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Santa Catarina Alcança Melhor Desempenho do Ano nas Exportações de Carnes em Abril

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No mês de abril, Santa Catarina alcançou o seu melhor desempenho do ano nas exportações de carnes, registrando aumentos significativos tanto na quantidade de toneladas exportadas quanto nas receitas geradas. Um total de 173,2 mil toneladas de carnes, que incluem frangos, suínos, perus, patos, marrecos, bovinos, entre outros, foram exportadas, representando um crescimento de 11,7% em relação ao mês anterior e de 14,5% na comparação com abril de 2023. Em termos de receitas, o estado registrou um crescimento de 15,5% em relação a março e de 6,0% em comparação com abril do ano anterior, totalizando US$ 358,3 milhões.

Destaque nas Exportações de Suínos

Santa Catarina se destacou especialmente nas exportações de carne suína, sendo responsável por 57,6% da quantidade e 59,7% das receitas das exportações brasileiras no primeiro quadrimestre de 2024. Em abril, o estado exportou 60,5 mil toneladas de carne suína, um aumento de 14% em relação ao mês anterior e de 7,1% em comparação com abril de 2023. As receitas geradas foram de US$ 138,7 milhões, representando um crescimento de 18,1% em relação a março.

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O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto, atribui esses resultados ao comprometimento de toda a cadeia produtiva catarinense com a qualidade dos produtos. Ele destaca que Santa Catarina tem se mantido vigilante para garantir a sanidade e segurança alimentar, ampliando assim as relações comerciais externas.

Expansão das Exportações de Frango

No segmento de carne de frango, Santa Catarina também apresentou resultados positivos. Em abril, o estado exportou 104 mil toneladas desse produto, um aumento de 10% em relação ao mês anterior e de 19,7% na comparação com abril de 2023. As receitas atingiram US$ 200,7 milhões, crescendo 11,9% em relação a março e 9,2% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo Alexandre Luís Giehl, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, o aumento no volume exportado reflete o crescimento nas quantidades embarcadas para os principais destinos ao longo dos quatro primeiros meses do ano. Ele destaca o crescimento nos embarques para o Japão, Países Baixos e Emirados Árabes Unidos. Por outro lado, a China registrou uma queda expressiva nas aquisições, perdendo a liderança no ranking das exportações catarinenses de carne suína para as Filipinas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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