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Saiba como rastreamento garante sustentabilidade dos cafés do Brasil ao mercado global

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As mudanças climáticas que o mundo vem enfrentando aceleraram ainda mais a necessidade de uma produção cada vez mais transparente e sustentável. Se antes era um diferencial saber a origem dos grãos e como foram processados, agora é uma exigência do mercado.

Apesar das exigências, a cafeicultura brasileira está em constante aprimoramento alinhado as práticas socioambientais, gradativamente se produz mais em uma menor área, o que evita o desmatamento e mais emissões de carbono.

Segundo a Embrapa, desde a criação do Consórcio Pesquisa Café, houve uma grande evolução do setor cafeeiro, a área produtiva em 1997 era de 2,4 milhões de hectares e a produção de 18,9 milhões de sacas de 60 kg, com produtividade de 8,0 sacas por hectare. Passados 25 anos, em 2022, houve redução da área para 1,82 milhão de hectares e a produção aumentou quase três vezes.

Dessa forma, a rastreabilidade do café é uma grande aliada para comprovar que a fazenda atende os requisitos de sustentabilidade e qualidade na produção do grão.

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Como funciona

A rastreabilidade da lavoura começa a partir da separação de talhões, e os lotes obtidos a partir do mesmo. Assim, é registrado de forma manual ou em softwares e aplicativos, todas as etapas de produção, identificando características e histórico de manejos.

Os registros vão para um banco de dados que pode ser consultado por compradores, isso traz mais confiança e segurança, além de agregar valor ao produto.

Com esses dados o produtor ainda pode identificar e corrigir problemas de produção para melhorar a qualidade das próximas safras.

Consumidor final

Engana-se quem acha que apenas os torrefadores estão preocupados com as práticas sustentáveis.

Os consumidores pouco a pouco estão optando apenas por marcas que garantem que o produto cumpre com questões socioeconômicas e socioambientais.

Inúmeras marcas como a Nespresso, já adotam o QR Code nas embalagens de café, deste modo, o cliente obtém informações sobre origem e o processo de produção até a industrialização.

Portanto, o rastreamento das lavouras é uma excelente ferramenta para que o produtor garanta as exigências do mercado, e consequentemente tenha seu produto mais valorizado.

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Fonte: Rede Social do Café

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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