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Cinturão Citrícola Brasileiro: Refúgio para mais de 300 espécies de animais silvestres

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Um estudo conduzido em parceria entre a Embrapa e o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) identificou mais de 300 espécies de animais silvestres vivendo no cinturão citrícola brasileiro, que abrange o estado de São Paulo e parte de Minas Gerais. A pesquisa, realizada em cinco fazendas produtoras de laranja, revelou uma grande variedade de aves e mamíferos circulando em ambientes de produção agrícola. Além disso, o estudo estimou cerca de 36 milhões de toneladas de carbono armazenadas em laranjeiras, no solo e nas áreas de vegetação nativa.

O projeto, financiado pelo Fundo de Inovação para Agricultores da empresa britânica Innocent Drinks, tem como objetivo apoiar iniciativas que promovam a agricultura de baixo carbono, a biodiversidade e práticas agrícolas sustentáveis. Os resultados do levantamento da fauna, junto com a relação das espécies identificadas, serão apresentados durante o lançamento da Pesquisa de Estimativa Safra de Laranja 2024/2025, a ser realizada na sede do Fundecitrus em Araraquara, São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal da instituição no YouTube.

Antonio Juliano Ayres, gerente-geral do Fundecitrus, destaca que o estudo ajuda a desmistificar a relação entre citricultura e desmatamento. “O trabalho mostra como a citricultura pode ser compatível com a preservação da fauna e flora, refutando a ideia de que as práticas agrícolas necessariamente prejudicam o meio ambiente”, afirma Ayres. “Estamos celebrando 10 anos da Pesquisa de Estimativa de Safra e felizes em apresentar esse estudo que reflete o compromisso da citricultura com práticas sustentáveis, beneficiando tanto a fauna quanto o ecossistema como um todo.”

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José Roberto Miranda, pesquisador da Embrapa Territorial, salienta que a presença de tantos animais silvestres no cinturão citrícola é um sinal positivo. “Podemos afirmar que a citricultura está promovendo biodiversidade, já que oferece locais para as aves construírem ninhos e, ao mesmo tempo, algumas espécies se alimentam de laranjas sem causar prejuízo ao produtor”, explica Miranda. Ele acrescenta que muitas aves se alimentam de insetos, inclusive de pragas que afetam a citricultura, tornando-se uma espécie de controle biológico natural.

Vinícius Trombin, coordenador da Pesquisa de Estimativa Safra do Fundecitrus, ressalta que o avistamento de animais silvestres nos pomares de laranja tem se tornado cada vez mais comum, graças também às áreas de vegetação nativa mantidas nas propriedades citrícolas. “São quase 160 mil hectares dedicados à vegetação nativa, o que ajuda a atrair e sustentar a fauna silvestre”, explica Trombin.

Além de ser um refúgio para a fauna, o cinturão citrícola brasileiro desempenha um papel importante no armazenamento de carbono. Estima-se que as 560 mil hectares do cinturão contenham cerca de 36 milhões de toneladas de carbono, retidas nas árvores, no solo e nas áreas de vegetação nativa. Esses resultados foram obtidos por meio de uma pesquisa detalhada, em que foram analisadas 80 laranjeiras de diferentes variedades e idades, pesadas e medidas para avaliar a quantidade de carbono armazenada em cada parte da planta.

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Carlos Cesar Ronquim, da Embrapa Territorial, explica que o ineditismo do estudo está na análise detalhada de toda a biomassa, incluindo troncos, galhos, folhas e raízes. “Conseguimos calcular a quantidade de carbono presente em cada laranjeira e, com isso, extrapolar os dados para todo o cinturão citrícola”, disse ele. O resultado mostra que o cinturão citrícola como um todo armazena cerca de 8,2 milhões de toneladas de carbono apenas nos pomares.

Essas descobertas mostram que a citricultura brasileira, além de ser uma referência mundial em produtividade, também contribui para a mitigação das mudanças climáticas e para a preservação da biodiversidade. O setor gera milhares de empregos e arrecada centenas de milhões de dólares em impostos, ao mesmo tempo em que adota práticas agrícolas que beneficiam a fauna, a flora e a saúde do planeta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Araguaína recebe etapa estratégica do Indicador do Boi DATAGRO na Estrada com foco no mercado pecuário de 2026

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Após percorrer importantes polos da produção agropecuária brasileira, o circuito Indicador do Boi DATAGRO na Estrada 2026 chega a Araguaína, no Tocantins, no próximo dia 28 de maio. A cidade sediará a quinta etapa do projeto, reforçando sua relevância estratégica para a pecuária nacional e consolidando-se como um dos principais centros de discussão sobre o mercado bovino brasileiro.

A realização do encontro em Araguaína amplia a presença do circuito em regiões-chave da bovinocultura e fortalece a proposta da DATAGRO de aproximar produtores, frigoríficos, investidores e demais agentes da cadeia pecuária. O objetivo é promover uma leitura mais ampla das tendências de mercado, gestão de risco e oportunidades para o setor em 2026.

A programação contará com workshop voltado à comercialização futura em bolsa, além de painéis sobre perspectivas econômicas, comportamento dos preços do boi gordo e estratégias para o mercado pecuário. O evento também deve aprofundar debates sobre integração entre mercado físico e financeiro, cenário das exportações e competitividade da carne bovina brasileira.

Entre os participantes confirmados estão representantes do Banco Pine, Nova Futura Investimentos, Genial Investimentos, Supera Invest | Necton, Corteva – Probeef | Cargill, Mitsubishi Motors, Naturafrig e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). A presença da indústria exportadora deve ampliar as discussões sobre demanda internacional, abertura de mercados e tendências globais para a proteína animal brasileira.

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Indicador do Boi DATAGRO ganha protagonismo no mercado futuro

O Indicador do Boi DATAGRO consolidou-se como uma das principais referências de preços da pecuária brasileira. O índice é construído a partir de coleta auditada de informações junto a pecuaristas e frigoríficos em todo o país, abrangendo mais de 60% do abate nacional.

Desde 2025, o indicador passou a ser a referência oficial para liquidação dos contratos futuros de boi gordo negociados na B3, fortalecendo a conexão entre os mercados físico e financeiro e ampliando a transparência na formação de preços da cadeia pecuária.

Criado em 2019, o indicador reúne dados de milhares de produtores e unidades frigoríficas distribuídas em mais de mil municípios brasileiros, garantindo maior confiabilidade e abrangência às informações do setor.

Visitas técnicas e networking fortalecem integração da cadeia pecuária

Mantendo o formato já consolidado nas etapas anteriores, o circuito em Araguaína incluirá visitas técnicas a confinamentos e indústrias da região, além de um encontro exclusivo com pecuaristas locais.

A proposta é estimular a troca de experiências práticas, fortalecer o networking entre os participantes e ampliar o entendimento sobre as dinâmicas do mercado pecuário tocantinense. A iniciativa também busca contribuir para maior transparência comercial e disseminação de estratégias de gestão em um cenário de crescente profissionalização da pecuária brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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