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Safra de café conilon cresce 37% em 2025 e sinaliza recuperação após perdas

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Produção nacional estimada em 55,2 milhões de sacas

A terceira estimativa da Conab aponta que a produção total de café em 2025 deve alcançar 55,2 milhões de sacas beneficiadas, alta de 1,8% em relação a 2024. A área total destinada à cafeicultura chega a 2,25 milhões de hectares, expansão de 0,9% sobre o ano anterior.

Desse total:

  • 1,86 milhão de hectares estão em produção, recuo de 1,2%;
  • 395,8 mil hectares correspondem a lavouras em formação, crescimento de 11,9%.
Café arábica apresenta leve retração

A produção de café arábica deve atingir 35,2 milhões de sacas, queda de 11,2% frente a 2024, reflexo do ciclo de baixa bienalidade e da redução da área em produção, hoje em 1,49 milhão de hectares.

Apesar da retração, a expansão das lavouras em formação (+12,3%, totalizando 353,1 mil hectares) indica potencial de recuperação nos próximos ciclos.

O arábica representa mais de 80% da cafeicultura nacional, com destaque para Minas Gerais, responsável por três quartos da área, seguida de São Paulo.

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Café conilon cresce 37% e se recupera das perdas anteriores

O café conilon teve desempenho significativamente superior, com produtividade estimada em 53,8 sacas por hectare, aumento de 37% em relação a 2024. A produção total do conilon em 2025 está prevista em 20,1 milhões de sacas, representando crescimento de 37,2%, sinalizando recuperação das perdas registradas no ano anterior devido a ondas de calor e menor potencial produtivo, mesmo considerando a bienalidade positiva.

O avanço se deve a condições climáticas mais regulares durante fases críticas de floração, que favoreceram a formação de frutos. A espécie ocupa 415,6 mil hectares, sendo 372,9 mil em produção e 42,7 mil em formação.

Os principais estados produtores de conilon são:

  • Espírito Santo: 286,7 mil hectares;
  • Bahia: 51,5 mil hectares;
  • Rondônia: 47,8 mil hectares.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne, café e soja terão que comprovar origem a partir de 30 de dezembro

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Produtores, cooperativas e exportadores brasileiros que abastecem o mercado europeu têm menos de três meses para revisar as informações de origem dos produtos sujeitos ao Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR). A aplicação começa em 30 de dezembro para grandes e médios operadores abrangidos pela norma. A preparação exige identificar as áreas de produção, conferir fornecedores e reunir evidências de regularidade.

O regulamento alcança bovinos, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja, madeira e determinados derivados. Para entrar no mercado europeu, os produtos incluídos precisam atender a dois critérios: estar livres de desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020 e ter sido produzidos conforme a legislação aplicável no país de origem.

Isso significa que uma autorização de supressão de vegetação concedida no Brasil não afasta, por si só, o critério europeu. O comprador responsável pela entrada da mercadoria no bloco terá de verificar tanto a legalidade da produção quanto o histórico da área.

A localização é uma das informações centrais. Para produtos agrícolas, o regulamento exige a geolocalização das áreas onde a matéria-prima foi produzida. Quando um lote reúne produção de diferentes propriedades, as respectivas origens precisam ser identificadas.

Na pecuária, a exigência envolve os estabelecimentos onde os bovinos foram mantidos. A organização dos dados, portanto, precisa alcançar as etapas anteriores ao fornecimento para o abate, conforme os requisitos aplicáveis ao produto.

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O Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode integrar o conjunto de informações utilizado na comprovação. Sua apresentação, entretanto, precisa estar acompanhada de dados e evidências verificáveis sobre a área, a produção e sua conformidade. Divergências entre coordenadas, documentos e registros dos fornecedores podem dificultar a análise.

A obrigação de realizar a chamada diligência devida, processo de coleta de informações e avaliação de riscos, recai principalmente sobre o operador que introduz o produto no mercado europeu pela primeira vez ou o exporta da União Europeia. O produtor brasileiro que fornece a uma empresa responsável pela exportação pode receber pedidos de informações necessários ao cumprimento dessas obrigações.

Essa diferença também importa para os prazos. A maior parte dos micro e pequenos operadores abrangidos terá até 30 de junho de 2027, mas isso não assegura automaticamente um prazo adicional ao pequeno produtor brasileiro. Quem abastece um comprador sujeito às regras em dezembro precisa organizar os dados conforme as necessidades dessa cadeia.

Há uma exceção no calendário: micro e pequenos operadores já alcançados pelo regulamento europeu da madeira deverão cumprir a EUDR a partir de 30 de dezembro de 2026.

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O Brasil está classificado pela Comissão Europeia como país de risco padrão. Por isso, os produtos brasileiros não recebem, de forma geral, a simplificação da diligência reservada às origens de baixo risco. O operador deve avaliar as informações e adotar medidas para reduzir eventuais riscos de descumprimento.

Quando os dados obrigatórios não podem ser obtidos, o produto não pode ser colocado no mercado europeu pelo operador sujeito à regra. Os documentos da diligência devem ser conservados por cinco anos.

A lista de produtos também merece atenção. Segundo a Comissão Europeia, itens acrescentados ao alcance da norma em 2026, como café solúvel, determinados derivados do óleo de palma e línguas bovinas congeladas, estarão sujeitos às exigências a partir de 30 de dezembro de 2027.

Para preparar os próximos embarques, o primeiro passo é confirmar com o comprador quais produtos e operações estão abrangidos. Depois, conferir as localizações, relacionar cada fornecimento à sua origem e organizar o histórico das áreas e os documentos de legalidade. A revisão antecipada permite identificar lacunas antes que elas comprometam a comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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