AGRONEGÓCIO

Safra de cana 2023/2024 é a mais produtiva em 15 anos

Publicado em

No fechamento da safra 2023/2024, a cana-de-açúcar na região Centro-Sul registrou produtividade média de 87,6 toneladas por hectare, 10 toneladas a mais do que a média das últimas 15 safras (77,2 toneladas por hectare).

Os dados são do Portal do Benchmarking do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e constam do boletim De Olho Na Safra, divulgado hoje em Piracicaba.

As altas produtividades são consequência da excelente condição climática desta safra, com chuvas bem distribuídas e acima da média na maioria das regiões produtoras de cana.

No mês de dezembro último, a qualidade da matéria-prima (ATR) foi inferior a observada na safra passada, reflexo da melhor distribuição das chuvas durante os meses passados. Porém, no acumulado da safra, o ATR se manteve dentro da média das últimas 15 safras (134,5 kg/t).

A produtividade agrícola do mês de dezembro seguiu a mesma tendência do acumulado e se mostrou superior à observada na safra passada (81 t/ha nessa safra contra 69,8 t/ha na safra anterior).

Leia Também:  USDA revisa para baixo a projeção da safra global de açúcar para 2023/24, com produção brasileira e indiana compensando declínios em outros países

Na safra 2023/2024, os destaques de produtividade ocorreram em Araçatuba, Piracicaba e São José do Rio Preto, que tiveram crescimentos de 37,3%, 25,2% e 25%, respectivamente, em relação à safra anterior.

Fonte: Assessoria de Comunicação CTC

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Algodão em Mato Grosso exige venda acima de R$ 127/@ para cobrir custos da safra 2026/27

Published

on

O custo de produção do algodão em Mato Grosso voltou a subir em abril e acendeu um alerta para os produtores da safra 2026/27. Segundo levantamento do projeto CPA-MT, divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o avanço das despesas foi puxado principalmente pela valorização dos macronutrientes, impactados pelas tensões geopolíticas no mercado internacional.

De acordo com os dados, o custeio da lavoura alcançou R$ 10.642,28 por hectare, crescimento de 1,05% em relação ao mês anterior. O movimento reflete a pressão sobre os insumos agrícolas diante das incertezas logísticas globais, especialmente envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de fertilizantes e commodities do mundo.

Com o encarecimento dos insumos, o Custo Operacional Efetivo (COE) do algodão também avançou em abril. O indicador foi estimado em R$ 15.227,56 por hectare, registrando alta mensal de 0,55%.

O estudo mostra ainda que, para conseguir cobrir os custos operacionais da atividade, o cotonicultor mato-grossense precisará comercializar a pluma por pelo menos R$ 127,09 por arroba, considerando uma produtividade média projetada de 119,82 arrobas por hectare.

Leia Também:  Safra 2025 segue dentro do esperado, apontam especialistas do Rabobank

Apesar da elevação dos custos, o cenário de preços mais atrativos da pluma nos últimos meses vem favorecendo a estratégia comercial dos produtores. Segundo o instituto, muitos cotonicultores intensificaram o travamento de custos e a proteção de margens, aproveitando oportunidades de mercado para reduzir os riscos da safra futura.

Esse movimento também ajudou a acelerar a comercialização da safra 2026/27 em Mato Grosso. Após um período de atraso nas negociações, as vendas passaram a superar a média histórica registrada nos últimos anos, demonstrando maior interesse dos produtores em garantir rentabilidade diante da volatilidade do mercado internacional.

O cenário segue sendo monitorado pelo setor, especialmente em função das oscilações nos preços dos fertilizantes, do câmbio e das tensões externas que continuam influenciando diretamente os custos da produção agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA