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Safras de Grãos na União Europeia Apresentam Boas Condições e Preveem Recuperação para 2025

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As safras de grãos na União Europeia (UE) encontram-se, na maioria, em boas condições neste inverno, graças ao clima moderado, conforme apontou o relatório mensal da Strategie Grains, divulgado nesta quinta-feira (16). A recuperação das colheitas afetadas pelas chuvas do ano anterior está prevista, embora o encharcamento dos campos na França continue sendo motivo de preocupação para analistas e produtores.

O final de outono seco beneficiou os agricultores da Europa Ocidental, permitindo que concluíssem o plantio das culturas de inverno sem os problemas enfrentados na temporada passada, quando chuvas intensas interromperam os trabalhos, resultando na menor colheita de trigo da França desde os anos 1980.

De acordo com o levantamento, as condições para o trigo de inverno e a cevada na região são satisfatórias. A expectativa é de uma forte recuperação na produção de trigo em 2025, com as áreas semeadas voltando a níveis normais e o potencial de rendimento, até o momento, sendo considerado promissor.

Na França, maior produtora de grãos da UE, o clima ensolarado e frio no início de janeiro ajudou a atenuar os impactos das inundações. O Ministério da Fazenda francês estimou que a área destinada ao trigo mole para 2025 será de 4,51 milhões de hectares, um aumento de quase 9% em relação ao ano anterior.

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Na Alemanha, outro importante produtor europeu, as condições para as safras também são vistas como favoráveis. A área de trigo de inverno para 2025 foi expandida em 12%, totalizando cerca de 2,8 milhões de hectares, conforme estimativas da agência nacional de estatísticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alongamento de dívida rural é direito do produtor e bancos não podem negar pedido sem justificativa, alerta especialista

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O alongamento de dívida rural voltou ao centro das discussões no agronegócio brasileiro diante do aumento da pressão financeira sobre produtores afetados por problemas climáticos, juros elevados e oscilações no mercado de commodities. Apesar de estar previsto na legislação e reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o mecanismo ainda enfrenta resistência por parte de instituições financeiras, segundo alerta da advogada Giulia Arndt, especialista em direito bancário e agronegócio do escritório Maffioletti & Arndt Advogados.

De acordo com a especialista, muitos bancos continuam tratando o alongamento da dívida rural como uma negociação comercial facultativa, quando, em determinadas situações, trata-se de um direito assegurado ao produtor rural.

“A Súmula 298 do STJ é clara ao reconhecer que o alongamento da dívida originária de crédito rural não depende exclusivamente da vontade da instituição financeira quando há comprovação de incapacidade temporária de pagamento causada por fatores como quebra de safra, eventos climáticos adversos ou fortes oscilações de mercado”, explica Giulia Arndt.

Crise financeira no agro aumenta busca por orientação jurídica

O cenário econômico vivido pelo setor agropecuário nos últimos anos elevou a procura de produtores rurais por orientação jurídica especializada. Custos de produção mais altos, dificuldades climáticas recorrentes e retração nos preços de diversas commodities comprometeram o fluxo de caixa em diferentes regiões do país.

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Segundo a advogada, muitos produtores acabam aceitando renegociações bancárias mais pesadas financeiramente por desconhecerem os instrumentos legais disponíveis para proteção do crédito rural.

“Muitos produtores procuram apoio apenas depois de assinarem contratos com juros maiores, reforço de garantias ou confissões de dívida. Em vários casos, havia um direito ao alongamento que poderia ter sido exercido antes da formalização dessas novas obrigações”, destaca.

Diferença entre renegociação e alongamento de dívida rural

A especialista ressalta que existe uma diferença jurídica relevante entre renegociação comercial e alongamento de dívida rural — distinção que pode impactar diretamente a defesa do produtor.

Enquanto a renegociação depende de critérios comerciais internos das instituições financeiras, o alongamento possui previsão legal específica e requisitos próprios definidos pelas normas do crédito rural e pelo entendimento consolidado da Justiça.

“Confundir renegociação comercial com pedido de alongamento pode enfraquecer a posição do produtor rural. São instrumentos diferentes, com fundamentos jurídicos distintos”, afirma Giulia.

Impactos atingem toda a cadeia do agronegócio

Além dos prejuízos individuais, a negativa de alongamento pode comprometer toda a cadeia produtiva do agronegócio. Sem reorganização financeira, muitos produtores perdem acesso ao crédito necessário para custear a próxima safra, afetando fornecedores, cooperativas, transportadoras e economias locais.

“Quando o crédito trava, o problema deixa de atingir apenas a propriedade rural. O impacto chega a toda a cadeia do agro. O alongamento existe justamente para impedir que uma dificuldade temporária se transforme em um colapso financeiro maior”, ressalta a especialista.

Debate deve avançar no próximo Plano Safra

A expectativa do setor é que o tema ganhe ainda mais relevância nas discussões do próximo Plano Safra, especialmente diante da crescente demanda por medidas de apoio financeiro ao produtor rural.

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Para Giulia Arndt, a orientação técnica antes da assinatura de acordos bancários pode ser decisiva para preservar a atividade rural e evitar perdas patrimoniais.

“O produtor rural precisa compreender que existem mecanismos legais criados justamente para protegê-lo em períodos de crise. Conhecer esses instrumentos pode fazer toda a diferença para garantir a continuidade da atividade”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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