais. Nesse cenário, gestão de risco, proteção de margem e eficiência operacional tornam-se fatores tão importantes quanto produtividade e tecnologia.

Nova fase do crédito rural já começou

O Plano Safra 2026/27 reforça uma tendência que vem se consolidando no agronegócio brasileiro: o financiamento da produção deixou de depender exclusivamente dos recursos oficiais.

Embora continue relevante, o programa governamental passa a atuar como parte de um sistema mais amplo, formado por cooperativas, mercado financeiro, investidores e instrumentos privados.

A mensagem para o setor é clara: o futuro do crédito rural será construído pela combinação entre recursos públicos e privados. Mais do que acompanhar o tamanho dos anúncios oficiais, produtores, empresas e investidores precisarão observar a qualidade do funding, a gestão dos riscos e a capacidade de execução dos projetos para garantir competitividade nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA