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Nova Geração de Algoritmos Revoluciona Pulverização Seletiva e Ganha Parceria com Multinacional Italiana

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A aplicação precisa de defensivos agrícolas ganhou um novo impulso com o desenvolvimento de uma avançada geração de algoritmos de Inteligência Artificial, que promete transformar a pulverização seletiva nas lavouras. Esta solução inovadora, da SaveFarm – tecnologia da Eirene Solutions – utiliza um sistema de sensores capazes de identificar com mais precisão as ervas daninhas, mesmo em culturas já maduras. Com funcionalidades aprimoradas, o sistema visa otimizar o uso de herbicidas, reduzindo o consumo de produtos químicos e promovendo maior sustentabilidade na agricultura.

Inteligência Artificial para Pulverização Mais Eficiente

A principal inovação do sistema é a integração da Inteligência Artificial, que permite mapear o solo e as características das plantas, identificando as ervas daninhas no meio da plantação – mesmo nas fases mais avançadas do ciclo da cultura. A tecnologia diferencia a planta comercial das ervas daninhas, independentemente do tamanho das plantas, oferecendo maior assertividade na pulverização. “Esta nova geração de algoritmos eleva a agricultura de precisão a um novo patamar, com maior capacidade de processamento de imagens, aprimorando o manejo de ervas daninhas e tornando a pulverização mais econômica e eficaz”, afirma Eduardo Marckmann, CEO da Eirene Solutions.

Segundo Marckmann, a tecnologia visa também fornecer uma ferramenta simples e intuitiva para os produtores, que pode ser aplicada em diferentes estágios do calendário agrícola, incluindo nas palhadas, após a colheita. A pulverização seletiva tem mostrado um impacto significativo na redução do consumo de defensivos agrícolas, com uma redução de até 95% no uso desses insumos, além de contribuir para a sustentabilidade ambiental, diminuindo o volume de embalagens descartadas e o consumo de combustível.

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Funcionamento do Sistema

O sistema SaveFarm conta com sensores de alta resolução, instalados nas barras dos pulverizadores, que capturam até 30 imagens por segundo e analisam até 27 milhões de pixels por segundo, processando 3,3 milhões de imagens por hora. A solução opera em tempo real, sem a necessidade de conexão à internet ou fontes externas, e é capaz de realizar a pulverização a uma velocidade de até 25 km/h.

A identificação das plantas a serem pulverizadas é feita por meio de parâmetros analisados pela Inteligência Artificial, que considera morfologia, tamanho, cor e outros fatores. Esses dados são comparados com o solo e com a largura da plantação, oferecendo informações simples e compreensíveis para o operador. A interface gráfica, instalada na cabine do pulverizador, permite que o gestor e o operador acompanhem todo o processo e realizem ajustes conforme necessário.

Parceria com CNH e Expansão de Mercado

Além das inovações tecnológicas, a SaveFarm também anunciou, durante a 30ª edição da Agrishow, uma parceria estratégica com a CNH Industrial, integrando sua tecnologia de pulverização seletiva aos pulverizadores das marcas Case IH e New Holland. Com essa parceria, a tecnologia SaveFarm passa a ser embarcada diretamente nos pulverizadores das marcas, tornando-a disponível para os produtores através da rede de concessionários da CNH.

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“Com o apoio das tecnologias de precisão da CNH, os produtores podem otimizar o uso da aplicação seletiva, reduzindo significativamente os custos de produção e aumentando a rentabilidade”, explica Marckmann. A parceria, iniciada em 2025, visa expandir a participação da SaveFarm no mercado nacional, aproveitando o alcance e a estrutura de suporte da CNH.

Para Gregory Riordan, Diretor de Tecnologias Digitais e Inovação da CNH na América Latina, a parceria é um marco importante. “Ao integrar a tecnologia de aplicação seletiva da SaveFarm aos nossos pulverizadores, conseguimos trazer mais sustentabilidade e economia no uso de insumos para nossos clientes”, afirma Riordan.

Com a expansão da tecnologia e parcerias estratégicas, a SaveFarm projeta ter 300 equipamentos operando até o final de 2025 no Brasil e em outros países da América Latina, consolidando-se como uma solução de referência na agricultura de precisão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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