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Safra de arroz 2025/2026 em Santa Catarina deve atingir 1,2 milhão de toneladas

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Início oficial da colheita reúne setor produtivo em São João do Itaperiú

A 8ª Abertura Oficial da Colheita da safra 2025/2026 do arroz em Santa Catarina aconteceu na última sexta-feira (23), na Fazenda Limoeiro, em São João do Itaperiú. O evento reuniu produtores, técnicos, pesquisadores, autoridades e empresas parceiras, celebrando a qualidade e a capacidade produtiva do arroz catarinense.

A estimativa é que até março sejam colhidas 1,2 milhão de toneladas de arroz. Santa Catarina é o segundo maior produtor do país, com 143,4 mil hectares plantados, e se mantém no topo do ranking de produtividade, com média de 8,5 toneladas por hectare.

A cerimônia foi organizada pela Urbano Alimentos, com apoio da Epagri e do Sindicato da Indústria do Arroz (SindArroz-SC).

Autoridades reforçam importância da rizicultura para o Estado

O governador Jorginho Mello foi representado pelo secretário adjunto da SAPE, Admir Edi Dall Cort, que destacou a relevância da rizicultura para a economia catarinense. Segundo ele, o suporte técnico da Epagri é fundamental para que o arroz do Estado seja cada vez mais produtivo e competitivo.

“Isso dá estímulo ao agricultor para continuar na atividade, tornando o cultivo mais rentável com o apoio do governo estadual”, afirmou.

Epagri destaca avanços em produtividade e inovação

O presidente da Epagri, Dirceu Leite, ressaltou que a Estação Experimental de Itajaí (EEI) lançou 32 cultivares de arroz ao longo de 50 anos de pesquisa, apoiada por uma equipe técnica altamente qualificada.

“São novas tecnologias que permitem aumentar a produtividade sem ampliar a área plantada”, explicou. Graças a essas inovações, a produtividade média do arroz catarinense passou de 2,2 toneladas por hectare para mais de 8 toneladas por hectare.

O presidente da Urbano Alimentos, Renato Franzner, destacou a parceria entre pesquisa e setor produtivo. “A Epagri está sempre aberta às nossas ideias e sugestões, buscando inovações e criando novas tecnologias”, afirmou.

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Participação de líderes do setor e representantes políticos

O evento contou ainda com a presença de deputados, prefeitos e representantes de entidades do setor, como o deputado José Milton Scheffer (Câmara Setorial do Arroz), Rogério Dagostin (Acapsa), Francisco Alexandro Powell Van De Casteele (Ministério da Agricultura), Vanir Zanatta (Ocesc e Cooperja) e prefeitos de Jaraguá do Sul e São João do Itaperiú.

Projeto SC + Arroz busca soluções para cadeia produtiva

Após a abertura simbólica da colheita, foram apresentados o Projeto SC + Arroz e soluções para desafios da cadeia produtiva, como alta nos custos e queda de rentabilidade.

Segundo o SindArroz, a safra recorde provocou superoferta, fazendo com que o preço médio do arroz (R$ 50/saca) ficasse abaixo do custo de produção (R$ 75/saca). A analista Gláucia de Almeida Padrão, do Cepa, projeta que a produtividade deve se estabilizar, com leve recuperação ou manutenção dos preços no mercado interno.

O pesquisador Marcos do Vale destacou a importância de ferramentas tecnológicas da Epagri, como a EpagriTEC, para aumentar a eficiência da produção. “Outro ponto é fortalecer a identidade do arroz catarinense, para que o consumidor reconheça sua qualidade, e promover articulação institucional com todos os atores da cadeia produtiva”, explicou.

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Produtores reforçam importância de eventos técnicos

O agricultor Sandro Acordi, de Turvo, ressaltou a relevância de eventos como o Dia de Campo e a Abertura Oficial da Colheita. “É uma oportunidade de trocar informações, conhecer novas tecnologias e ver o que outros produtores estão plantando e colhendo. Isso motiva a continuar investindo na atividade”, disse.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mais terra, crédito e tecnologia para mulheres podem ampliar produção e renda no campo

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Ampliar o acesso das mulheres à terra, ao crédito e à tecnologia pode aumentar a produção de alimentos e a renda no campo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), eliminar as diferenças de produtividade e remuneração entre mulheres e homens nos sistemas agroalimentares elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em aproximadamente 1% e reduziria em 45 milhões o número de pessoas em insegurança alimentar.

A estimativa dá dimensão econômica ao apelo feito pela ONU Mulheres nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A entidade cobrou de governos, bancos e empresas investimentos diretamente nas produtoras e a retirada de obstáculos que limitam sua participação nos negócios. A mobilização ocorre em 2026, declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Mulheres na Agricultura.

No Brasil, o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou mulheres na direção de 18,7% dos estabelecimentos, ante 12,7% em 2006. Eram cerca de 947 mil unidades sob comando feminino.

A diferença aparece também no tamanho das áreas. Uma análise dos dados censitários feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o IBGE e o Ministério da Agricultura, mostrou que os estabelecimentos dirigidos por mulheres somavam aproximadamente 30 milhões de hectares, apenas 8,5% da área total. O Nordeste concentrava 57% das unidades comandadas por produtoras.

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A presença feminina na gestão é maior quando se considera a administração compartilhada. Segundo o IBGE, cerca de 817 mil mulheres dividiam a direção com o cônjuge. Somadas às que apareciam como dirigentes, eram aproximadamente 1,76 milhão na condução dos estabelecimentos em 2017.

O avanço também aparece em dados recentes de trabalho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou aumento da participação relativa feminina no agronegócio no primeiro trimestre de 2026. Isso ocorreu porque a ocupação caiu menos entre as mulheres, 0,5%, do que entre os homens, 1,2%. A pesquisa abrange toda a cadeia, incluindo indústria e serviços.

No cenário mundial, a FAO identifica uma diferença de 24% na produtividade da terra entre propriedades de mesmo tamanho conduzidas por mulheres e homens. O relatório, publicado em 2023, relaciona essa distância à discriminação e ao acesso desigual a financiamento, capacitação, tecnologia e direitos sobre a terra.

Isso significa que comparar apenas o volume colhido deixa parte do problema de fora. A disponibilidade de dinheiro para comprar insumos, de equipamentos adequados e de orientação técnica interfere no resultado da lavoura. As mulheres também acumulam com maior frequência o trabalho produtivo e os cuidados domésticos não remunerados, o que reduz o tempo disponível para formação e negócios. fao.org

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A vulnerabilidade aumenta diante de secas, calor e enchentes. A FAO aponta que o acesso limitado a recursos dificulta a adaptação das famílias chefiadas por mulheres às mudanças climáticas. Investir em orientação técnica, infraestrutura e financiamento também faz parte da preparação para enfrentar perdas na produção.

recuperação de terras. A cobrança inclui proteção social e serviços que reduzam a sobrecarga de cuidados. O objetivo é permitir que a participação das mulheres na produção se traduza também em renda e poder de decisão sobre o próprio negócio.

Fonte: Pensar Agro

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