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Safra de cana-de-açúcar em MS alcança recorde de produção, revela pesquisa

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Encerrando o ciclo 2023/2024, a Safra da Cana-de-Açúcar em Mato Grosso do Sul registrou um marco histórico, com uma produção recorde. Sob condições climáticas favoráveis e um ciclo de recuperação produtiva, o estado processou cerca de 52,4 milhões de toneladas da matéria-prima, representando um aumento de 17,4% em relação à temporada anterior. Os números divulgados durante a Expocanas, uma das principais feiras do setor sucroenergético, revelam também um aumento expressivo na produção de etanol e açúcar, além da geração de bioeletricidade a partir da biomassa da cana.

Expansão Setorial e Perspectivas Futuras

Durante o evento, o presidente da Biosul, Amaury Pekelman, enfatizou a consolidação do Estado como um dos principais protagonistas no cenário nacional de bioenergia. Destacando o crescimento do setor nos últimos anos, Pekelman projetou um salto ainda maior na produção para os próximos ciclos, apontando o Mato Grosso do Sul como potencial segundo maior produtor de etanol no Brasil. Esse crescimento, segundo ele, reflete o compromisso do governo estadual em promover um ambiente favorável para o desenvolvimento da energia limpa e renovável.

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Investimentos e Novas Perspectivas

Além dos avanços na produção, o evento também foi marcado pelo anúncio de investimentos significativos na produção de biogás e biometano em Nova Alvorada do Sul. Com um aporte de aproximadamente R$ 350 milhões, a Atvos, uma das principais produtoras de etanol do país, planeja iniciar a produção de biometano a partir dos resíduos da cana-de-açúcar. Esse projeto, segundo o CEO da Atvos, Bruno Serapião, não apenas amplia o portfólio de soluções sustentáveis da empresa, mas também contribui para a transição da matriz energética do país.

Projeções para o Futuro

Para o ciclo 2024/2025, a Biosul apresentou suas primeiras estimativas de produção para Mato Grosso do Sul, projetando um crescimento no processamento de cana e na produção de subprodutos. Com a entrada em operação de novas unidades e a diversificação do portfólio de bioenergia, as projeções apontam para um cenário promissor, destacando o papel do estado na transição para uma economia mais sustentável e eficiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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